30
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 21:11link do post | comentar

 

David Petraeus foi hoje confirmado como o 20º director da CIA. E não há duvidas quanto ao apoio que recolhe em Washington: recebeu o voto favorável dos 94 senadores que participação na votação. O herói da guerra do Iraque irá assumir os destinos da agência de espionagem, numa altura em que esta vive um bom momento, depois do sucesso na morte de Osama Bin Laden,


29
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 15:59link do post | comentar

Como sempre sucede na política americana, as sondagens ocupam imenso espaço na agenda mediática. Mas, como bem tenho avisado, nesta fase pouco representam para a corrida republicana, bem como para as eleições gerais. São um indicador da força dos candidatos no actual momento, juntamente com outros, como a equipa que contrataram, o currículo político ou a angariação de fundos. Diria até que nesta altura, as sondagens são dos indicadores menos relevantes. Basta atender ao facto que ainda há dois meses Donald Trump liderava as sondagens nacionais, ele que nunca ninguém considerou como candidato credível. Daqui a dois dias teremos um facto muito importante para atestar a viabilidade das candidaturas: o dinheiro que os candidatos angariaram neste segundo trimestre. Mas para explicar esta desvalorização das sondagens deixo aqui o link para o post de Jay Cost "Polling Nonsense":

National polling from June 2007 looks just as ridiculous. At that point, Clinton had a 10- to 20-point lead over Obama, which would expand to 30-points (and more) by the fall. By June 2008, when all the primaries and caucuses were finished, the two had basically split the Democratic vote. On the Republican side, Rudy Giuliani had a 10-point or greater lead over John McCain in the national polls, while Mitt Romney and Mike Huckabee were both polling less than 10 percent each. When it was all said and done, McCain won 47 percent of the vote, Romney and Huckabee both won a touch more than 20 percent, and Giuliani…won just 3 percent!

 

So the final 2008 results did not correspond at all to the numbers from the summer of 2007. More broadly, the nomination process as we know it today has produced surprising nominees time and time again since it was first implemented some 39 years ago – George McGovern in 1972, Jimmy Carter in 1976, Bill Clinton in 1992, John Kerry in 2004, and John McCain in 2008. At this point in each cycle, nobody really saw any of these guys taking the top prize.

 


publicado por Nuno Gouveia, às 11:04link do post | comentar | ver comentários (3)

Não costumo corrigir erros que por vezes leio na imprensa portuguesa. Mas há um em particular que me incomoda, pois é constante ver este erro em peças de jornalistas que escrevem sobre os Estados Unidos. O que demonstra algum desconhecimento sobre a realidade política americana. Nesta peça do jornal "i", a jornalista chama ao tea party o "partido ultraconservador" e diz que ainda que Michele Bachmann é a única candidata do tal "partido". Bem, o tea party não é um partido, como qualquer pessoa que acompanhe minimamente a política americana saberá, mas antes um movimento descentralizado e sem liderança efectiva, composta por diversas organizações não conectadas entre si. E depois, ainda existe o candidato Herman Cain, o negro que tem vindo a surpreender nas sondagens e que é considerado um dos favoritos do tea party. Dizer que Bachmann é a única candidata do movimento também não é verdade. 


28
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 23:37link do post | comentar | ver comentários (9)

 

A história diz-nos que a esmagadora maioria dos 44 Presidentes americanos foram religiosos. E todos cristãos. Apenas três deles (Thomas Jefferson, Andrew Johnson e Abraham Lincoln) não eram filiados em nenhuma igreja. A maioria dos Presidentes pertenceram à Igreja Episcopal (11 presidentes, entre eles George Washington, Frank D. Roosevelt ou George H. Bush). A curiosidade reside no facto de apenas 1,7 por cento dos americanos pertencerem a esta igreja. A Igreja Presbiteriana teve oito Presidentes (Ronald Reagan, Andrew Jackson ou Ike Eisenhower, entre outros). A maioria dos restantes divide-se pelas diversas igrejas protestantes, como Baptistas, Metodistas ou outras evangélicas. Curiosamente, o maior grupo religioso americano, os católicos, que representam cerca de 25 por cento da população americana, apenas teve um Presidente: John F. Kennedy eleito em 1960. Antes, em 1928, o governador de Nova Iorque, Al Smith, fez história ao ser o primeiro candidato presidencial católico pelo Partido Democrata. Foi derrotado copiosamente por Herbert Hoover, mas ajudou a abrir caminho para JFK.  Em 1988, pela primeira e única vez tivemos um Ortodoxo Grego como candidato presidencial: Michael Dukakis, que viria a ser derrotado por George H. Bush. 

