30
Out 15
publicado por Alexandre Burmester, às 16:28link do post | comentar

 

 

 

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De domingo a exactamente três meses - dia 1 de Fevereiro de 2016 - terão lugar os "caucuses" do Iowa, uma forma mitigada de eleição primária com a qual tem início a respectiva época. A principal questão que agora se coloca é como evoluirão as candidaturas nos próximos 90 dias, portanto.

 

No lado democrático não há grandes expectativas ou dúvidas, especialmente depois do recente anúncio do Vice-Presidente Joe Biden de que, definitivamente, se não candidatará (alegou, essencialmente, que é um pouco tarde para isso). A vantagem nacional de Hillary Clinton sobre Bernie Sanders é bastante confortável, e até a margem que este sobre ela vinha tendo em New Hampshire tem vindo a diminuir. Clinton passou razoavelmente incólume (pelo menos sob o ponto de vista dos "mainstream media") no crivo da sua deposição perante a sub-comissão da Câmara dos Representantes que investiga o caso Benghazi (acerca do ataque ao consulado americano naquela cidade líbia a 11/9/2012, de que resultou a morte de quatro americanos, incluindo o embaixador naquele país), e está visto que o eleitorado democrático não valoriza excessivamente aquilo que, eufemisticamente, poderia designar-se por "os seus traços de carácter" (já o eleitorado em geral valoriza-os bastante, com perto de dois terços dos auscultados a não a considerarem honesta ou digna de confiança). Como também poucos acreditam que o Departamento de Justiça lhe venha a mover uma acusação por causa do caso dos emails, a nomeação democrática parece não oferecer dúvidas.

 

No campo republicano as coisas continuam difusas, para não dizer confusas. Do lado dos "rebeldes", chamemos-lhes assim, Ben Carson surge agora mais ameaçador da posição cimeira de Donald Trump, liderando destacado, inclusivamente, na média de sondagens do Iowa. Em termos nacionais está também bem mais próximo agora, havendo inclusivamente uma sondagem recente que o coloca à frente de Trump.

 

Entre os restantes candidatos republicanos, o facto mais relevante é o declínio de Jeb Bush, o qual já foi inclusivamente forçado a cortes na sua campanha por motivos de ordem financeira (sinal de menor optimismo dos seus apoiantes financeiros). Marco Rubio, embora distante dos dois "insurgentes", continua em terceiro lugar a nível nacional e em Iowa e New Hampshire. No terceiro debate republicano, que teve lugar quarta-feira, Rubio teve uma excelente prestação - tal como Ted Cruz - e aguarda-se com alguma expectativa o impacto que tal desempenho possa vir a ter nas sondagens. Rubio tem várias vantagens sobre os seus rivais: consegue ser um candidato simultaneamente simpático para o "establishment" republicano e para as bases mais conservadoras do partido, e além disso é hispânico (filho de cubanos), um factor nada despiciendo. Já Cruz é um conservador puro e duro e as suas tácticas e posições no Senado não lhe têm propriamente granjeado a simpatia do "establishment". A sua estratégia tem sido posicionar-se de modo a colher os frutos de eventuais quebras, ou até desistências, de Trump e/ou Carson (o que, está visto, não acontecerá tão cedo).

 

Parece também claro que vários candidatos não permanecerão muito mais tempo na corrida, como são os casos de Rand Paul, George Pataki, Bobby Jindal, Lindsey Graham, Jim Gilmore e Mike Huckabee, embora possam tentar chegar ao Iowa, especialmente o último, que lá  venceu em 2008. John Kasich e Chris Christie vão-se aguentando, embora sem movimento nas sondagens, e Carly Fiorina deixou de ser novidade e parece também ter perdido impulso. As eventuais desistências de alguns ou todos estes candidatos poderão ter um impacto relevante no posicionamento comparativo dos restantes candidatos.

 

 

 

Foto: os principais candidatos republicanos antes do debate do dis 28, em Boulder, Colorado


29
Out 15
publicado por Alexandre Burmester, às 15:42link do post | comentar

Excerto de um discurso do Director do FBI, James Comey, no Wall Street Journal, acerca da actual vaga de homicídios nos Estados Unidos.

