31
Dez 11
publicado por Era uma vez na América, às 22:49link do post | comentar

O milionário Donald Trump foi uma das figuras do ano. Depois de meses a especular sobre uma candidatura presidencial (chegou a liderar as sondagens nacionais do GOP), acabou por anunciar que não ia avançar, logo após o fim do seu reality show na NBC. Durante o Verão reuniu com vários candidatos republicanos e chegou mesmo a dizer que iria declarar o apoio a um deles. Tentou organizar um debate, moderado por ele, no final deste mês, mas os principais candidatos recusaram debater nesse fórum. Despeitado pelos candidatos, Trump anunciou que deixou de ser republicano e passou a ser independente. E já ameaçou com uma candidatura presidencial independente no próximo ano. Tudo para aumentar as audiências. Uma verdadeira estrela do mundo do espectáculo. 


publicado por Era uma vez na América, às 21:53link do post | comentar

No ano de 2011, o movimento de protesto Occupy Wall Street conquistou um importante espaço na agenda mediática. Apesar de não ter um manifesto político claro (ao contrário do Tea Party), este movimento promete continuar a dar que falar em 2012. Nos últimos tempos, depois das cenas de violência, perdeu apoio popular nos Estados Unidos, mas alguns políticos democratas continuam a declarar o seu apoio ao OWS. Se continuarem a radicalizar o discurso com violência nas ruas, poderão prejudicar quem os apoia políticamente. Além disso, temos de estar atentos à participação deste movimento nas convenções de Tampa (republicanos) e Charlotte (democratas). 


publicado por Era uma vez na América, às 20:02link do post | comentar

John Boehner é na actualidade o líder republicano mais poderoso do país. No último ano esteve na linha da frente dos vários combates políticos entre republicanos e democratas. Apesar de ter acabado o ano com uma grande derrota, foi uma das figuras políticas do ano que agora termina. Neste próximo, em período de campanha presidencial, já não deverá ter tanto palco. Mas deve aguentar-se mais dois anos como Speaker da Câmara dos Representantes. 


publicado por Era uma vez na América, às 18:42link do post | comentar

A série "Boss" conta uma história sobre a máquina corrupta de Chicago. Além de ser um grande momento de televisão, esta serie promete ficar como um retrato histórico televisivo de uma certa maneira de fazer política nos Estados Unidos (apesar de um ou outro exagero). A ver ou continuar a ver em 2012. 


publicado por Era uma vez na América, às 17:37link do post | comentar

A morte de Osama Bin Laden é um dos grandes sucessos na frente externa da presidência Obama. Ao desaparecimento do inimigo número dos Estados Unidos juntou-se ainda a eliminação de diversos líderes de topo da Al-Qaeda. Foi um bom ano na luta contra o terrorismo. 


publicado por Era uma vez na América, às 16:32link do post | comentar

Andrew Cuomo, governador de Nova Iorque, é talvez o nome mais forte apontado para as presidenciais de 2016. Num partido em que lhe faltam "estrelas", Cuomo é um dos governadores da América com taxas de aprovação mais elevadas e tem conseguido vitórias na sua governação. Tem enfrentado de frente o problema da dívida do estado e conseguiu a aprovação do casamento homossexual em NY, o que lhe valeu o apoio dos movimentos esquerdistas americanos. Uma voz a ter em conta para o futuro do Partido Democrata. 


publicado por Era uma vez na América, às 14:45link do post | comentar

Sarah Palin foi um nome incontornável no ano que passou no mundo do... espectáculo. A sua One Nation Tour, que terá servido não se sabe bem para o que propósito, foi apenas um dos momentos do ano da antiga governadora do Alaska. Apesar de não se saber nada sobre os objectivos desta tournée, poucos eventos foram tão perseguidos pelos media como a One Nation Tour. Depois de ter protagonizado uma série de documentários de sucesso sobre o estado natal, Palin foi ainda animadora de várias entrevistas na Fox News. Apesar de ter perdido protagonismo na política, Palin continua a ser uma voz poderosa no mundo do espectáculo. 


publicado por Era uma vez na América, às 12:30link do post | comentar

A retirada do Iraque foi um dos acontecimentos do ano. Depois de oito longos anos numa guerra dramática, os Estados Unidos retiram do Iraque com uma serenidade impensável em 2005 ou 2006. Barack Obama conseguiu assim um sucesso diplomático muito à custa da "surge" que George W. Bush implementou em 2007. Não sabemos ainda como vai ser o futuro do país, e a violência sectária até pode regressar ao país. Mas por enquanto, o fim da guerra do Iraque conta como uma vitória para o presidente Obama. 


publicado por Era uma vez na América, às 11:02link do post | comentar

Paul Ryan, congressista do Wisconsin, com apenas 41 anos é já uma das estrelas do Partido Republicano. Pressionado por vários sectores para avançar para uma candidatura presidencial já este ano, foi um dos políticos em destaque com o seu plano para reformar os programas sociais. Tem sido apontado como potencial candidato a Vice Presidente. Um dos nomes mais fortes para 2016 ou 2020. 

