31
Jan 16
publicado por Nuno Gouveia, às 12:57link do post | comentar | ver comentários (3)

Depois de meses de campanha, de sondagens e de casos, os americanos começam amanhã a escolher os nomeados dos dois partidos para disputarem a sucessão de Barack Obama. E as coisas não podiam começar de forma mais surpreendente, com Hillary Clinton numa eleição competitiva e Donald Trump a liderar as sondagens republicanas. A verdade é que nem Hillary tem a nomeação garantida e Trump, ao contrário do que muitos vaticinaram (como eu), tem mesmo uma real hipótese de obter a nomeação, isto se não for já o favorito.  A última sondagem publicada no Iowa, do credível Des Moines Register, coloca Hillary três pontos à frente de Bernie Sanders e Trump cinco pontos à frente de Ted Cruz. Mas antes de perspectivar cenários em ambos os partidos, uma nota histórica:

Há quatro anos, a mesma sondagem dois dias antes dava os seguintes resultados: Mitt Romney 24%, Ron Paul 22% e Rick Santorum 15%. O vencedor acabou por ser Rick Santorum, com 25%, que nunca tinha liderado nenhuma sondagem e acabou por fazer uma grande recuperação nos últimos dias da campanha. Em 2008, a última sondagem dava a Barack Obama 32%, a Hillary Clinton 25% e a John Edwards 24%. Aqui a sondagem ficou muito próxima, com Obama a ter 37% e Clinton com 32%. Do lado republicano, a sondagem do DMR colocava Micke Huckabee com 32%, Mitt Romney com 26%, John McCain com 13% e Fred Thompson com 9%. No final, Huckabee venceu com 34%, Romney com 25%, Thompson com 13% e Mccain em 4º com 13%. 

Esta última sondagem, até pela proximidade dos candidatos, deixa ainda espaço para surpresas de última hora, mas a acreditar nestes números, Clinton poderá confirmar o favoritismo que tem tido ao longo desta campanha, e Trump poderá mesmo vencer no Iowa e tornar-se um pesadelo do establishment e das elites do partido. Acredito que se Trump vencer no Iowa e na semana seguinte, no New Hampshire (onde também tem liderado as sondagens), a sua candidatura poderá mesmo tornar-se muito forte de parar. 

Hillary Clinton tem tudo para ganhar, pois apesar do entusiasmo que tem gerado Bernie Sanders, tem no terreno uma máquina muito eficaz e, segundo a sondagem do DMR, os seus apoiantes são os que estão mais motivados a participarem nos caucuses. Como tem sido dito na imprensa americana, no final isto tudo vai ser definido pela afluência, e aí, Clinton poderá ter vantagem. Até porque estão previstas fortes tempestades de neve amanhâ à noite no estado do Iowa, o que poderá fazer com que os eleitores menos comprometidos poderão ficar em casa. 

Essa pode também ser uma ameaça para Donald Trump, que segundo a mesma sondagem, tem os apoiantes menos "comprometidos", apesar da liderança na sondagem, e quer Ted Cruz, quer Marco Rubio têm uma hipótese. Juntando as primeiras e segundas opções, Cruz tem 40% e Rubio 35%, o mesmo valor do que Trump. Nas últimas semanas falou-se muito de um crescimento de Rubio no Iowa, e apesar de na média de sondagens haver uma subida do senador da Florida, parece-me curto para sequer chegar ao segundo lugar.

 

Nota sobre os caucuses:

* É um sistema bastante complexo, que elegerá 50 delegados no Partido Democrata e 30 delegados do lado republicano. As votações começam às 19h00 (2h00 de Lisboa). Os caucuses são reuniões dos comités eleitorais locais dos partidos em que um candidato é escolhido sem uma votação propriamente dita. Neste sistema, os eleitores de cada partido encontram-se em várias reuniões, para debaterem a nomeação dos delegados e escolherem os seus representantes. Estas reuniões ocorrem em igrejas, escolas ou casas particulares. Qualquer pessoa pode participar, desde que esteja inscrito nos cadernos eleitorais como republicano ou democrata, conforme for o caso. Nos Estados Unidos, em alguns estados, o recenseamento eleitoral implica ficar registado como Republicano, Democrata ou Independente. Durante estas reuniões, os participantes debatem política e as suas opções, escolhendo os seus representantes, que depois, a nível distrital irão escolher os delegados para a convenção estadual, que finalmente irão nomear os delegados para a convenção nacional do partido. 


