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Ago 12
publicado por José Gomes André, às 16:18link do post | comentar

Prós

 - jovem, bem-parecido, carismático

- reforça a base conservadora (nomeadamente do Tea Party)

- forte nos temas fiscais e económicos (questões essenciais desta eleição)

- inteligente e articulado, eleva a qualidade do debate político

- recoloca o Wisconsin em jogo e pode ter influência eleitoral no Midwest

 

Contra

 - impopularidade junto dos independentes

- posições polémicas em temas sensíveis (corte a apoios federais na saúde e privatização da segurança social)

- inexperiência na ocupação de cargos executivos

- inexperiência em segurança nacional e política externa (uma das fraquezas de Romney)

- ticket com um mórmon e um católico: como reagirão os evangélicos?

 

Dez vídeos para conhecer melhor as posições de Paul Ryan e o link do seu site oficial.


veja.abril.com.br/testes/republicanos-democratas/index.shtml
Joao Felipe a 11 de Agosto de 2012 às 18:53

Creio que esta escolha vai prejudicar a eleição do Romney, escolher um candidato que quer privatizar a segurança social, acabar com a Medicare e terminar de vez com o estado social cai bem junto dos doidos varridos do Tea Party mas afasta os eleitores que decidem eleições, os independentes.
HCarvalho a 12 de Agosto de 2012 às 00:04

Suspeito (sem fazer a minima ideia do se passa na cabeça dos norte-americanos, estou apenas a ir por dedução lógica), que um candidato com o perfil de Ryan é capaz de ser o que faz perder menos votos a Romney:

- se escolhesse um "moderado", iria provocar uma reacção de "os RINOs tomara conta da casa"; os conservadores até poderiam (e iriam) à mesma votar em Romney (a meia dúzia que se iria abster ou votar no Constitution ou no Libertarian Party por causa disso nao iriam influenciar resultado nenhum), mas não iriam ter grande entusiasmo na campanha (e na internet, e no boca-a-boca, etc.) e essa falta de mobilização iria prejudicar a campanha e, indiractamente, dificultar a conquista de novos votos (nota: eu sou um dissidente do consenso que "as eleições ganham-se ao centro"; na minha opinião, grande parte dos eleitores flutuantes tendem a votar no lado que lhes parece mais dinâmico, não no lado geometricamente mais "ao centro")

- se escolhesse um conservador preocupado sobretudo com as questões "de costumes" , iria afugentar muitos eleitores moderados

- um conservador preocupado sobretudo com questões económicas (também conservador nos costumes mas sem falar muito nisso) é tão bom como um conservador social para mobilizar a base e, apesar de tudo, assusta menos os moderados do que um conservador à Santorum.
Miguel Madeira a 12 de Agosto de 2012 às 02:05

Me lembro que ano passado, Rick Perry criticou duramente a previdência pública, e Romney se contrapôs a este posicionamento. O que fará ele agora, sendo Ryan tem posiçâo parecida com a de Perry?
Joao Felipe a 12 de Agosto de 2012 às 11:11

Miguel, o negócio é que as idéias de Ryan são polarizadoras. Devem entusiasmar os conservadores. Mas o democratas usarão elas para convencer pessoas que não estão muito entusiasmadas a votar em Obama, a sairem de casa para votarem contra os projetos de Ryan.
Joao Felipe a 12 de Agosto de 2012 às 11:16

http://www.tnr.com/blog/plank/106029/ryan-romney-vp-budget-cuts-medicare-medicaid-voucher-tax-cut
HCarvalho a 12 de Agosto de 2012 às 14:11

Poor Romney.
A jogar para não perder por muitos!!!
E a próxima temporada do DailyShow promete.
Estou morto por vê-los superar clássicos como este :)
http://www.thedailyshow.com/watch/tue-april-12-2011/ryan-s-private-savings---path-to-prosperity
MF a 12 de Agosto de 2012 às 15:28

O coisa que me chamou a atenção é que a Mídia, de um modo geral, encarou a escolha como ruim para Romney. A impressão é que seria uma admissão de que a estratégia de transformar a eleição em um referendo sobre Obama falhou. Apontam também que as propostas de Ryan em relação ao Medicare e Previdência fariam Romney perder votos entre os eleitores mais velhos, o que seria mortal para os republicanos em estados como a Florida.

Tudo isso faz sentido, mas não sei se é toda a verdade. O eleitor médio geralmente não esmiuça propostas políticas, ele vota por certas impressões, por certos valores, por empatia com o candidato... Um dos poucos colunistas que viu potencial positivo na escolha foi o John Fund, do National Review, que aponta o fato de Ryan ser deputado, por sete eleições, ganhando com 3/5 a 2/3 dos votos, de um distrito em que Obama ganhou por 4 pts em 2008 . O mesmo distrito, deu vitoria a Bush em 2004 e 2000 por 54 % e 51 % dos votos. Ryan é mais conservador que Romney, mas teria uma (suposta)capacidade maior de atrair os independentes do Meio-Oeste?

Nehemias a 13 de Agosto de 2012 às 14:34

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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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