 

(Durante o dia de hoje e de amanhã colocaremos aqui os destaques de 2011 do Era uma vez na América, divididos por três categorias: políticos, acontecimento e showbizz)


30
Dez 11
publicado por Nuno Gouveia, às 19:50link do post | comentar | ver comentários (1)

Em 2008 quando estava perto de ser destruída no New Hampshire por Barack Obama, Hillary Clinton soltou uma lágrima. Não sabemos o quanto ajudou essa lágrima, mas na verdade Hillary acabou por enganar todas as sondagens e ficar à frente no New Hampshire. Hoje foi a vez de Newt Gingrich "sacar" da mesma arma, a três dias dos caucuses do Iowa. Segundo as últimas sondagens, Gingrich está em quarto (Romney-Santorum-Paul-Gingrich) e em quinto (Romney-Paul-Santorum-Perry-Gingrich). Será que a lágrima o salva? 


publicado por José Gomes André, às 02:06link do post | comentar

Decididamente, os Estados Unidos substituíram os judeus como bode expiatório mundial. Já não bastava serem acusados de todas as tropelias económicas, sociais e políticas, como agora até são responsabilizados pelo surto de cancros entre líderes latino-americanos. O mais interessante é que, se o acusado fosse qualquer outro país, a sugestão de Chávez serviria apenas para fomentar uma longa e geral gargalhada. Mas como a tirada é contra o "Grande Satã", muitos aplaudiram em surdina...


29
Dez 11
publicado por Alexandre Burmester, às 16:47link do post | comentar

Esta sondagem da Rasmussen dá a maior vantagem até agora de qualquer candidato republicano sobre Barack Obama: 45%/39%. O "candidato genérico" republicano tem estado consistentemente à frente do Presidente, mas quando se identifica esse candidato, o Presidente tem, regra geral, liderado as sondagens, por números variáveis conforme o candidato.

 

Simultaneamente, os números de ontem e de hoje da Rasmussen acerca da taxa de aprovação de Obama voltaram aos seu valores normais dos últimos seis meses, ou seja, Obama desceu em termos de aprovação do seu desempenho. Os eleitores que "aprovam fortemente" são hoje 22%, e os que "reprovam fortemente" são 40%. Em termos globais, 45% pelo menos de certo modo aprovam e 55% pelo menos de certo modo desaprovam.

 

A menos de um ano das eleições é geralmente considerado negativo para as perspectivas do "incumbente" não conseguir nunca furar a barreira dos 50%, o que há largos meses vem sucedendo a Obama. 


publicado por Nuno Gouveia, às 16:44link do post | comentar

 

Como é tradicional, o leque de candidatos republicanos à nomeação deverá ficar reduzido depois da próxima terça-feira, após a realização dos caucuses do Iowa. Numas primárias nem todos os candidatos lutam para vencer. Uns querem vender livros, outros querem conseguir um lugar de destaque no partido e outros pretendem promover o seu próprio futuro político. Olhando para as sondagens, vejo três nomes óbvios que estão na linha da frente. 

 

A principal candidata à desistência é Michele Bachmann, que depois de ter vencido a Iowa Straw Poll em Agosto, nunca mais parou de descer nas sondagens. Apesar da media frenzy em redor da sua candidatura no Verão passado, facilmente se percebia já na altura que a congressista do Minnesota não tinha estofo para uma campanha presidencial. Se as coisas lhe tivessem corrido bem, poderia ter tido possibilidades de disputar a vitória no Iowa. Mas o seu apoio decresceu imenso e neste momento a sua campanha luta para sobreviver. Sem dinheiro e sem apoio, se ela não ficar nos quatro primeiro lugares, o mais certo é que abandone a corrida antes das primárias do New Hampshire.

