25
Ago 12
publicado por Nuno Gouveia, às 01:13link do post | comentar

O documentário "Obama's America 2016", baseado num livro de Dinesh D'Souza, filho de indianos de Goa e com descendência portuguesa, alcançou esta sexta-feira o número um da box office do cinema americano. É provável que este filme anti-Obama seja ultrapassado ainda durante este fim de semana, como relata esta notícia, mas não deixa de ser um excelente indicador para os republicanos, que iniciam segunda-feira a sua Convenção Nacional em Tampa. Na próxima semana escreverei por aqui algumas impressões desta convenção, onde são esperados mais de 15 mil pessoas da área dos media. 


Opa, caro Nuno. Acho que você já está nos EUA, então deve estar no mesmo fuso daqui do Brasil. Sendo assim quero lhe dizer: Bem-vindo a América! Afinal, também sou americano, ora :-)
Falando sério, recomendo o último artigo do Sean Trende. Ele ezplica porque essas eleições devem ser uma das mais acirradas da história. Muito bom.
Joao Felipe a 25 de Agosto de 2012 às 01:33

Só cheguei há pouco, mas obrigado na mesma :)

abraço.
Nuno Gouveia a 25 de Agosto de 2012 às 21:10

Nao vi o filme mas em vários videos no Youtube o autor deixa claro os argumentos contra o Obama.
Ele e o Michael Moore estao bem um para o outro. Argumentos simplistas, conspiratorios e na maioria das vezes descontextualizados.
Um dos grandes argumentos é que Obama herdou e pratica uma visão anti-colonialista do pai e tem uma espécie de "agenda secreta". Até 2012 houve alguma inversão na politica externa assim tão assinalável?
Se o filme ganhar "momentum" vai acabar por prejudicar os republicanos. Os "birthers" vem novamente à ribalta, mais lunaticos conspiracionistas na TV e os assuntos economicos ficam relegados para segundo plano.

Parabéns pelo blog







Guilherme a 25 de Agosto de 2012 às 13:26

Também não vi o filme. Concordo que na política externa, Obama não mudou muito.
Nuno Gouveia a 25 de Agosto de 2012 às 21:10

parece que Charlie Crist declarou apoio a Obama. Se isso é verdade, pode ser que minha aposta de que ele será o (ex) republicano a discursar em Charlotte se confirme.
Joao Felipe a 26 de Agosto de 2012 às 17:01

Benedict Arnold diz-lhe alguma coisa?

Benedict Arnold por que motivo? Citando o senil do Reagan, o Crist não abandonou o Partido Republicano, o PR é o abandonou a ele. Acredito que haja muitos republicanos moderados que se sentem como ele, republicanos que não gostam de ver o seu partido tomado pela extrema direita e que caminha a passos largos para se equivaler a um partido formado numa cervejaria de Munique.
HCarvalho a 27 de Agosto de 2012 às 14:49

Comparar o Partido Republicano aos nazis é tão ridículo e absurdo como dizer que Obama é muçulmano ou comunista.

O GOP tem seguido uma linha super-conservadora, mas tem pouco em comum com o partido nazi. A obsessão pelo controlo pelo de todo os aspectos da vida que os nazis tinham, é mais suave, os republicanos baseiam-se mais no "peer-pressure" ou "social-pressure". Ambos odeiam a diferença e lidam um bocado mal com ela, mas enquanto os Nazis exerciam violência sobre ela, os republicanos atiram para fora da sua vida, ignoram..
Por exemplo, os Nazis espancavam grevistas e sindicalistas e judeus, os republicanos ficam com o seu cartaz à porta da clínica de planeamento familiar a injuriar/gritar com mulheres que vão buscar contraceptivos, ou a consultas ou fazer uma IVG (não abrir debate sobre IVG please), ou a semana passada li o testemunho de um ex-pastor tornado ateu, do Louisianna ou outro estado do bibble belt, que depois de se ter declarado ateu foi despedido, a mulher foi stalkada e recebia telefonemas até que se divorciou dele.

Usei o termo "republicanos" para designar os mais extremistas à direita dentro do GOP e na sociedade americana, não efectivamente todos os republicanos ou conservadores que vivem lá.

Sinceramente, e num exercício absurdo se pusesse a ala mais radical do GOP sem oposição a governar um país, e só voltasse a olhar para esse país uma geração depois, esperava encontrar uma Somália, e não uma Alemanha Nazi.
João Davim a 27 de Agosto de 2012 às 17:59

Me diz que Crist pode ser comparado com Arthur Davis, não com ele.
Joao Felipe a 26 de Agosto de 2012 às 22:01

Concordo, é tão ridiculo quanto comparar Charlie Crist com Benedict Arnold :-)
Joao Felipe a 27 de Agosto de 2012 às 17:18

Em destaque
José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
ver perfil
ver posts
Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
ver perfil
ver posts
Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
ver perfil
ver posts
arquivos
2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


pesquisar neste blog