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Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 16:30link do post | comentar

 

Pode Mitt Romney ser derrotado no New Hampshire? Factualmente, a resposta só pode ser Não. Como se vê neste gráfico do Real Clear Politics, lidera desde o inicio as sondagens e não é expectável que perca a vantagem nestes últimos dias. A última sondagem dava mesmo Romney com 47, Paul com 17, Huntsman com 13 e Santorum com 10. Dados recolhidos esta segunda-feira, pré Iowa. Apesar do cenário mais provável ser uma vitória confortável Romney, é possível que nem tudo lhe corra bem. E uma vitória com menos de 35% pode ser considerado um mau resultado, dependendo das circunstâncias. Vejamos três cenários diferentes. 

 

Cenário 1 - Rick Santorum, embalado pelo resultado do Iowa, começa a subir nas sondagens e termina em segundo lugar, com mais de 20 por cento. Isto iria dar-lhe ainda mais força para a Carolina do Sul, território mais fértil para o seu apelo conservador.

 

Cenário 2 - Jon Huntsman apostou tudo no New Hampshire, tal como Santorum tinha feito no Iowa. Por enquanto está num terceiro lugar, mas perto de Ron Paul. E por acaso conseguir ficar num segundo lugar relativamente perto de Romney, pode ganhar alguma tracção para o resto das primárias. Em 1992, Bill Clinton ficou nove pontos atrás do vencedor do New Hampshire, mas mudou a narrativa das primárias, e durante uns tempos só se falou do "Comeback Kid", papel que Hunstman agora aspira a repetir. 

  

Cenário 3 - Ron Pau consegue ficar novamente acima dos 20 por cento, e Huntsman, Santorum ou até mesmo Gingrich ficam perto dessa valor também. Romney não conseguindo ter mais de 35%, sairá do New Hampshire enfraquecido. E voltaremos a ouvir falar no seu problema em não conseguir convencer os republicanos que é a melhor opção. 

 


Como no «Cachimbo» você não permite comentários, vai ter que ser mesmo aqui:

(Michele Bachmann é) «uma congressista sem credibilidade e considerada histérica pela maior parte dos seus colegas.»

Fico a aguardar os «factos» que sustentam esta afirmação.
Octávio dos Santos a 6 de Janeiro de 2012 às 23:01

Sobre a falta de credibilidade política, a prova é que apesar de uma campanha sem grandes erros (talvez o caso da vacina tenha sido um deles), esse foi precisamente o motivo mais apontando para o seu insucesso nestas primárias. O histerismo justifica-se pela maneira como ela por vezes se comporta em determinados assuntos, como foi o caso da vacina das adolescentes no Texas, onde foi criticada por muitos colegas de partido. Além disso, basta ler o que muitos dos antigos assessores que vieram a público nesta campanha disseram sobre ela.

Mas como sempre disse desde o inicio desta campanha, Bachmann nunca poderia ser uma real contender, o que veio a acontecer. Terá certamente algumas virtudes, mas é diferente actuar a nível nacional e num distrito do Minnesota.

Que interessante: a «maior parte dos seus colegas (congressistas)» foi substituída por «muitos colegas de partido» e «muitos dos antigos assessores». Já é uma diminuição considerável...

... Mas, na verdade, só você é que utiliza a palavra «histérica» em relação a MB, não é, Nuno?

Li em muitos círculos republicanos essa e outras palavras piores. Mas não pretendo convence-lo de nada. Aliás, nem a si nem a ninguém.

... E, porém, Nuno, você continua a não dar provas de que em «muitos (e sublinho o "muitos") círculos republicanos» (e quais?) se chame «histérica» e «outras palavras piores» a Michele Bachmann. Consegue dar-me - dar-nos - ligações para sítios na Internet com alguns exemplos?

Você pode não pretender convencer, nem a mim nem a ninguém, «de nada»... enfim, está no seu direito. No entanto, é também seu dever, tal como de todos, não fazer afirmações que não pode comprovar.

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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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