 

Rick Perry é outro dos nomes a considerar. Tendo entrado muito forte na corrida presidencial, assumindo desde o inicio a liderança nas sondagens nacionais e no Iowa, as suas prestações desastrosas nos debates colocaram em evidência as limitações do governador do Texas. E se ao contrário de outros nomes, tem currículo suficiente para ser Presidente, não mostrou capacidade para enfrentar Barack Obama em Novembro próximo. Se não conseguir um dos primeiros quatro lugares, pode desistir já ou esperar para fazer um último esforço nas primárias da Carolina do Sul, no dia 21 de Janeiro.

 

Rick Santorum tem vindo a subir nas sondagens do Iowa e é possível que sobreviva aos caucuses. Apesar de não ter muito dinheiro, tal como Bachmann, um bom resultado no Iowa (nos três primeiros lugares), pode garantir-lhe a sobrevivência durante mais umas semanas. Não vai ser o nomeado, mas pode chegar até à Carolina do Sul, onde há muitos votos conservadores para disputar. Certamente que Mitt Romney agradecerá a manutenção de Santorum até lá, imitando Mike Huckabee em 2008, quando retirou votos conservadores a Romney, ajudando John McCain a vencer esta importante primária. Romney desta vez irá precisar que alguém "roube" votos dos social conservatives a Newt Gingrich. 

 

De resto não acredito que haja mais desistências. Mitt Romney obviamente pode sobreviver a um desastre no Iowa (ficar abaixo dos três primeiros), Ron Paul tem o apoio e dinheiro para continuar nas primárias até onde desejar e Jon Huntsman nem sequer está a competir neste estado. Diferente é a situação de Newt Gingrich. Depois de ter liderado as sondagens durante o mês de Dezembro, os últimos dias mostraram-nos uma quedra abrupta. Mas mesmo que fique em quarto lugar (neste momento o mais provável), Gingrich irá certamente competir na Carolina do Sul, onde lidera com algum conforto as sondagens. 


publicado por Nuno Gouveia, às 01:13link do post | comentar | ver comentários (3)

CNN Poll

Iowa: Romney 25; Paul 22; Santorum 16: Gingrich 14; Perry 11: Bachmann 9: Huntsman 1

New Hampshire: Romney 44; Paul 17; Gingrich 16; Huntsman 9; Santorum 4; Bachmann 3; Perry 2 

 

Olhando para a história recente das primárias, parece-me pouco possível este cenário, mas a verdade é que Mitt Romney tem uma hipótese de resolver bem cedo a nomeação. Se ganhar no Iowa (ou ficar em segundo lugar e o primeiro for Ron Paul) e vencer facilmente no New Hampshire, como é provável, Mitt Romney pode assegurar a nomeação já no dia 21 de Janeiro, nas primárias da Carolina do Sul. Surpreendente, ou talvez não, é a subida de Rick Santorum no Iowa. Com tantos eleitores ainda indecisos, é bem possível que haja uma surpresa na próxima terça-feira. Mas a vida parece correr bem a Romney. 


28
Dez 11
publicado por Alexandre Burmester, às 11:00link do post | comentar

 

 

Não é inédito haver presidentes dos E.U.A. com dotes musicais. Bill Clinton presenteou o público em determinada ocasião com um fantástico "show" de saxofone. Harry Truman era um pianista competente (e Richard Nixon manda-lhe uma indirecta antes de se dirigir para o piano no "video clip" deste artigo). Mas Richard Nixon, uma das personagens mais fascinantes da política americana do pós-guerra, foi ainda mais longe: não só tocava piano, como até compunha, como podemos ouvir nesta peça, o seu "Concerto nº1".

 

O"video clip" que aqui apresento é de uma edição do famoso "Jack Paar Program", de Março de 1963. Nixon tinha sido derrotado quatro meses antes na eleição para Governador da Califórnia, após a sua derrota nas presidenciais de 1960, e anunciara na altura o fim da sua carreira política, numa conferência de imprensa que fez história. Neste mesmo programa, Jack Paar perguntou-lhe: "Kennedy pode ser derrotado em 1964?". E Nixon, numa referência ao facto de Robert Kennedy, irmão do Presidente, ser também membro da Administração, respondeu com humor: "Qual deles?"


publicado por Nuno Gouveia, às 00:47link do post | comentar

Apesar de ter dito que não iria fazer campanha negativa, um revigorado Newt Gingrich surgiu hoje ao ataque aos seus principais adversários. No programa "Situation Room", Gingrich disse que provavelmente não conseguiria votar em Ron Paul numa eleição presidencial, acusando-o de ter posições racistas e anti-semitas, e que as suas ideias estão muito afastadas do mainstream americano. Uma entrevista muito dura, que se destina a retirar espaço ao candidato libertário, que subiu no Iowa nas últimas semanas muito à custa da descida de Gingrich. Noutra frente, o antigo Speaker, teceu duras críticas ao seu principal oponente à nomeação, Mitt Romney. Depois de semanas quase em silêncio a sofrer ataques de todas as frentes, Gingrich inverte a sua estratégia e ataca de frente os seus concorrentes directos. Será que chega para vencer no Iowa? 