27
Jan 16
publicado por Alexandre Burmester, às 15:48link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Comey-FBI-Portrait.jpg

 

 

 

A campanha republicana tem, por motivos óbvios, quase monopolizado as atenções, pelo menos até há pouco, já que, do lado democrático, até à subida do auto-proclamado socialista Bernie Sanders nas sondagens de Iowa e New Hampshire (poderá até vencer os dois estados, especialmente o segundo), a corrida parecia ir ser bastante monótona.

 

Mas Hillary Clinton tem um problema mais sério que Sanders nesta campanha, embora muita gente pareça não lhe dar o devido relevo. Trata-se da investigação de larga escala (cerca de 100 agentes estão nela envolvidos) que o FBI está a fazer ao caso da conta de email e servidor privados usados pela candidata enquanto Secretária de Estado. Recentemente, fugas de informação revelaram que o inspector-geral dos serviços de informações terá dito que há vários emails com a classificação mais secreta no alfobre das comunicações da candidata. Clinton tem vindo de explicação em explicação, alterando a sua versão à medida que novas revelações têm surgido. E há dias, perante a informação constante das referidas fugas, carregou claramente no botão de "pânico": culpou os republicanos. Esta é uma velha táctica "clintonesca", que remonta ao famoso caso-Monica Lewinsky, que ela inicialmente atribuíu a uma "vasta conspiração de Direita", expressão que entrou no léxico político.

 

Sucede, contudo, que o inspector-geral dos serviços de informações é um democrata nomeado pelo Presidente Obama e aprovado por um Congresso na altura dominado pelos democratas, e que James Comey, sendo embora republicano, foi nomeado por Obama para Director do FBI, e tem uma sólida reputação de integridade. Sucede, igualmente, que a investigação parece ter passado também a incluir as relações entre donativos feitos à Fundação Chelsea, Bill e Hillary Clinton e determinadas decisões do Departamento de Estado, quando Hillary era a Secretária. Claramente, a defesa da candidata cheira a desespero.

 

A investigação poderá perfeitamente terminar com uma recomendação do FBI no sentido de ser formulada uma acusação contra Hillary Clinton (há antecedentes nesse campo). Nesse caso, será o Departamento de Justiça (equivalente, grosso modo, à portuguesa Procuradoria-Geral da República) a decidir se avança ou não com uma acusação. Em última análise, seria uma decisão que caberia a Obama, pois ninguém está a ver a Secretária da Justiça Loretta Lynch a assumi-la sozinha. Isso seria, obviamente, um enorme dilema para o Presidente, que caso pressionasse, ou simplesmente aconselhasse, a sua Secretária da Justiça a não proferir uma acusação formal contra Clinton, seria decerto alvo de acusações de obstrução de justiça e favorecimento político. A defesa do Departamento de Justiça - Obama manter-se-ia decerto na sombra - seria, provavelmente, a de que não quereria interferir no processo político, neste caso, nada mais, nada menos, que uma eleição presidencial.

 

Seja como for, se o FBI recomendar que Clinton seja processada, independentemente da posterior decisão do Departamento de Justiça, isso será provavelmente um golpe fatal na candidatura. E mesmo que o FBI não faça tal recomendação, haverá sempre no ar a suspeita de pressões políticas, embora o perfil do Director-Geral seja uma boa garantia contra isso.

 

A tudo isto não serão estranhos os rumores de uma possível entrada na campanha do antigo Mayor de Nova Iorque Michael Bloomberg, antigo democrata, antigo republicano e actualmente independente. Esse assunto abordarei num futuro artigo.