 

Judeus, Muçulmanos ou outras religiões ainda não fazem parte da política presidencial. O não cristão que esteve mais perto da Casa Branca foi Joe Lieberman, Judeu, que foi candidato a Vice-presidente com Al Gore em 2000. E será que o panorama pode mudar já em 2012?

 

A única novidade no campo religioso para 2012 é mesmo a candidatura de dois Mórmons no Partido Republicano, Mitt Romney e Jon Huntsman. Em 2008, Romney foi o primeiro candidato credível da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, o que na altura causou diversas discussões sobre se os Estados Unidos estavam preparados para um presidente Mórmon. Romney acabou por nem sequer ser o nomeado, mas não se pode dizer que foi por causa da sua religião. Os restantes candidatos pertencem a igrejas evangélicas (Michele Bachmann, Ron Paul, Tim Pawlenty, Herman Cain) e Newt Gingrich e Rick Santorum são católicos. Barack Obama pertence à Igreja Unida de Cristo, apesar de ter tido uma educação não religiosa. 

 

No entanto, e ao contrário do que se possa pensar, os movimentos religiosos sempre mantiveram uma separação com política. Isto até 1976, quando as comunidades evangélicas do Sul se envolveram activamente na campanha presidencial, ao apoiarem entusiasticamente o Batista Jimmy Carter. Na década seguinte, com Ronald Reagan e a Nova Direita (New Right), estes movimentos evangélicos aproximaram-se decisivamente do Partido Republicano, conquistando um peso inegável na sua base de apoio. Acredita-se que hoje representam cerca de 1/3 do eleitorado das primárias do Partido Republicano


27
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 18:59link do post | comentar

 

Michele Bachmann anunciou hoje a sua candidatura à nomeação republicana no Iowa. Congressista pelo Minnesota desde 2007, Bachmann seria a candidata de sonho para Barack Obama enfrentar em 2012. Conhecida pela sua retórica inflamada, pelo exagero das suas palavras e inconsistência nas suas posições ideológicas, Bachmann suscita muitas dúvidas no establishment republicano e poucos a consideram como uma candidata viável. Mas não se pense que não pode fazer estragos e deixar uma marca nestas primárias. Tem uma forte presença mediática, tem vindo a melhorar as suas intervenções públicas (o debate do New Hampshire foi prova disso) e tem uma legião de seguidores a nível nacional que a colocam como uma das preferidas do tea party.No ciclo eleitoral de 2010 arrecadou mais de 13 milhões de dólares em doações individuais, tendo sido a congressista que mais dinheiro angariou nos 50 estados.

 

Com a cada vez mais que provável ausência de Sarah Palin da corrida eleitoral, Bachmann tem sérias hipóteses de vencer no Iowa e transformar-se no Mike Huckabee deste ciclo eleitoral. Quem deve estar a sonhar com este cenário é Mitt Romney, que já anunciou que não vai competir seriamente no Iowa. Motivos de preocupação com ascensão de Bachmann? O também candidato do Minnesota, Tim Pawlenty, que teima em não deslocar nas sondagens, ele que necessita de obter um excelente resultado no Iowa (1º ou 2º) para ter uma hipótese.

 

Por fim, há ainda um dado histórico que vai contra Michele Bachmann. Até ao momento o últimoPresidente a ser eleito directamente da Câmara dos Representantes foi James Garfield em 1880. E desde 1912, o ano em que alguns estados começaram a ter primárias para escolher os nomeados, mais de 30 membros do congresso candidataram-se à nomeação dos seus partidos. Nenhum obteve a nomeação. 


26
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 01:07link do post | comentar

 

Se a campanha de Obama pretende angariar mil milhões de dólares, não será por falta de dinheiro que os republicanos não vão conseguir competir. Este é o vídeo que o grupo de Karl Rove vai lançar nos próximos dias nos canais nacionais por cabo e nas televisões locais dos swing states do Colorado, Florida, Iowa, Missouri, Montana, Nebraska, North Carolina, New Mexico, Nevada e Virginia. Esta campanha vai alongar-se pelos próximos dois meses e custar cerca de 20 milhões de dólares. 