27
Dez 11
publicado por Nuno Gouveia, às 22:57link do post | comentar

And there is only one candidate in the Republican field with the integrity, the experience, the organizational strength and the intelligence to beat Barack Obama and that man is Mitt Romney.

 

Editorial do Boston Herald 

 

O antigo governador do Massachusetts continua a recolher apoios. Um dos jornais mais antigos dos Estados Unidos (fundado em 1846), o Boston Herald, declarou hoje o apoio a Mitt Romney nas primárias republicanas, ao contrário de 2008, quando John McCain recebeu o seu endorsement.  Tenho referido que este tipo de acções não é decisiva nem muito relevante para o sucesso, ou não, de uma candidatura, mas é verdade que ajuda. Romney tem vindo a receber vários apoios, desde colunistas, políticos e jornais, o que contribui para o cenário que tem sido desenhado nos media desde há muito tempo, particularmente desde que outros republicanos proeminentes se afastaram da corrida: o da inevitabilidade da sua nomeação. 


publicado por Nuno Gouveia, às 19:11link do post | comentar | ver comentários (2)

 

No próximo ano as atenções vão estar essencialmente direccionadas para a eleição presidencial. Mas as eleições para a Câmara dos Representantes e especialmente para o Senado serão também elas fulcrais para o futuro dos Estados Unidos. E se em principio, a menos que uma hecatombe suceda ao Partido Republicano, a maioria na Câmara dos Representantes deve manter-se do lado do GOP, no Senado, o poder poderá mudar de mãos. 

 

Neste momento o Partido Democrata tem uma maioria de 53-47 sobre os republicanos, mas o número de lugares em disputa (23 Ds e 10 Rs) coloca esta vantagem em perigo. Os republicanos precisarão apenas de conquistar quatro lugares para assumirem a maioria no Senado, perdida em 2006. Hoje Ben Nelson, democrata conservador do estado do Nebraska, anunciou que não se vai recandidatar, atirando este lugar quase de certeza para a coluna republicana a partir de 2013. Outro lugar que deverá mudar de partido é o Dakota do Norte, onde o democrata Kent Conrad também já anunciou a retirada. De resto, considera-se que poderá haver eleições disputadas no Havai, Novo México, Virginia, Wisconsin, Florida, Michigan, Missouri, Montana, Ohio, Washington (ocupados por democratas) e Arizona, Massachusetts e Nevada (ocupados por republicanos). Considerando que os republicanos, em condições normais, poderão perder apenas o senador Scott Brown do Massachusetts, não é díficil encontrar cinco lugares facilmente conquistáveis. Não desprezando o efeito que as eleições presidenciais terão nestas corridas, é perfeitamente legítimo afirmar que os republicanos deverão ter maioria nas duas câmaras do congresso a partir de 2013. O que poderá facilitar imenso a vida a um Presidente republicano ou complicar a vida ao segundo mandato de Barack Obama. 


25
Dez 11
publicado por Nuno Gouveia, às 22:00link do post | comentar | ver comentários (5)

 

Newt Gingrich, Rick Perry, Michele Bachmann, Rick Santorum e Jon Huntsman. Todos estes candidatos não vão constar no boletim de voto nas primárias do estado da Virgínia, que vão decorrer na Super Terça-feira, dia 6 de Março, por falharem as condições requeridas. Esta incapacidade de apresentar 10 mil assinaturas válidas demonstra que estas candidaturas não apresentam uma organização capaz de fazer frente a uma campanha presidencial. E o beneficiado desta situação é Mitt Romney, que irá a votos na Virginia com apenas Ron Paul, e deverá arrecadar grande parte dos 49 delegados. O grande prejudicado acaba por ser Newt Gingrich, que liderava as sondagens no estado. Na última, tinha cerca de 30 por cento contra 25 por cento de Mitt Romney. Os restantes candidatos não chegavam aos 10 por cento. Romney cada vez mais favorito, mesmo que por não vença no Iowa (Ron Paul neste momento parece ser o melhor colocado para vencer os caucuses). 


24
Dez 11
publicado por Era uma vez na América, às 17:45link do post | comentar


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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