 

 

Foto: James Comey, Director do FBI

21
Jan 16
publicado por Nuno Gouveia, às 21:34link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Estamos a dez dias das primeiras eleições destas primárias, os caucuses do Iowa, onde no próximo dia 1 de Fevereiro os eleitores de ambos os partidos vão a votos. E as coisas não estão fáceis para os líderes partidários, com candidaturas insurgentes a terem fortes intenções de voto. Se o vencedor no Iowa nem sempre tem sido o nomeado, o resultado destes caucuses têm sido quase sempre fundamentais para o rumo das primárias. Se é verdade que há eleições iguais, é sempre útil conhecer a história. 

No Partido Democrata, a última vez que o vencedor do Iowa não foi o nomeado foi em 1988, quando Dick Gephardt ganhou, mas foi Michael Dukakis o eleito das primárias. Em 1992, o vencedor foi Tom Harkin, mas dado que era nativo do Iowa, Bill Clinton  e os restantes candidatos abdicaram de competir lá. Desde então, Al Gore em 2000 derrotou Bill Bradley e desfrutou um verdadeiro passeio nas primárias; em 2004, John Kerry derrotou o então favorito Howard Dean e acabou nomeado. Em 2008, a histórica vitória de Barack Obama catapultou-o para a nomeação, apesar de vir a perder na semana seguinte no New Hampshire para Hillary Clinton. 

No Partido Republicano, as coisas nem sempre têm sido tão simples. A última vez que o vencedor do Iowa foi o nomeado foi em 2000, quando George W. Bush derrotou John McCain. Na verdade, desde 1976, o ano em que o Iowa tornou-se competitivo, apenas mais duas vezes o nomeado ganhou no Iowa: Gerald Ford em 1976 e Bob Dole em 1996. Nas duas últimas eleições: em 2008 Mike Huckabee venceu no Iowa, com o nomeado John McCain a ficar apenas em quarto, e em 2012, o vencedor foi Rick Santorum, com o Mitt Romney a ficar ligeiramente atrás. 

 

Olhando para as sondagens no Hawkeye State, ambos os partidos devem estar à beira de um ataque de nervos, especialmente no Partido Republicano.

Bernie Sanders, que tem poucas semelhanças com Barack Obama, está a "imitar" a campanha insurgente de 2008 e colou-se a Hillary Clinton nas intenções de voto. Hoje mesmo saiu uma sondagem que dá oito pontos de vantagem a Sanders no Iowa. Disse anteriormente que a única hipótese do senador do Vermont seria vencer nos dois primeiros estados e acabar com a inevitabilidade de Hillary. Se no New Hampshire é claramente o favorito, esta aproximação no Iowa está a colocar em estado de nervos a campanha Clinton e nos próximos dias podemos esperar num ataque fortíssimo contra Sanders. A dinâmica das primárias muitas vezes altera-se radicalmente depois destes primeiros dois estados a votar, e será mais complicado para Clinton derrotar Sanders se não vencer nenhum destes dois estados. Os líderes democratas não podem estar satisfeitos, pois estas primárias foram preparadas para ser um processo de coroação a Hillary Clinton, mas Sanders arrisca-se mesmo a estragar a festa. E se é verdade que neste momento Sanders apresenta excelentes números contra todos os candidatos republicanos, caso fosse o nomeado as suas posições mais esquerdistas, ainda desconhecidas do grande público, seriam facilmente exploradas pelos republicanos.