25
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 00:12link do post | comentar

O inicio da retirada anunciada esta semana por Barack Obama não satisfez ninguém, como tinha defendido aqui anteriormente. Por um lado, os sectores anti-guerra desconfiam desta retirada parcial, pois na data final prevista, em Setembro de 2012, ainda continuarão no terreno cerca de 70 mil soldados americanos. Mas aqueles que acreditam na missão, e são cada vez menos, acusam o Presidente de ceder perante timings eleitorais. Não terá sido por acaso que Obama escolheu aquela data, dois meses antes das eleições.

 

Relegando para segundo plano a questão política, se esta é uma guerra de necessidade, como Obama sempre defendeu durante a campanha eleitoral de 2008, não tem demonstrado empenhamento e convicção na condução da mesma. Não sendo ele um estratega militar, devia ter ouvido mais os conselhos dos militares. Em 2009, quando aumentou as forças em 30 mil soldados, não seguiu os pedidos que recebeu dos generais no terreno, que requisitaram mais 15 mil do que tiveram. Mais, apesar de lhe terem pedido para nunca impor um calendário para o inicio da retirada, por cálculos políticos, Obama sempre disse que o inicio seria neste Verão. A defesa da intervenção por parte do Presidente nunca foi convicta, parecendo ter receio de enfrentar a esquerda anti-guerra que ajudou a sua eleição. Se Obama acreditava realmente na missão no Afeganistão, e por vezes parece que não acredita, basta ouvir o discurso desta semana, então devia ter empregue o poder da sua retórica para explicar aos americanos o que está em causa e defender esta intervenção. Agora, que anuncia a retirada gradual dos soldados da "surge", vai mais uma vez contra a opinião dos generais. David Petraeus, provavelmente a figura mais venerada do exército americano das últimas décadas, criticou, com discrição, o plano de Obama, afirmando que pode colocar em causa os ténues sucessos alcançados no último ano. 

 

Para vencer uma guerra é preciso crença na missão, disposição para vencer as adversidades e ter coragem para ir contra a opinião pública em certos momentos. Se depois de 10 anos no Afeganistão, o Presidente dos Estados Unidos não acredita que o país pode ter sucesso, mais elaborar um plano de retirada. Continuar a lutar para ser derrotado é doloroso, caro para o país e injusto para os milhares de americanos que estão a combater. George W. Bush deu o exemplo quando contra grande parte da opinião pública e do seu próprio partido, avançou para a "surge" no Iraque em 2006 com David Petraeus. Pode-se acusar o anterior Presidente de muitos erros que cometeu, e foram vários, mas não o de nunca acreditar na missão. 


22
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 15:29link do post | comentar

 

Barack Obama anuncia esta noite uma substancial redução de tropas no Afeganistão até ao final de 2012. A previsão é que nos próximos 18 meses cerca de 30 mil militares abandonem o terreno, regressando aos números anteriores à "surge" decretada em 2009. Obama irá defender que a "surge" está a dar resultados na contenção dos Taliban e estabilização do país, pelo que é possível uma retirada gradual. Mas as notícias que chegam é os comandantes militares no terreno defendem que a retirada deve ser mais faseada, pois as conquistas são frágeis e reversíveis. Suspeito que esta decisão não agradará ninguém: os críticos irão dizer que é preciso retirar mais tropas, enquanto os apoiantes do esforço de guerra irão criticar Obama por não seguir a opinião dos militares. 

 

Esta decisão surge num momento complicado para a guerra no Afeganistão, a mais longa na história americana, com os índices de oposição mais elevados de sempre. Há quase dez anos com presença no Afeganistão, os americanos estão cansados desta guerra. Aproveitando o momento político, vários republicanos começam também a demonstrar sinais impaciência. Como sempre em política, a situação inverteu-se, e agora são mais as vozes republicanas que se insurgem contra a estratégia no Afeganistão do que democratas. Os que estavam contra agora ou estão a favor ou se calam, e os que sempre apoiaram os esforços, agora são os mais críticos da estratégia do Presidente. Um assunto quente para 2012. 


publicado por Nuno Gouveia, às 12:14link do post | comentar

Ana Catarina Santos é jornalista da TSF e está nos Estados Unidos ao abrigo de uma bolsa do  German Marshall Fund of the United States. Através deste Diário Americano pretende registar esta sua estadia em solo americano. A seguir com atenção. 