Trata-se claramente de um problema que vai muito para além das polémicas acerca das leis de uso e porte de arma.

 

 


27
Out 15
publicado por Alexandre Burmester, às 16:21link do post | comentar

O socialismo sempre foi visto pelos americanos como uma coisa exótica, quando não sinistra. Alguns, ao longo dos tempos, ainda foram tendo a ousadia de se descreverem como social-democratas, com isso significando o seu apreço pelos sistemas sociais do Norte da Europa (entre eles o famoso economista John Kenneth Galbraith). Tudo isto não deixa de ser basicamente uma questão de terminologia, pois pouco ou nada, por exemplo, distingue as políticas económico-sociais do Partido Democrático das dos partidos de centro-esquerda europeus.

 

Sucede que entre os candidatos democráticos se inclui um senador, Bernie Sanders, que se descreve como socialista, e cujas posições políticas têm forçado Hillary Clinton a virar à esquerda. O recente uso mais continuado do termo "socialismo" tem levado alguns analistas, comentadores e empresas de sondagens a olharem de novo para essa ideologia. A YouGov acaba de auscultar as preferências do eleitorado entre o socialismo e o capitalismo. Aqui ficam os resultados.

 

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26
Out 15
publicado por Nuno Gouveia, às 13:29link do post | comentar

Mitt Romney fala sobre o actual estado do GOP, critica a deriva radical de ambos os partidos e elogia Marco Rubio, Jeb Bush, John Kasich e Chris Christie. Tudo para ouvir no "The Axe Files" de David Axelrod, resumidos aqui. Esta intervenção do nomeado de 2012 "apanha" bem os actuais problemas do Partido Republicano e que partilho inteiramente. 


25
Out 15
publicado por Nuno Gouveia, às 22:18link do post | comentar

O Partido Republicano tinha (e ainda tem) tudo para vencer as eleições presidenciais de 2016. Primeiro, por razões históricas: nas últimas décadas, apenas uma vez, em 1988, um partido que ocupou a Casa Branca após oito anos conseguiu eleger um novo Presidente, quando George H. Bush derrotou Michael Dukakis. Mesmo após mandatos considerados de sucesso, como foram os casos de Ike Eisenhower ou de Bill Clinton, os partidos opostos saíram vencedores das eleições. Segundo: a fraqueza do adversário. Como se viu no recente debate do Partido Democrata, Hillary Clinton é a única candidata viável. Mas após diversos escândalos revelados dos últimos meses, a popularidade de Clinton perante o eleitorado americano caiu a pique, e temos até algumas sondagens a indicar que até para Donald Trump poderia perder as eleições (não acredito nisto, pois num confronto entre os dois, Hillary sairia facilmente vencedora). Sendo a superfavorita do lado das primárias democratas, poderá, no entanto, entrar na campanha para as eleições gerais muito fragilizada. 

 

Mas porque é que está numa encruzilhada? A resposta não é simples, mas o facto de Donald Trump estar a liderar as sondagens nacionais e, muito mais importante, nos primeiros estados a irem a votos (Iowa, New Hampshire e Carolina do Sul), é o mais grave sintoma dessas dificuldades. Nos últimos anos, a radicalização do Partido Republicano já deixava antever que nestas primarias poderia aparecer um forte candidato contra o mainstream republicano. As apostas iam sobretudo para os senadores do Texas, Ted Cruz e do Kentucky, Rand Paul. Mas após as vitórias retumbantes nas eleições intercalares de 2010 (onde recuperaram a Câmara dos Representantes) e de 2014 (obtiveram a maioria no Senado), a base republicana mais radical, tem manifestado uma insatisfação brutal perante os seus líderes de Washington, por não conseguirem apresentar os resultados. Esquecem-se que, pela própria organização do sistema político delineado pelos Pais Fundadores, ninguém com 2/3 do poder consegue fazer tudo o que deseja: é fundamental ter o apoio do Presidente. Além que algumas das suas exigências não são sequer aceitáveis. 