Em muito pior estado está o Partido Republicano no Iowa, “entalado” entre o populista e radical Donald Trump e Ted Cruz, um político brilhante mas detestado nas elites do partido pelas suas posições demasiado à direita e intolerantes. Nas sondagens no Iowa, o magnata nova iorquino recuperou a liderança nas últimas semanas, depois de Ted Cruz ter estado na frente nas últimas semanas. Quer um quer outro representam um perigo para as aspirações republicanas em recuperar a Casa Branca e nenhum candidato do pack "center-right" se tem destacado, de onde têm saído todos os nomeados nas últimas décadas. Donald Trump permanece também como favorito nas sondagens do New Hampshire, o que complica imenso as contas que a maioria dos analistas fazia até semanas atrás. Se as sondagens estiverem certas (e elas nas primárias em edições passadas têm falhado imenso), um dos dois vai ganhar no Iowa, e as elites republicanas podem mesmo confrontar-se com estes dois candidatos como os "finalistas" das primárias. Se o mainstream Partido Republicano quer derrotar o populismo e o extremismo, precisará de fazer muito mais. A primeira é unir-se em redor de um candidato logo após o New Hampshire. Que poderá ser Marco Rubio - que tem perdido algum elã nas últimas semanas; Chris Christie -que apenas tem feito campanha no New Hampshire; John Kasich - que está a crescer no New Hampshire; ou até Jeb Bush - que pode renascer, caso existam milagres na política (e às veze existem mesmo). O que não podem é ficar a assistir ao partido de Reagan ser entregue a um destes dois candidatos. Note-se que nem Cruz nem Trump tem nenhum senador ou governador a apoiá-los. O nova iorquino não tem mesmo nenhum político eleito a nível estadual o federal a seu lado.

 

PS: Nada mais elucidativo do que o endorsement de Sarah Palin esta semana a Donald Trump, mostrando, de facto, que a lunatic wing do partido está unida em redor de Trump. 


14
Jan 16
publicado por Nuno Gouveia, às 01:25link do post | comentar | ver comentários (1)

Barack Obama proferiu esta terça-feira o seu último discurso do Estado da União. Foi uma intervenção a olhar para o futuro, com várias referências ao passado, defendendo o seu legado e tudo aquilo que alcançou. Obama desde o início da sua carreira política nacional se apresentou como uma figura transfiguradora e ambiciosa, com o óbvio intuito de colocar-se na galeria histórica dos grandes presidentes dos Estados Unidos. Foi muitas vezes acusado de governar para a história e não para os americanos. O discurso de ontem foi precisamente para se colocar ao lado de outros grandes presidentes e, não por acaso, teve direito a referências a Lincoln e Roosevelt. Obama quis demonstrar assim que os seus mandatos mudaram a América. Mas pouca gente acredita que os historiadores terão essa visão tão benigna. Obama teve sucessos e fracassos, mas não mudou decisivamente a América e o mundo. Os oceanos não recuaram, como tinha prometido em 2008.  Mas Obama pode ser uma importante figura no Partido Democrata nas próximas décadas e figurar no imaginário democrata como um presidente que defendeu as suas causas e que obteve importantes sucessos progressistas. Um pouco à semelhança do que Ronald Reagan representa hoje em dia para os republicanos.

 

Este discurso não trouxe grandes novidades e ninguém terá ficado particularmente impressionado com ele. Obama preocupou-se em mostrar que no seu mandato alcançou imensos sucessos, como a recuperação económica, a legislação da saúde, a aposta nas energias renováveis, o alargamento do casamento gay aos 50 estados ou os acordos com o Irão e Cuba. Foi um Presidente optimista que se apresentou perante os americanos, disposto a mostrar que os seus dois mandatos valeram a pena e que é importante não destruir aquilo que alcançou. Por um lado, Obama deixou um aviso aos republicanos que ainda pretende actuar em diversas áreas, como na imigração, na restrição ao uso de armas, no acordo de comércio livre com os países do pacífico, no encerramento de Guantánamo e no levantamento do embargo a Cuba. Dificilmente o Congresso lhe dará alguma vitória nestes pontos, com excepção da autorização formal da guerra contra o ISIS e o acordo de comércio livre. Obama poderá ainda tentar fechar Guantánamo por ordem executiva, mas não terá vida fácil no Congresso dominado pelos republicanos. Por outro lado, a sua principal preocupação foi enfatizar o que considera que foram os sucessos da sua administração e que os americanos não devem colocar em causa esses sucessos, elegendo um republicano em Novembro. Obama sabe bem que é importante que seja um democrata a suceder-lhe na Casa Branca, pois caso seja um republicano, muito do que fez poderá cair, como é o caso da lei da saúde, os acordos internacionais com o Irão e em relação às alterações climáticas ou a sua legislação sobre regulações económicas e comerciais. 