publicado por Nuno Gouveia, às 10:23link do post | comentar

O Senado confirmou ontem Leon Panetta como Secretário da Defesa, assumindo o cargo a partir de 30 de Junho. A votação unânime não deixa margem para dúvidas do apoio que recebeu dos dois partidos. O ainda director da CIA não vai ter vida fácil. Com as intervenções na Líbia, Iraque e Afeganistão, e a situação militar complicada no Paquistão e Yemen, este é provavelmente o cargo mais complicado da Administração Obama. Daí a importância deste apoio que recebeu no Senado. 

 

Panetta vai substituir Robert Gates, no cargo nos últimos quatro anos e meio. Apesar de tudo, penso que a história será favorável ao antigo colaborador das Administrações Reagan, H. Bush, W. Bush e Obama. Quando assumiu o cargo em 2006, a guerra no Iraque estava perdida e o Pentágono sofria uma grave crise de credibilidade. Durante os anos seguintes contribuiu para recuperar a credibilidade perdida, ajudou a implementar uma "surge" com sucesso no Iraque, salvando a face da Administração Bush, e ainda terminou o mandato com o sucesso da morte de Osama Bin Laden. No Afeganistão, a situação é mais complexa, mas conseguiu gerir bem a relação entre os militares e o poder civil, juntamente com a liderança de David Petraeus no terreno. O inicio da retirada anunciado ontem por Obama pode ser bom sinal para os próximos anos. Nos últimos meses foi lançando sérios avisos sobre a capacidade limitada dos Estados Unidos em se envolverem em novos conflitos, como aconteceu recentemente na Líbia. Particularmente, gostei do aviso que deixou aos parceiros da NATO este mês, quando alertou que esta organização poderá tornar-se relevante se não for levada mais a sério pelos países europeus. 


21
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 20:17link do post | comentar

About Jon from Jon 2012 on Vimeo

 

Este vídeo é uma apresentação informal de Jon Huntsman e da sua família, como não podia deixar de ser.

 

site de candidatura também já está no ar. Pessoalmente não me agrada a disposição da informação nem o design do site. Esperemos que consigam apresentar melhor trabalho nas próximas semanas. 


publicado por Nuno Gouveia, às 19:22link do post | comentar

Jon Hunstman, embaixador em Singapura da Administração George H. Bush, governador do Utah entre 2005 e 2009 e Embaixador na China entre 2009 e 2011 da Administração Obama, apresentou hoje a sua candidatura presidencial. Com apenas 51 anos e detentor deste currículo, Huntsman é um dos nomes mais fortes a apresentar-se na corrida, apesar das sondagens e das suas debilidades. Mórmon, como moderado nas questões sociais, colaborador da Administração Obama e desconhecido do grande público americano, são algumas das características que diminuem as suas possibilidades de vitória. Mas num campo tão diversificado como este, onde as pessoas procuram desesperadamente pelo candidato anti-Romney, Huntsman tem uma hipótese. 

 

No entanto, muitos questionam-se porque se fala tanto de Jon Huntsman e da viabilidade da sua candidatura, quando o seu nome não ultrapassa os dois por cento em todas as sondagens publicadas. Na verdade, além do breve currículo que apresentei, Huntsman é considerado um dos mais brilhantes políticos da sua geração. Nas últimas semanas tem reunido um leque de apoiantes poderosos, com muitos colaboradores e financiadores das últimas campanhas presidenciais de John McCain e George W. Bush. Apesar da oposição de muitas vozes do movimento (tea party, talk radio, media conservadores), a sua candidatura não está condenada ao fracasso. Em 2008, John McCain também era "detestado" por estes sectores e não foi por isso que deixou de ser o nomeado. E Mitt Romney, o frontrunner da corrida, também não está muito melhor classificado nessa liga conservadora. Se acredito que Jon Huntsman vai ser o nomeado? Não. Mas se fizer uma candidatura perfeita tem essa possibilidade, e mais, se deixar uma forte marca neste ciclo, fica desde já credenciado para  uma próxima eleição. 


