02
Nov 10
publicado por Nuno Gouveia, às 18:52link do post | comentar

Isto se não houver surpresas...


publicado por Nuno Gouveia, às 16:42link do post | comentar

Nas últimas semanas foram publicadas centenas de sondagens sobre estas eleições intercalares. Nate Silver dizia que tem registado mais de 4 mil sondagens sobre este ciclo eleitoral, isto sem contar com as sondagens encomendadas por partidos ou candidatos. É uma grande indústria, que depende da credibilidade das suas previsões. Se hoje falharem haverá uma profunda revolução no mercado.

 

O resultado mais previsível: os republicanos conquistam mais de 55 lugares aos democratas na Câmara dos Representantes, irão vencer pelo menos 25 das 37 eleições para o Senado e “roubar” entre 8 e 10 lugares de governadores. Uma verdadeira hecatombe.

 

As sondagens atribuem grande favoritivismo aos republicanos, com uma maioria consistente de independentes a apoiar o partido. Mas há mais dados interessantes, que atestam a dificuldade de Barack Obama e do Partido Democrata: pela primeira vez desde os tempos de Reagan que as mulheres vão votar maioritariamente no GOP, bem como os católicos e pessoas com formação universitária, dois grupos que normalmente apoiam os Democratas. Estes apenas mantém fiéis nas suas colunas os afro-americanos e perderam alguma vantagem nos hispânicos, judeus e jovens. A coligação que elegeu Barack Obama em 2008 está a desfazer-se. Deverá ser aí que Obama e os líderes democratas se devem concentrar para vencer em 2012: recuperar estes eleitores desiludidos que vão votar em massa nos republicanos.

 

Mas nem tudo é mau para os democratas. Porque estas eleições não são uma vitória para o Partido Republicano, no sentido em que os americanos ficaram convencidos pela sua plataforma eleitoral. Nada disso. O que move estes americanos que estão a rebelar-se contra o Partido Democrata é precisamente a aversão à sua agenda. As sondagens mostram este paradoxo: apesar da maioria dos eleitores declarar votar nos candidatos do GOP, este é ainda mais impopular que o Partido Democrata. Num sistema bipartidário, quando as pessoas estão descontentes com quem está no poder votam na oposição. Mesmo que não gostem dela. É isso que está a acontecer hoje. Ambos os partidos são desconsiderados: mais de 50 por cento vê o Partido Democrata como o do “Big Government” e números idênticos vê o GOP como o partido do “Big Business”.

 


publicado por José Gomes André, às 15:51link do post | comentar

Em dia de eleições americanas, a TVI24 faz uma edição especial do "Combate de Blogs" dedicada ao tema, entre as 0h30 e as 2h. Eu e o Nuno Gouveia estaremos em directo a debater os resultados e o significado desta eleição, juntamente com Miguel Morgado, Filipa Martins e Nuno Ramos de Almeida (modera Filipe Caetano).


publicado por Nuno Gouveia, às 10:00link do post | comentar | ver comentários (4)

Em virtude da hora ainda não ter mudado nos Estados Unidos (a hora apenas muda no primeiro domingo de Novembro, enquanto na Europa muda no último de Outubro), hoje à noite haverá apenas quatro horas de diferença entre Lisboa e os estados da Costa Leste. Aqui está a lista das horas do fecho das urnas nos diferentes estados. O mais provável é que a contagem de várias eleições se alongue por longos dias e semanas, mas logo ao inicio da noite eleitoral poderemos ter uma ideia do que vai suceder.

 

Nancy Benac, da AP, aconselha aqui algumas das eleições a que devemos estar atentos ao inicio da noite. Aconselho também a leitura deste "guia para a noite eleitoral" de Ed Kilgore da The New Republic. Muito provavelmente logo nas primeiras horas saberemos se as sondagens estavam certas, e o Partido Republicano vai mesmo obter a maior vitória dos últimos 70 anos.


publicado por José Gomes André, às 02:49link do post | comentar | ver comentários (1)

Embora me pareça improvável que os Republicanos conquistem amanhã o Senado, não é irrelevante perceber a que distância exacta ficarão da marca dos 51 senadores. Isto porque há entre os Democratas figuras ideologicamente próximas do Partido Republicano que, num quadro político favorável a este último (numa eleição "tsunami", por exemplo), sentirão grande pressão mediática, popular e também dos bastidores políticos para mudarem de partido. Refiro-me em especial aos casos de Ben Nelson, o "conservador" Democrata do Nebraska (que vai a eleições precisamente em 2012) e de Joe Manchin, caso vença a disputa na Virgínia Ocidental (McCain já lhe sugeriu isso mesmo). Do mesmo modo, ninguém estranharia que o independente Joe Liebermann (Connecticut), antigo Democrata, se juntasse ao caucus Republicano para lhes conferir a maioria na câmara alta.

