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Jan 12
publicado por Nuno Gouveia, às 08:15link do post | comentar

 

1- Mitt Romney (24,6%)

2- Rick Santorum (24,5%)

3- Ron Paul (21,4%)

4- Newt Gingrich (13,3%)

5- Rick Perry (10,3%)

6- Michele Bachmann (5%)

7- Jon Huntsman (1%)

 

Duas notas breves: pela primeira vez desde 1976 um candidato republicano pode vencer os caucuses do Iowa e as primárias do New Hampshire (Romney é o grande favorito). Não sei como Romney pode perder a nomeação. Rick Perry já anunciou que vai para o Texas reflectir. Ou seja, vai desistir. Para mais tarde fica uma análise aos resultados.


Discordo. Não pouco ultrapassou o resultado de há um ano e ficou apenas a 8 votos do segundo classificado. Encontrei um headline que dizia "75 % dos republicanos não querem nomear Mitt Romney". Naquilo que me diz respeito, Santorum é o vencedor da noite e a incapacidade do favorito de conseguir descolar do candidato evangelista, demonstra que ainda estará longe de conseguir a nomeação
Gustavo a 4 de Janeiro de 2012 às 09:05

O Iowa não era terreno Romney. E venceu, mesmo que por oito votos. Santorum, Paul, Perry e Bachmann investiram muito mais neste estado (tempo, visitas, recursos, não propriamente financeiros, pois depois de Perry, foi Romney que gastou mais). McCain em 2008 ficou em quarto lugar no Iowa, e segundo esses cálculos que afirma, 87% dos republicanos também não queriam nomear McCain. Depois foi o que se viu. Os caucuses do Iowa são uma votação muito particular, tal como são o New Hampshire, Carolina do Sul e Florida. O spin nestas alturas é muito, especialmente vindo também dos media, que querem uma horserace à força toda. Não acredite em tudo o que lê. Além que esse headline (eu pelo menos recebi um assim) era retirado de um email que a campanha de Obama enviou. Na verdade, o máximo que Santorum pode aspirar é ser um novo Huckabee. Ou até um Romney'08. Veremos o que faz na Carolina do Sul, já que no New Hampshire não deve ter grande hipótese.

Romney poderá ser o primeiro republicano desde Gerald Ford em 1976 a vencer o Iowa e New Hampshire. Algo que nem Reagan, Bush ou W Bush conseguiram. Acha pouco?

Oito votos poderá ser curtíssimo, mas uma vitória de Romney no Iowa não deixa de ser um feito - que ninguém há uns meses atrás se arriscaria a vaticinar.

Só mais uma coisa. Apesar de Santorum ter recebido uma parte considerável do voto evangélico (não sei se foi ele ou Paul que teve mais - as exit polls davam números muito próximos), ele não evangélico. É católico.

E o Ron Paul, provavelmente, será agnóstico (coisa difícil de admitir em público nos E.U.A., convenhamos)

Muito interessante o blog. Vou acompanha-lo a partir de agora.

Segundo o artigo abaixo, do Washington Post, Ron Paul foi criado na Igreja Episcopal, mas frequenta hoje uma Igreja Batista. Um dos motivos seria o fato de ele considerar a posição dos episcopais relativa ao aborto muito liberal...
http://www.washingtonpost.com/blogs/the-fix/post/ron-paul-the-religious/2011/10/14/gIQAPdUFkL_blog.html

Quanto o Caucus de Iowa, pelos motivos já expostos aqui, creio que um segundo lugar, se não ficasse muito distante do primeiro colocado, já seria significativo. A vitória, mesmo por pequena margem, o colocou como superfavorito.

No momento, eu creio que a única possibilidade de impedir o triunfo de Romney, seria a desistência de candidatos da ala (ultra?)conservadora do partido.

Hoje uma pesquisa do Inside Advantage mostra Romney dois pontos a frente de Gingrich. Mesmo que Gingrich consiga, através de sua campanha negativa,
ultrapassar Romney (ou que eu duvido), logo seria alvo de violentos ataques de Santorum e Perry, que disputam o mesmo público, e acabaria voltando a mesma posição.

Nehemias
Nehemias a 12 de Janeiro de 2012 às 19:28

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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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