20
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 18:44link do post | comentar

 

Barack Obama já foi comparado a muitos presidentes. No inicio do seu mandato, os mais citados eram Abraham Lincoln e a Frank D. Roosevelt. Mais tarde, depois das transformações operadas na saúde e no avultado plano de estímulos, alguns encontraram um paralelo na presidência quase revolucionária de Ronald Reagan. Mais tarde as coisas começaram a correr mal e o nome de Jimmy Carter começou a ser associado ao Presidente. Depois da derrota das eleições intercalares e a tentativa de viragem ao centro operada nos meses seguintes, ecoou o nome de Bill Clinton. Agora, é o nome de Herbert Hoover, presidente republicano entre 1929 e 1933, a assombrar Barack Obama. É precisamente esse o tema deste extenso artigo de Walter Russel Mead sobre a presidência Obama, que aconselho a sua leitura. 

 

Já defendi que este género de exercícios são estimulantes mas incipientes. Cada presidente tem o seu percurso, e por muitas comparações que se possam fazer, a história acaba sempre por ser diferente para cada um deles. Mas as próprias comparações que se vão fazendo dizem também bastante sobre o momento político. Hebert Hoover foi eleito presidente num período de prosperidade nos Estados Unidos, mas rebentou-lhe o crash de 1929 e a grave crise que se lhe seguiu. Ao longo de três anos, lutou e tudo fez para combater a crise, mas sem resultados visíveis. A economia foi sempre piorando nesses anos e foi um presidente desgastado que foi severamente derrotado em 1932 por FDR, tendo obtido apenas 39 por cento dos votos. Obama assumiu a presidência já a crise tinha rebentado, mas ele prometeu um novo período de prosperidade e recuperar a economia do país. Se no Verão do próximo ano, a situação económica não apresentar melhorias significativas, e se os republicanos tiveram um nomeado credível, Obama poderá entrar no leque de presidentes de um mandato. 


19
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 21:29link do post | comentar

Foto AP


17
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 16:12link do post | comentar

A equipa de Obama lançou este vídeo para explicar a sua estratégia de angariação de voluntários para a campanha de 2012. 


16
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 17:04link do post | comentar

Anthony Weiner deverá anunciar hoje a sua demissão do Congresso. Para finalizar esta temática, deixo aqui algumas piadas recolhidas pelo Político sobre o caso. 


15
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 18:47link do post | comentar

 

Barack Obama não pediu autorização ao Congresso para intervir na Líbia. Nem precisava, pois os poderes executivos do Presidente permitem-lhe que dê ordens para intervenções estrangeiras. Mas o problema é que essa autorização é necessária se a operação militar ultrapassar os 90 dias. O que irá acontecer em breve. Congressistas de ambos os partidos preparam-se processar a Administração e John Boehner escreveu esta semana uma carta a Obama a alertar para a necessidade de uma autorização formal do Congresso. 

 

Confesso que não percebo a razão para Obama não ter pedido a devida a autorização. A verdade é que desde o inicio que existia apoio suficiente nos dois partidos para aprovar a resolução e agora está perante este impasse. Além disso, estamos a chegar aos 90 dias da intervenção militar da NATO na Líbia e ninguém percebe bem qual a missão da operação. Sem nunca ter clarificado que o objectivo era eliminar a liderança de Khadafi, a situação está muito confusa. E se o objectivo era apenas "proteger" os civis, qual a razão para continuarem a bombardear os fiéis do líder líbio, tendo vários mísseis atingido instalações de Khadafi? Não sei como vai terminar isto, mas parece-me que todo este processo não está a correr nada bem. Obama sairá sempre beliscado desta missão, mesmo que Khadafi acabe por cair. 


14
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 15:10link do post | comentar | ver comentários (2)

 

Num longo debate de duas horas, onde o moderador John King nem sempre esteve à altura do momento, sete candidatos republicanos deram ontem o verdadeiro pontapé de saída desta corrida presidencial.

 

Num debate calmo e amigável, a primeira notícia a retirar é a confirmação da candidatura presidencial de Michele Bachmann, que anunciou durante o debate que está na corrida. Ao mesmo tempo, lançou a sua operação online. Uma atitude que marcou a noite, que também lhe correu bastante bem, podendo-se considerar mesmo como a maior surpresa do debate. Embora com tiques de "cheerleader", Bachmann conseguiu ter boas intervenções e mostrou-se à altura do prime-time. Com esta intervenção, a congressista do Minnesota afirma-se como uma viável alternativa do Tea Party nestas primárias (não para ganhar, mas para causar impacto), e retira espaço de manobra a Sarah Palin. Um excelente tiro de partida.