 

Mas nestes tempos de radicalismo irresponsável, onde os novos media digitais e as televisões amplificam a mensagem radical, pouco interessa em saber se os republicanos de Washington podiam ou não fazer mais. O que interessa é que não apresentam os resultados desejados. Com candidatos que noutros tempos seriam considerados boas opções para a Casa Branca, como Jeb Bush, Marco Rubio, John Kasich ou até o já desistente Scott Walker, quem lidera as sondagens são dois outsiders: Ben Carson e Donald Trump. Acredito que ambos seriam facilmente derrotados numas eleições gerais contra Hillary Clinton, pois não têm experiência política e, principalmente, defendem coisas inacreditáveis. Dois exemplos: Trump quer expulsar 11 milhões de ilegais. Carson chegou a dizer que um muçulmano não poderia ser Presidente segundo a Constituição. Para alegrar a base mais radical do Partido, apelam a sentimentos xenófobos e perigosos para os Estados Unidos. Este tipo de sentimentos não obteria o voto de mais de 50% dos americanos. 

 

O que pode ou deve acontecer? Desde 1964 que o Partido Republicano nomeia o melhor candidato para as eleições gerais, como referiu o Alexandre no post anterior. A excepção desse ano foi Barry Goldwater que foi "arrasado" nas urnas por Lyndon B. Johnson. Até 2012, os republicanos escolheram sempre o candidato mais viável e apoiado pelo establishment republicano. Neste momento, e a pouco mais de três meses dos caucuses do Iowa (recordo que a primeira eleição é apenas em Fevereiro), a menos que haja alguma reviravolta, apenas estão na corrida dois nomes viáveis (Kasich ou até Christie não terão força para chegar lá): Marco Rubio e Jeb Bush, sendo que este último passa por grandes dificuldades para manter viabilidade financeira na sua candidatura. Se o nomeado for um destes, a regra não escrita desde 1964 irá manter-se (e é o que acredito que irá acontecer). Mas caso o GOP escolha Donald Trump, Ben Carson ou até Ted Cruz, o mais certo é termos um verdadeiro passeio dos Democratas e uma crise aberta no seio dos republicanos de proporções épicas. Mas isto é um aviso: os moderados, também nos Estados Unidos, estão fora de moda.


21
Out 15
publicado por Alexandre Burmester, às 15:38link do post | comentar | ver comentários (2)

republicans_3438643b.jpg

 

 

Em todos, ou quase todos, os ciclos eleitorais presidenciais nos EUA surgem candidatos não tidos por favoritos que dominam durante um certo período de tempo as sondagens do respectivo partido. Há quatro anos, por exemplo, tal sucedeu, no campo republicano, com a congressista Michelle Bachman e com o antigo "speaker" da Câmara dos Representantes Newt Gingrich. Há oito anos, o antigo mayor de Nova Iorque Rudy Giuliani ocupou essa posição durante largos meses. Todos acabaram por "desaparecer".

 

Daí que, perante a persistente posição cimeira do excêntrico e extravagante não-político Donald Trump muitos tenham vaticinado que essa bolha estouraria em devido tempo. Mas sucede que estamos agora a pouco mais de três meses dos "caucuses" do Iowa e da primária de New Hampshire, os tiros de partida na campanha oficial, e Trump permanece no topo das preferências republicanas, se bem que com menos percentagem que há uns meses e com outro "rebelde", o antigo neurocirurgião pediátrico Ben Carson, perto dele (27%/21% na actual média do site realclearpolitics.com, com o Senador Marco Rubio num distante terceiro lugar com 9%).

 

Muitos analistas e estrategas começam a ponderar seriamente a possibilidade de Trump durar para lá do início das primárias e até - quem sabe! - disputar a nomeação. Eu continuo a achar que a nomeação republicana acabará por decidir-se entre os dois candidatos da Florida, o Senador Rubio e o ex-Governador Jeb Bush, filho e irmão dos dois anteriores presidentes do mesmo nome.

