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Jul 12
publicado por Alexandre Burmester, às 21:49link do post | comentar

Conforme o Nuno Gouveia já aqui no blog algumas vezes referiu, a mais forte hipótese de o Presidente Obama conseguir bater Mitt Romney seria através da tentativa da destruição deste seu rival.

 

E, de facto, temos recentemente assistido a uma bem montada - e melhor financiada - campanha nesse sentido. O tempo de Mitt Romney à frente da Bain Capital, e a sua alegada "exportação" de empregos, caíriam que nem sopa em mel em tempos de dificuldades económicas.

 

A isso acresce o facto de Mitt Romney ser o mais rico candidato de todos os tempos de qualquer dos partidos (incluindo os riquíssimos Kennedy) a concorrer à Casa Branca.

 

A América pode ter mudado devido à crise, mas "a política da inveja" nunca foi boa conselheira na "terra da oportunidade". E a atestar o que digo estão as sondagens, as quais praticamente se não moveram apesar desta barragem de artilharia.

 

Os números da economia têm piorado, e há já até quem alvitre - incluindo comentadores britânicos, ou seja, fora desta guerra - que o país está de novo em recessão.

 

Assim sendo, a questão é: será que os americanos, na altura de votarem, vão estar mais preocupados com a Bain Capital, ou com o estado da economia? 


Um aspecto interessante. Nestes últimos dois meses a campanha de Romney esteve quase em silêncio, investindo muito pouco em anúncios, ao contrário da equipa Obama, que inundou os mercados televisivos dos swing-states com os seus anúncios. Os números nas sondagens de facto pouco se alteraram.

Há duas possibilidades: Ou os investimentos publicitários negativos dos aliados de Romney aguentaram Romney no empate técnico ou então, a superioridade financeira de Obama e dos seus aliados foi ineficaz. De qualquer forma se os números de Obama não começarem a subir nestes próximos tempos, haverá motivos de preocupação para a sua equipa. E é de prever que a campanha de Romney comece a investir os seus milhões entretanto amealhados nesses mercados televisivos.
Nuno Gouveia a 16 de Julho de 2012 às 22:09

Quando chegar Novembro, não será a Bain Capital que estará em causa, mas sim o estado da economia. Esta, todos sabemos, já vinha mal do mandato anterior - George W. Bush - mas Obama prometeu aos americanos que o seu "estímulo" levaria a que, nesta altura, o desemprego estivesse abaixo dos 6%. Na realidade, está acima dos 8%, e não parece haver muitas hipóteses de baixar daqui até Novembro.

Claro que deverá ser o bolso de cada um, e não a gestão passada do dinheiro bem ganho por romney, que importará.
Vamos ver o que acontecerá quando os superpacs do GOP começarem a atacar.
As sondagens de hoje são bastante preocupantes para Obama, que não descola.
Miguel Direito a 16 de Julho de 2012 às 22:39

Chance of winning:
68.7% Barack Obama
31.3% Mitt Romney

http://fivethirtyeight.blogs.nytimes.com/
Filipe Gomes a 17 de Julho de 2012 às 11:47

É preciso ver também como ficarão os índices de rejeição de Romney. Creio que é essa a principal eficácia da campanha pela negativa - destruir maiorias.
pedrop a 17 de Julho de 2012 às 23:43

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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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