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Out 12
publicado por Nuno Gouveia, às 16:40link do post | comentar

A dinâmica da corrida encontra-se claramente a favor de Obama. Na verdade, com mais ou menos distorções nas sondagens, o Presidente tem liderado a "corrida" desde há muito tempo. Apesar de ser uma vantagem quase sempre dentro da margem de erro das sondagens, Romney nunca nestes últimos meses conseguiu apresentar-se na frente. E isso não pode ser descurado numa análise realista a esta campanha. Mais, neste último mês, Obama parece ter "fugido" de Romney, com constantes sondagens a indicar-lhe uma vantagem mais confortável, principalmente em alguns swing-states. Se as eleições fossem hoje, provavelmente Mitt Romney venceria todos os estados de John McCain mais o Indiana e a Carolina do Norte, o que significaria uma vitória confortável de Obama. Isso coloca enorme pressão na sua prestação de quarta-feira, pois os media têm apresentado esta oportunidade como uma real possibilidade de reviravolta nesta corrida. Honestamente não espero que tal suceda. Com a excepção remota de um desastre de Obama no debate, o mais provável é que pouco ou nada mude após esta quarta-feira. O que pode contribuir para ajudar Romney? Três prestações aceitáveis nos debates (mostrando que está à altura da presidência), e que os eleitores indecisos e os que declaram que ainda podem mudar de sentido de voto, o escolham. Isso pode acontecer, se os debates lhe correrem relativamente bem, como disse, que Paul Ryan cilindre Joe Biden no seu debate, e que a sua campanha consiga acertar com a mensagem neste último mês, sobretudo focando-se nos problemas económicos do país. Não é uma tarefa impossível nem verdadeiramente herculeana. Mas há um mês a sua situação era mais fácil. 


Bem, eu começo a achar que a eleição está praticamente decidida: hoje a Rasmussen dá 50%/47% a Obama - a primeira vez, que me lembre, que Obama atinge 50% na Rasmussen este ano - e uma aprovação de igualmente 50% a Obama nos "swing-states".

Mas - e há sempre um "mas" - a partir de hoje a Rasmussen inclui os "leaners" no "score" de cada candidato, isto é, os indecisos que, pressionados por uma segunda pergunta, acabam por escolher um dos candidatos.
Alexandre Burmester a 1 de Outubro de 2012 às 17:17

Continuando a dizer que Obama tem vindo a ganhar vantagem (e até emocional) sobre Romney, atenção aos números da Gallup. Obama +4 e aprovação nos 47% e desaprovação nos 46%. Além que hoje saíram as sondagens do WP e Político, com +2% para Obama. Se nos swing-states, Obama parece levar uma vantagem mais confortável, nas nacionais nem por isso. Então onde será que Romney recupera em relação a Obama? Melhores resultados do que Mccain nos Blue States? Ou aumento na votação nos Red States? Gostaria de ler uma análise a estas discrepâncias...
Nuno Gouveia a 1 de Outubro de 2012 às 19:08

A coisa ainda está apertada, e os debates serão mais duros para Obama que para Romney. Mas acho que o feito da equipe de Obama foi mudar a corrida de um referendo sobre ele para uma escolha entre duas propostas. O debate de hoje é uma oportunidade para Romney tentar voltar ao referendo.
Joao Felipe a 1 de Outubro de 2012 às 20:33

A coisa não está tão apertada como isso, a vantagem do Obama em alguns swing states já se aproxima dos dois dígitos. E os debates não serão mais duros para o Obama, o Romney esteve péssimo nos debates nas primárias, só se safou porque encheu as salas de apoiantes seus, juntando isso a uma vazio ideológico, total falta de empatia com o eleitorado e inúmeras gaffes, a coisa pode se tornar má para ele.
HCarvalho a 1 de Outubro de 2012 às 20:54

Correção: Onde se lê \"debate de hoje\" leia-se \"debate de quarta\"
Joao Felipe a 1 de Outubro de 2012 às 20:55

Sobre a Rasmussen, acho que ela chegou a dar 50% para Obama em meados de março e após a Convenção Democrata.
Joao Felipe a 1 de Outubro de 2012 às 20:57

No final da semana passada, havia uma tendência clara de crescimento de Obama, com várias pesquisas apontando vantagens superiores a 5 pts, e mesmo O tracking do Gallup mostrando 6 pts de vantagem para o presidente.

No entanto, desde domingo, houve uma reversão um tanto abrupta dessa têndencia. Além das pesquisas do Politico e WaPo, já citadas, em que a vantagem, de Obama é de 2 pts, hoje temos as da CNN, American Research Group e da NBC/WSJ em que a vantagem de Obama é de 3 pts, Quinniapics e PPP/Daily Kos, em que a vantagem do presidente é de 4 pts, e o do National Jornal que mostra empate. O Rasmussen dá vantagem de 2pts a Obama. Todas essas pesquisas são de likely voters. O tracking do Gallup, dá vantagem de 4 pts a Obama.

O que houve? Não consigo ver fato algum que justifique essa redução da diferença. A menos que o episódio dos 47% tenha tido um efeito tardio, que agora se dissipou, voltando a corrida a sua situação de equilibrio. De fato, parece que a situação voltou a "normalidade".

Dado o formato dos debates, a condição dos debatores, e sua preparação, não consigo ver nada de diferente a partir deles.
Nehemias a 3 de Outubro de 2012 às 19:54

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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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