 

Houve, no entanto, uma novidade no seu discurso: Obama assumiu que fracassou na promessa de unir os americanos. Se os Estados Unidos eram um país dividido após os oito anos de George W. Bush, mais ficaram após a era Obama. Um sintoma disso é a popularidade de Donald Trump, que pode ser considerado como uma reposta furiosa da direita mais radical ao divisionismo dos anos Obama. Além disso, também no lado democrata se nota isto, com a ascensão de Bernie Sanders apoiado pelos sectores mais radicais à esquerda. Hoje a América é um país mais dividido e radicalizado, e Obama, apesar de não ser o único, tem também muitas responsabilidades nisso. A tarefa do próximo presidente, seja ele republicano ou democrata, não será fácil de lidar com esta América cada vez mais vermelha e azul.


09
Jan 16
publicado por Nuno Gouveia, às 23:30link do post | comentar

Devido ao espectáculo (ou tragédia) proporcionado pelas primárias do Partido Republicano e a campanha de Donald Trump, pouco ou nada se tem dito ou escrito sobre as primárias democratas. Nos Estados Unidos, mas também em Portugal, pouco se tem falado desta contenda.

 

Hillary Clinton permanece como a grande favorita para vencer a nomeação democrata (e se os republicanos não escolherem alguém credível, diria que, apesar de tudo, também para vencer as eleições gerais). Apesar de haver uma pequena margem de esperança para Bernie Sanders, as suas hipóteses são muito curtas. Mas vamos por partes.

 

Longe vão os tempos dos índices de popularidade elevados quando foi Secretária de Estado. Entretanto foi afectada por diversos escândalos e eles aparentam não querer ir embora. Quase todas as semanas têm sido divulgados novos pormenores que a colocam em grandes dificuldades e recordam os eleitores que Hillary é sinónimo de escândalos. Tivesse ela uma outra oposição, dentro e fora do partido, e provavelmente já não existia politicamente. Esta semana foram divulgados novos emails classificados que mais uma vez não a favorecem. Nas sondagens para as eleições gerais, Hillary está mesmo atrás de Ted Cruz e Marco Rubio e apenas ligeiramente à frente de Donald Trump (!). O senador da Flórida lidera mesmo sete das últimas oito sondagens. Apesar destas sondagens nacionais não serem muito relevantes nesta altura, indiciam nitidamente as enormes fragilidades de Hillary Clinton. Mas se enfrenta assim tantos obstáculos, porque é que quase ninguém considera credível o cenário dela perder as primárias?

 

A resposta estará mesmo na falta de competitividade na luta pela nomeação democrata. O antigo governador do Maryland, Martin O’Malley não conta e Bernie Sanders, que tem atraído milhares de pessoas aos seus comícios e já angariou mais de 73 milhões de dólares, terá muitas dificuldades em obter a nomeação. Além de ter já 74 anos, Sanders é considerado demasiado à esquerda para ser elegível em Novembro e tem quase todo o establishment do partido contra ele. Quais são as suas reais hipóteses? Bernie neste momento está bastante atrás no Iowa e lidera no New Hampshire. Para fazer frente a Hillary, o senador do Vermont precisaria de vencer logo nos caucuses do Iowa e derrubar Hillary nas primárias do New Hampshire, para se tornar como candidato credível e com capacidade de colocar em causa o super favoritismo de Hillary. Alguém acredita nisso? Neste momento muito poucos, mas milagres acontecem e com a descrença que existe também na base democrata em Clinton e os seus sucessivos escândalos, nunca se sabe. Além disso, a cólera neste ciclo eleitoral não é exclusiva da direita. Eu continuo a acreditar que, apesar de tudo, Hillary será entronizada a nomeada democrata rapidamente (talvez na super terça-feira), mesmo que perca no New Hampshire, como é bastante previsível. Depois nas eleições gerais, o seu futuro político dependerá muito de quem os republicanos designarem.


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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