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Out 12
publicado por Nuno Gouveia, às 23:36link do post | comentar

Foto de Minneapolis

 

Romney e os seus aliados estão a fazer novos investimentos publicitários em estados que têm votado fielmente democrata nas últimas décadas. Nem falo do Wisconsin, porque depois da escolha de Paul Ryan, tem sido consistentemente considerado um swing-state. Nos últimos dias compraram espaços publicitários no Michigan, estado natal de Romney, na Pensilvânia (só Karl Rove depositou aqui dois milhões de dólares) e no Minnesota, um estado que deu a última vitória presidencial a um republicano em 1972, a Richard Nixon. Há duas interpretações e ambas parecem-me válidas. Romney considera que não tem seguro um caminho para a vitória, e procura desesperadamente alcançar uma vitória surpresa num destes estados, o que lhe poderia garantir a eleição. Por outro lado, e a exemplo do que sucedeu em 2008 quando Obama nos últimos dias despejou milhões de dólares no Indiana e Missouri, acabando por vencer no Indiana, algo que não sucedia com um democrata deste 1964, Romney tenta apanhar Obama desprevenido, pois tem aparecido nestes estados abaixo dos 50% nas sondagens. A equipa de Obama vai acenando para o primeiro cenário, mas ao mesmo tempo vai investindo milhões de dólares em anúncios nestes estados como reposta, e ainda hoje enviou Bill Clinton para Minneapolis (Minnesota) fazer campanha. Diria que os "verdadeiros" swing-states destas eleições permanecem os mesmos: Wisconsin, Ohio, Florida, Iowa, Colorado, New Hampshire, Nevada, Carolina do Norte, Virgínia e Florida. Mas no dia 6 de Novembro estarei também atento a estes três. 


Em 2008, McCain já estava bem atrás no voto popular e colégio eleitoral. Penso que o melhor para Romney seria colocar esse dinheiro nos \"verdadeiros\" swig states.
Joao Felipe a 31 de Outubro de 2012 às 00:04

A propósito, nesta quinta Larry Sabato deve fazer suas previsões para o senado e o colégio eleitoral. pelo que tenho lido, acho que ele chamará uma vitória de Obama por 281 a 257 e uma maioria democrata de 51 a 49.
Joao Felipe a 31 de Outubro de 2012 às 00:08

Há ainda uma terceira hipótese: com os bolsos cheios de dinheiro e poucos dias para o gastar, por que não obrigar o adversário a defender mis uns estados?
Alexandre Burmester a 31 de Outubro de 2012 às 12:06

Sim, tem toda a lógica. Se tem dinheiro, mais vale gastá-lo agora :)
Nuno Gouveia a 31 de Outubro de 2012 às 12:12


Caro Nuno

Não acha que era melhor este dinheiro ser gasto nos swing - states tradicionais visto que Romney precisa de ganhar o Ohio (e outros) manter a Florida e em termos possibilidade de conseguir ganhar nos estados democratas referidos no post a hipótese parece ser remota tirando o estado do Wisconsin por ter Paul Ryan como VP poderá vir a ganhar este estado investindo ai mais um pouco de dinheiro.
Márcio David a 31 de Outubro de 2012 às 12:42

Penso que a resposta estará no misto das três possibilidades: Romney tem dinheiro a mais e por isso pode dar-se a este luxo, obriga Obama a defende-ser nesses estados, desviando recursos e tenta alcançar uma surpresa de última hora. No Michigan, hoje saiu uma sondagem que dá 47,7% 45% a Obama. Não será tarefa impossível obter uma surpresa, apesar de pouco provável.

Eu também acho que se deve sobretudo à enorme capacidade financeira dos republicanos nesta campanha.Está longe de ser uma tentativa desesperada como aconteceu em 2008.Não é de todo surpreendente.Obama também arriscou no Indiana e Missouri nas últimas eleicões presidenciais.Ganhou o primeiro.Mas o momentum de Obama nessa altura era incomparavelmente superior ao tão propalado momentum de Romney nos dias de hoje.

Momentum esse que dá sinais de ter estagnado senão mesmo desaparecido na última semana.As três últimas tracking polls da Rasmussen estão dentro da margem de erro.A nível estadual, registaram-se igualmente subidas a favor de Obama no Colorado, Virgínia e Florida.
Carlos Pereira a 31 de Outubro de 2012 às 13:25

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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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