 

Mas o grande vencedor da noite terá sido mesmo Mitt Romney, que fortaleceu o seu estatuto de frontrunner e deu uma importante imagem para o país. Independentemente da prestação de cada um, neste debate percebeu-se que Romney é aquele que está mais à vontade neste palco, e quem tem mais "postura" de presidenciável. Foi um Romney muito diferente de 2008, mostrando que aprendeu bastante, e que se apresenta para ganhar. Sem dirigir grandes farpas aos adversários republicanos, o antigo governador do Massachusetts centrou os seus ataques em Barack Obama e na economia, colocando-se como o grande opositor do Presidente. A ideia que fica deste debate é que não há ninguém à altura de Mitt Romney no actual campo republicano. 

 

Tim Pawlenty foi o grande perdedor. Não que estivesse mal (não esteve), mas porque perdeu uma oportunidade para se mostrar como uma alternativa viável a Mitt Romney. Não quis ataca-lo directamente, na questão da reforma da saúde do Massachusetts, e por isso, passou ao lado do debate. Continua a ser o mais provável adversário para a nomeação de Romney, mas manteve as dúvidas que existem sobre a sua candidatura.

 

Dos restantes, nota negativa para Herman Cain, que não teve o brilho do outro debate e foi ultrapassado por Michele Bachmann à direita. Newt Gingrich não brilhou, mas sobreviveu. Rick Santorum marcou pontos positivos, mas sem deslumbrar e Ron Paul esteve igual a si próprio.

 

Este debate provou, mais uma vez, que há espaço para mais candidatos. Além da provável entrada em cena de Jon Huntsman, Rick Perry, Chris Christie ou até John Thune devem estar à espreita. 


publicado por Nuno Gouveia, às 00:01link do post | comentar | ver comentários (2)

 

Anthony Weiner, até há bem pouco tempo uma das vozes mais populares da esquerda do Partido Democrata e favorito as eleições para Mayor de Nova Iorque em 2013, caiu em desgraça. Depois do escândalo que relatei aqui, as coisas pioraram muito para o congressista. Acusações de sociopata, mentiroso compulsivo e pedidos de demissão por parte de toda a liderança democrata. Depois de Nancy Pelosi, da chairwoman do DNC, Debbie Wasserman Schultz, hoje foi a vez do próprio Barack Obama pedir o seu afastamento. Num movimento muito particular em escândalos nos Estados Unidos, Weiner disse que ia pedir uma licença sem vencimento e "tratar" do seu problema com a ajuda de profissionais.

 

No entanto, a sua carreira política terminou. Pelo menos nos próximos anos. Mesmo que aguente até ao final do mandato e não se demita (improvável depois dos pedidos de demissão), o seu distrito irá desaparecer do mapa eleitoral. Nova Iorque perdeu dois congressistas e a legislatura estadual estava a estudar quais os dois que iria "apagar", sendo que havia o consenso que seria um democrata e um republicano. Sobre o distrito democrata a desaparecer, já não existem dúvidas. 

 

Este escândalo prejudicou o momento político para os Democratas. O partido nas últimas semanas tinha vindo a dominar o debate, com as acusações aos republicanos sobre plano de Paul Ryan. Mas tudo mudou com Weiner, agravado pelas más notícias da economia na semana passada. Além de ser uma distracção, permite que os republicanos mantenham-se na ofensiva na economia e os democratas, presos ao "caso Weiner", sem possibilidades de defesa. 


13
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 20:41link do post | comentar

Não que sejam uma surpresa, mas o efeito da morte de Osama Bin Laden na popularidade de Barack Obama terminou. Como se pode observar no gráfico do Real Clear Politics, Obama tem agora números semelhantes aos do inicio de Maio, antes da morte de Osama Bin Laden. Como defendi na altura, a operação que matou o antigo líder da Al-Qaeda foi um importante marco para a Presidência Obama, mas pouco efeito terá na sua reeleição, ou não. A economia, como quase sempre, ditará o destino do Presidente, e os últimos números não foram nada positivos.

 

*Darei aqui conta mensalmente da popularidade de Obama, um dos elementos mais relevantes a observar para 2012. Faltam 17 meses para as eleições presidenciais


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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