28
Ago 12
publicado por Alexandre Burmester, às 16:14link do post | comentar

 

 

 

 

As convenções partidárias são um momento único para os candidatos se darem a conhecer ao eleitorado. Isto não se aplica, claro aos candidatos-presidentes, já sobejamente conhecidos. Como resultado dessa oportunidade, normalmente os candidatos retiram das convenções um claro benefício nas sondagens.

 

Há 4 anos nenhum dos candidatos era presidente, e John McCain saíu da Convenção Republicana de Minneapolis em vantagem sobre Barack Obama (estando o Partido Republicano na Casa Branca, a sua convenção foi a última das duas). O problema - do ponto de vista de McCain - foi a falência da Lehman Brothers a meados de Setembro, a partir da qual a sua campanha ganhou uma inevitável aura de derrota (possivelmente, Obama teria ganho na mesma, mas a eleição teria sido mais renhida).

 

Este ano é apenas Mitt Romney que pode contemplar a possibilidade de ganhar um bom impulso eleitoral com a sua convenção partidária, e é bem possível que saia de Tampa em vantagem nas sondagens. Na próxima semana os democratas reunir-se-ão em Charlotte, Carolina do Norte, para tentar um contra-ataque, mas o efeito não será o mesmo. Por vezes os presidentes até saem das convenções pior do que entraram - vide George H.W. Bush que, em 1992, terminou a Convenção Republicana mais distante de Bill Clinton do que antes dessa assembleia magna.

 

Seja como for, é a partir daqui que a campanha entra na sua fase mais séria. Muita gente só começa a sintonizar-se com o fenómeno a partir das convenções e do feriado do Dia do Trabalho, no início de Setembro. E ainda vamos ter três debates presidenciais e um debate vice-presidencial.


Li no Crystal Ball que nas ultimas 12 eleições os republicanos subiram nas pesquisas após as convenções em todas elas (inclisive os presidentes). E no mesmo período isso aconteceu aos democratas 9 vezes. As excessões: Johnson em 1694; McGovern em 1972; e Kerry em 2004. Me parece que presidentes podem sim, ter uma elevação nas pesquisas após as convenções.
Joao Felipe a 28 de Agosto de 2012 às 16:53

Subir, podem todos de facto fazê-lo, meu caro. A diferença é que essa subida tende a ser mais acentuada quando se trata de um candidato novo, que está a apresentar-se ao público. E eu também li - já não sei onde - que George H.W. Bush viu a sua desvantagem em relação a Bill Clinton aumentar após as convenções de 1992, o que pode significar que ambos aumentaram as suas intenções de voto, mas Clinton aumentou mais.

Segundo o crystal Ball, esse avanço de Clinton foi ocasionado pela saida temporária de Perot. Fazendo-o herdar a maioria dos votos do texano.
Quando Perot voltou a disputa, Clinton teve uma queda nas pesquisas, fazendo Bush se reaproximar dele.
Joao Felipe a 28 de Agosto de 2012 às 17:51

Em destaque
José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
ver perfil
ver posts
Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
ver perfil
ver posts
Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
ver perfil
ver posts
arquivos
2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


pesquisar neste blog