 

Além de Trump e Carson, também a ex-CEO da Hewlett-Packard Carly Fiorina, que já em 2010 se candidatou, sem sucesso, a Senadora pela Califórnia, faz parte deste grupo de não-políticos em destaque entre o numeroso grupo de candidatos republicanos (uns quinze actualmente, depois das desistências do Governador do Wisconsin Scott Walker e do ex-Governador do Texas Rick Perry), embora Fiorina tenha vindo a perder gás, por assim dizer.

 

Como explicar esta popularidade de candidatos de fora do espectro partidário no campo republicano? Uma explicação por alguns avançada é a de que estamos perante uma crise de sucesso do Partido Republicano. Efectivamente, talvez nunca, ou raramente, o partido do elefante tenha exercido tanto domínio na cena política americana: 54 dos 100 senadores, 247 dos 435 membros da Câmara dos Representantes (a sua mais larga maioria desde 1928!) e 31 dos 50 governadores estaduais. Falta, portanto, apenas a Casa Branca. Perante isto, as bases mais conservadoras (alguns diriam "radicais") acham legítimo pensar que as suas políticas mais caras sejam postas em prática, mas vêem essa expectativa frustrada por aquilo que consideram ser a excessiva acomodação dos legisladores republicanos uma vez chegados a Washington. Daí as inúmeras revoltas que nos últimos anos têm ocorrido a nível de primárias do partido em eleições para as duas câmaras do Congresso, e daí, também, a popularidade dos candidatos anti-establishment na actual campanha. Surgiu até, entre as bases republicanas mais aguerridas, o acrónimo RINO ("Republican in name only") para classificar aqueles republicanos que essas bases consideram não serem fiéis aos princípios básicos que elas defendem.

 

O Partido Republicano tem a fama - e o proveito - de, na hora da verdade, escolher praticamente sempre o candidato com mais possibilidades de vencer. Mas uma coisa também não deve perder-se de vista: em sondagens com vista à eleição geral, Donald Trump tem também surgido bem posicionado face à provável (hesito cada vez mais em usar este adjectivo neste caso, mas isso é outro assunto) candidata democrática Hillary Clinton, embora aí Carson e Bush tenham melhores números que ele.

 

Não faltam muitos meses para termos respostas concretas a estas questões.

 

 

Foto: Donald Trump e Ben Carson

 


14
Out 15
publicado por Alexandre Burmester, às 15:30link do post | comentar

Dem debate.jpg

 

 

A "narrativa" das "classes palradoras" (tradução livre de "chattering classes") diz-nos que Hillary Clinton venceu o debate. Por acaso, a única amostra de opinião pública que até agora vi, diz que quem ganhou foi Bernie Sanders. Realmente, os debates eleitorais, seja onde forem, passaram a ser mais importantes pelo que os media depois deles dizem, que pelo que de substantivo neles possa ter ocorrido. Mas adiante.

 

Clinton teve, de facto, um desempenho firme, seguro e competente, embora por vezes ambíguo e evasivo. Convém, contudo, lembrar que a sua posição nas sondagens do campo democrático é bastante boa e que, na realidade, ela não precisava de deslumbrar. Jogava em casa. Acresce que um dos seus principais problemas, o caso dos e-mails, até lhe correu bem, quando Sanders, admitindo tratar-se de política fraca de sua parte, resolveu declarar que "o povo americano está farto do assunto do raio dos seus e-mails". O mesmo, claramente, não pensa Lincoln Chafee, que se referiu indirectamente ao caso, declarando, logo a abrir, "Eu não tenho escândalos. Eu sou honesto... Tenho padrões éticos elevados."

 

E-mails à parte, Clinton defendeu-se razoavelmente bem quando o moderador lhe perguntou, numa alusão à sua mudança de posição, no caso, entre outros, do acordo comercial Trans-Pacific Partnership, se ela diria tudo o que fosse necessário para ser eleita. Mas, como já referi, estava em casa, perante uma audiência de democratas que acham que só com ela terão possibilidades de manter a Casa Branca.

