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Fev 12
publicado por Nuno Gouveia, às 21:34link do post | comentar

Estas primárias republicanas estão a ser dominadas pelos anúncios negativos. Mas não se pense que isto é um fenómeno novo ou estranho à política americana. Desde os primórdios da república que os candidatos sempre se dedicaram a atacar os seus adversários, muitas vezes de uma forma totalmente inaceitável. A primeira campanha verdadeiramente agressiva foi logo em 1800, onde os apoiantes de John Adams e Thomas Jefferson (até à segunda metade do século XIX os candidatos não faziam campanha directamente) trocaram insultos que colocaram em causa a amizade conquistada no período da revolução. Adams foi acusado de querer ser Rei e Jefferson de ter uma amante negra (o que era verdade), entre outras acusações. Ao longo do século XIX ficaram célebres os insultos dirigidos pelos apoiantes de Jonh Quincy Adams a Andrew Jackson - chamando prostituta à mãe e adúltera à esposa - ou os que Abraham Lincoln recebeu (ape-like). Em 1884 Grover Cleveland conquistou a Casa Branca, mas não sem antes passar por um ataque cerrado devido a uma filha fora do casamento. Histórias destas haverá em toda a história americana.

 

A seguir deixo aqui dois vídeos, talvez os mais agressivos da era moderna da política americana. "Daisy", de Lyndon Johnson, onde acusava Barry Goldwater de desejar uma guerra nuclear e "Willie Horton", feito pelo genial Lee Atwater sobre um preso que tinha sido libertado por Michael Dukakis e que depois assassinou um jovem. 

 

      


Um exemplo retroactivo de campanha negativa:

http://www.youtube.com/watch?v=KaPRnsgFxOU&feature=player_embedded
Miguel Madeira a 28 de Fevereiro de 2012 às 19:39

Excelente Miguel.

Abraço
Nuno Gouveia a 28 de Fevereiro de 2012 às 22:13

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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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