 

Se os Democratas conseguirem manter 53 lugares, esta situação de trocas partidárias não passa de uma conjectura. Mas num quadro de 52-48 e, sobretudo, de 51-49 ou de empate, tal cenário não deixará de se colocar. Terça-feira é o dia das eleições, mas poderá ser neste posterior jogo de troca de cadeiras que se decidará quem controla afinal o Senado.

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01
Nov 10
publicado por Nuno Gouveia, às 22:31link do post | comentar

Este é o título de uma notícia do Politico que animou as últimas horas na política americana. Segundo a notícia, segundo fontes anónimas, líderes do Partido Republicano estão a preparar uma estratégia para impedir que Sarah Palin consiga ganhar a nomeação republicana. Não é novidade para ninguém que Palin é vista por muitos republicanos como "inelegível" numas eleições gerais. Como escrevi aqui, o establishment republicano não vai ficar quieto perante a possibilidade de Palin poder ganhar as primárias republicanas. Mas não me parece o mais correcto lançar este tipo de notícias para a opinião pública, que vitimizam Palin e ainda lhe dão mais força. Não por acaso, vários pré-candidatos, como Mitt Romney, Haley Barbour e Rudy Giuliani (sim, parece que o antigo Mayor de Nova Iorque está a pensar numa nova candidatura) já vieram a público criticar esta noticia. Uma coisa é verdade: neste momento ninguém parece querer afrontar Sarah Palin em público. A expecção tem sido Karl Rove. Isto também diz muito do estado do Partido Republicano, que apesar de estar perto de uma vitória histórica, parece estar refém de Palin. Não são boas notícias para as suas aspirações em derrotar Obama em 2012.


publicado por Nuno Gouveia, às 15:05link do post | comentar | ver comentários (3)

A minha previsão é que os republicanos vão ficar com 49 senadores após as eleições de amanhã. Mas as últimas sondagens do estado de Washington indicam que Dino Rossi aproximou-se da senadora Pat Murray na última semana. Rossi é um veterano no estado, tendo já perdido por duas vezes o governo estadual por curta margem. E por isso ninguém ficará surpreendido se voltar a ser derrotado. Mas neste clima eleitoral tudo é possível. Se acontecer aqui um imprevisto, esta poderá ser a eleição que poderá empatar tudo, deixando a decisão da maioria para a Califórnia, onde Barbara Boxer mantém-se como favorita.


publicado por Nuno Gouveia, às 10:29link do post | comentar

O José Gomes André alertou, e bem, para o que pode destruir a noite eleitoral do Partido Republicano. As expectativas estão tão elevadas, que um bom resultado pode não chegar para clamarem por vitória. Mas são as empresas de sondagens, até mais do que os republicanos, os responsáveis por esta situação. Os políticos, analistas e consultores republicanos apenas têm acompanhado a onda que vem das sondagens. Provavelmente não será o mais acertado, mas percebe-se bem o seu entusiasmo. Veremos se não foi contraproducente.


Atentemos apenas na Gallup, uma das empresas mais credíveis dos Estados Unidos, que estuda o sentimento geral da opinião pública desde o final da década de 1940. Ontem à noite foi publicada a última sondagem antes da eleições, dando uma vantagem de 55-40 aos republicanos. Para termos uma ideia da importância deste número, em 1994, quando os republicanos conquistaram 54 lugares na Câmara dos Representantes, na última sondagem da Gallup os partidos estavam praticamente empatados.

 

Na terça-feira, se o Partido Republicano não alcançar uma vitória esmagadora, eles não serão os únicos a falhar. As empresas de sondagens, como se pode observar pela média do Real Clear Politics, também terão falhado escandalosamente.



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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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