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Out 12
publicado por Nuno Gouveia, às 04:06link do post | comentar

 

Vi todos os debates presidenciais desde as eleições de 2000. Não me recordo de assistir a uma vitória tão concludente de um candidato. Contrariamente às minhas previsões de ontem, Mitt Romney venceu claramente o debate desta noite. Se Mitt Romney conseguir superar as melhores prestações que já lhe tinha visto durante as primárias, a principal surpresa para mim foi Barack Obama, que apareceu completamente transformado. Com um ar consternado, sempre na defensiva e demonstrando até alguma irritação por estar ali, o Presidente ontem perdeu a aura de invencibilidade. Ao contrário do que é normal, os próprios apoiantes de Obama nem sequer tentaram disfarçar a derrota. Por todo o lado, desde activistas e analistas no Twitter, nos blogues ou nos canais de TV (a MSNBC parecia um funeral e a Fox News um casamento), todos declararam a vitória a Mitt Romney. As sondagens iniciais também (a da CNN dá 65% a Romney e 22% a Obama), e não há dúvidas que o candidato republicano teve ontem uma grande noite. 

 

Conclusões deste debate para a corrida? Não sei se será um game changer nesta eleição, mas parece-me que Mitt Romney irá recuperar alguns pontos nas sondagens até ao próximo debate, no dia 16 de Outubro. E, entretanto, a imagem de Obama sai chamuscada desta noite. Mitt Romney foi verdadeiramente assertivo na sua prestação, e ultrapassou as melhores expectativas que algum seu assessor poderia ter. Se ele conseguir arrancar mais duas noites destas, a Casa Branca poderá estar a seus pés. Mas também é verdade que os debates raramente definiram eleições presidenciais, e por isso, é preciso estar atento a outros fenómenos desta campanha. Para a semana debatem Joe Biden e Paul Ryan. Ao contrário do debate desta semana, o jogo das expectativas estará contra os republicanos, mas é difícil prever outro resultado que não a vitória de Ryan.

 

 


O socialista Hussein Obama sem o tele-ponto é uma perfeita nulidade, um rotundo zero.

Força Rommey!!!
Anti-Socialista a 4 de Outubro de 2012 às 04:35

1ª Questão: O KO de Romney a Obama vai refletir-se nas intenções de voto?

2ª Questão:Que estratégia vão seguir os média liberais para atacar Romney e colocá-lo rapidamente na defensiva?

3ª Questão: É desta que Romney ultrapassa a narrativa sobre si mesmo imposta pela campanha de Obama e se apresenta ao povo americano sem filtros e com as ferramentas que lhe permitiram ter uma carreira profissional e politica de sucesso em ambientes adversos?
Miguel Direito a 4 de Outubro de 2012 às 12:27

Bem, caro Miguel, em relação à sua primeira pergunta: os debates não são normalmente decisivos (mas há excepções) mas numa eleição renhida mesmo que apenas 2 % ou 3% tomem a sua decisão com base neles, isso pode ser suficiente para alterar o resultado.

Mas ainda há mais dois, embora este fosse o primeiro e versassse os temas principais da campanha.

Já vi vários debates presidenciais dos EUA e acho que não me lembro de um em que o vencedor tenha sido tão claro. Nem os maiss ferrenhos adeptos de Obama ousaram clamar vitória. Foi demasiado evidente.

A narrativa 'não filtrada' é a narrativa da fox news, da campanha dele ou outra? 'Ambientes adversos' é óptimo.
JCM a 5 de Outubro de 2012 às 02:30

Por ambientes adversos refiro-me à vitória como governador do liberal Massassuchets em 2002, vindo de um atraso nas sondagens a 30 dias das eleições; à revitalização dos jogos olimpicos de inverno de SLakeCity mesmo em cima dos jogos, que até aí estavam com inultrapassáveis problemas de corrupção e orçamento; e ao facto de profissionalmente ter prosperado no dificil ambiente de recuperação de empresas de risco. Parecem-me 3 "ambientes" adversos.
Miguel Direito a 5 de Outubro de 2012 às 12:13

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Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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