 

O estilo composto e disciplinado de Clinton é muito melhor em debates que o género mais comicieiro de Sanders, e isso notou-se bem ontem. Em questões caras aos corações liberais (em sentido anglo-saxónico), Clinton teve algumas afirmações que terão defendido o seu flanco esquerdo face a Sanders, mas que, numa eleição geral, a forçarão a mudar de posição (não que isso pareça constituir um problema para ela).

 

Uma palavra final para o apagado (em termos de sondagens) trio Martin O'Malley, Jim Webb e Lincoln Chafee: se estavam a contar com o debate de ontem para inverter as suas fortunas eleitorais, devem estar bem desiludidos a esta hora.

 

 


13
Out 15
publicado por Alexandre Burmester, às 15:22link do post | comentar

Hillary_Clinton_2016.jpg

 

 

Se "uma semana é muito tempo em política", como um dia afirmou o Primeiro-Ministro britânico dos anos '60/'70 Harold Wilson, sete meses, então, são uma eternidade. Vem isto a propósito das mudanças sísmicas ocorridas em ambos os campos eleitorais americanos desde que, em Fevereiro, aqui escrevi acerca das possibilidades de Scott Walker e da inevitabilidade de Hillary Clinton.

 

Deixarei o campo republicano para outra ocasião, e concentrar-me-ei no campo democrático, pois hoje tem lugar o primeiro debate entre democratas. O reduzido número desses debates em relação ao que tem sido normal tem, aliás, provocado murmúrios - e, por vezes, mais que murmúrios - de alguns dos candidatos, que acham que o Democratic National Committee estará  a proteger Hillary Clinton.

 

Basicamente, houve duas grandes alterações no campo democrático desde Fevereiro: o rebentar do caso do e-mail e servidor privados que Hillary Clinton, ao arrepio das normas em vigor, utilizou enquanto Secretária de Estado, e que tem dado origem a um lento "pinga-pinga" de revelações negativas, a pontos de uma maioria dos inquiridos em sondagens não considerarem a candidata pessoa digna de confiança, e a entrada em campo e posterior ascenção do auto-intitulado socialista, o Senador Bernie Sanders do Vermont. Clinton ainda lidera confortavelmente (mas com uma margem bem menor que há seis meses, quando rebentou o caso dos e-mails) as sondagens nacionais entre os democratas, mas, por exemplo, no crucial estado de New Hampshire, onde se realiza a primeira primária propriamente dita, Sanders lidera actualmente com uma margem de nove pontos. Estes problemas de Clinton terão sido a principal causa de o Vice-Presidente Joe Biden estar, também ele, a  considerar entrar na corrida, algo que os "clintonistas" quererão evitar a todo o custo.

 

Além de Clinton e Sanders, os candidatos democráticos são o ex-Governador do Maryland Martin O'Malley, o antigo Senador pela Virgínia Jim Webb, e o antigo Senador republicano e Governador de Rhode Island Lincoln Chafee, que aderiu ao Partido Democrático em 2013.

 

Que esperar do debate de hoje? Claramente incomodada pelos progressos do Senador Sanders, Clinton tem-se posicionado mais à esquerda que o seu habitual. Passou, inclusivamente, a opôr-se ao acordo comercial conhecido por Trans-Pacific Partnership, o qual envolve os EUA e uma séria de nações da zona do Pacífico, em cuja elaboração teve um papel importante como Secretária de Estado e que, segundo os media apoiou um total de 45 vezes(!). Decerto que Sanders e os outros candidatos não deixarão passar em claro este aparente oportunismo de Clinton.

 

Será também interessante ver-se até que ponto os seus rivais a atacarão por causa do caso dos e-mails (pelo qual a candidata, apesar de uma investigação em curso por parte do FBI, culpa basicamente os republicanos, algo em que decerto nem ela acredita) ou se a  deixarão tranquila nessa matéria. Seja como for, quem decerto não ficará silencioso perante o caso será o seu rival republicano em 2016, na hipótese, ainda, apesar de tudo, verosímil, de ela vir a ser o porta-estandarte democrático.

 

Sintonizemos então a CNN em Las Vegas esta noite.

 

 

 

 

 

 

 


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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