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Jan 12
publicado por Alexandre Burmester, às 17:58link do post | comentar

 

Já antes do debate de ontem (que não vi) as sondagens na Florida estavam a dar de novo vantagem a Mitt Romney. O debate parece ter corrido bem ao antigo Governador do Massachusetts. Hoje há duas sondagens, realizadas antes do debate, de Sunshine State e Quinnipiac, as quais dão ambas uma vantagem de 9 pontos a Romney. Só faltam três dias para a eleição, mas as reviravoltas têm sido tantas nestas primárias republicanas que ninguém arriscaria dizer que não pode haver outra daqui até terça-feira. Mas não custa nada prognosticar, e eu acho que Romney vencerá na Florida com uma boa margem e, depois disso, não terá problemas de maior no Nevada (estado com uma importante presença de mormons) e no Michigan (estado de que seu pai, George Romney, foi Governador nos anos '60), ficando em excelente posição para selar a questão na Super Tuesday, 6 de Março, dia em que inúmeros estados têm a sua primária.

 

A partir da Florida - caso vença, claro - Romney vai decerto concentrar-se mais no Presidente Obama que nos seus rivais republicanos. Até à referida Super Tuesday não será de prever uma redução no número destes, mas daí até à Convenção de Tampa, Florida, é possível que apenas Ron Paul - cuja estratégia nunca passou por uma forte aposta na nomeação - permaneça na luta.


Assisti a grande parte do debate e pude verificar algo que já aqui tinham referido: o partido republicano virou claramente à direita e parece pouco disponível para soluções de compromisso nas várias questões em que Obama o pediu no discurso do Estado da União.
Fiquei um pouco espantado por ter visto em Ron Paul a figura mais inteligente e coerente no debate. Tem as suas ideias muito claras e profere-as de uma forma desassombrada e muito natural, ao contrário do plástico de outros candidatos.
É sempre um óptimo exercício para a mentalidade europeia (e para a filosofia política) ouvir os paradigmas que organizam e movem a sociedade - estão tão longe do que se espera de um político europeu que nos obriga a fundamentar alguns pressupostos que temos como certos.
Luís Sá a 28 de Janeiro de 2012 às 10:28

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Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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