31
Jul 10
publicado por Nuno Gouveia, às 17:02link do post | comentar | ver comentários (2)

Se as eleições para o Senado fossem na proxima semana o Partido Democrata, apesar de sofrer uma pesada derrota, manteria o controlo do Senado. Os republicanos ganhariam, muito provavelmente, sete lugares, mas perderiam a Flórida para o agora independente Charlie Crist. Se fosse este o calendário eleitoral, os democratas ficariam com 52 lugares e os republicanos com 47.

 

Eleições mais competitivas

 

Partido Democrata é favorito:

Wisconsin e Washington: Há três meses eram "safe seats" para os democratas. Nas últimas semanas já apareceram sondagens que colocam os candidatos republicanos à frente. Podem ser conquistas para o GOP.

Califórnia: Um "Blue State". A Senadora Barbara Boxer é extremamente impopular e enfrenta Carly Fiorina, que tem muitos milhões para gastar. Mas a minha aposta vai para Boxer.

Nevada: Harry Reid parecia condenado. Mas a nomeação de Sharron Angle, uma candidata do Tea Party, parece ter ferido as hipóteses do Partido Republicano em ganhar esta eleição. A última sondagem dava um ponto de vantagem a Reid, o que era impensável há alguns meses. Angle não terá vida fácil.

 

Partido Republicano é favorito:

Illinois: Mark Kirk (R) ainda pode ser considerado o favorito a vencer esta eleição para ocupar o antigo lugar de Barack Obama. Mas os últimos dois meses foram confrangedores, com acusações de embelezamento do seu currículo militar, entre outras trapalhadas. A sua sorte é que o candidato democrata, Alexis Giannoulias, também não está em grande forma, com escândalos que afectaram os negócios da família. Tudo em aberto.

Missouri: Tudo aponta para que o republicano Roy Blunt vá derrotar a opositora democrata. Barack Obama é extremamente impopular no estado, e foi o único estado do Midwest que votou John McCain no último ciclo eleitoral. Mas nunca teve mais de seis por cento de vantagem em nenhuma sondagem dos últimos meses. Não é uma vitória certa.

Pennsylvania e Ohio: Dois estados do Midwest* onde Pat Toomey e Rob Portman (R) têm liderado nas sondagens sobre Lee Fisher e Joe Sestak (D). Mas com oscilações. Se no segundo caso apostaria desde já numa vitória do republicano, na Pennsylvania o caso é diferente.

Colorado e New Hampshire: Ainda não há candidatos definidos nos dois partidos. Os republicanos têm aparecido constantemente à frente nos dois estados. Mas depois das primárias é que haverá mais certezas. Ou não.

Kentucky: um lugar de senador republicano em perigo num "Red State" neste ciclo eleitoral? Talvez não, mas depois de Rand Paul vencer a nomeação republicana já surgiram sondagens que colocam Jack Conway (D) muito próximo de Paul. A última a apenas três por cento. Continuo a apostar na vitória de Paul, mas tudo irá depender da sua campanha eleitoral e da forma como controlar a mensagem. Apesar de Ayn Rand ter ganho popularidade na América, é preciso ter cuidado com algumas ideias. Paul já o percebeu e retirou-se dos holofotes da imprensa.

 

Florida:

O agora independente Charlie Crist tem aparecido quase sempre à frente de Marco Rubio (R), devido à fraca postura do potencial candidato democrata (ainda vão decorrer primárias). Até devido às sondagens não tenho dúvidas que se as eleições fosse em breve, Crist seria o novo senador pela Florida. Mas não colocaria já de parte Rubio. Nas primárias republicanas chegou a estar 40 pontos atrás e depois fez com que Crist abandonasse o seu partido de sempre e se candidatasse como democrata. Será uma das campanhas mais interessantes para seguir.

 

Conclusão:

O Partido Democrata deverá mesmo manter a maioria no Senado. Para a perder, os republicanos necessitavam de vencer todos os estados que coloco a vermelho e ganhar quatro destas cinco eleições: Califórnia, Nevada, Wisconsin, Washington e Florida. Quase impossível.

 

* erradamente coloquei a PA no Midwest. Basta olhar para o mapa para ver que não é assim. Obrigado ao Alexandre Burmester pela correcção.


29
Jul 10
publicado por Nuno Gouveia, às 20:47link do post | comentar | ver comentários (1)

Depois das fugas de informação secretas publicadas no Wikileaks, a TIME tem esta semana na capa esta imagem polémica. A explicação está aqui. O título da reportagem também não deixa margem para dúvidas: "What Happens if We Leave Afghanistan". Numa altura em que a guerra tem vindo a perder popularidade, esta capa é importante para o governo americano.

 

Uma coisa boa já sucedeu com esta capa: a jovem que foi desfigurada pelos Talibãs está protegida em local incerto e irá deslocar-se aos Estados Unidos para realizar uma cirurgia plástica.


26
Jul 10
publicado por Nuno Gouveia, às 15:55link do post | comentar | ver comentários (6)

Hoje vários jornais publicaram informações retiradas de documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão, que têm origem no site Wikileaks (que está offline). Este site é mantido por voluntários e destina-se a publicar provas que são fornecidas por fontes anónimas de actividades do governo. Tornou-se mundialmente famoso depois de colocar online um vídeo onde era mostrado um ataque de forças americanas no Iraque, no qual morreram dois jornalistas da Reuters. Tenho algumas dúvidas da legitimidade da publicação de algumas das informações, pois, além de poderem colocar em risco os militares no terreno, podem causar problemas à condução da(s) guerra(s). Mas elas aí estão, e o governo americano não tem legitimidade (e ainda bem) para impedir a sua publicação. São uma nova realidade que têm de enfrentar. A solução passa por "perseguir " e prender quem comete os crimes de divulgar as informações secretas.

 

Adenda:  o comentário de Mark Halperin


22
Jul 10
publicado por Nuno Gouveia, às 23:18link do post | comentar | ver comentários (13)

 

Nos Estados Unidos têm surgido nos últimos anos grandes inovações na Internet que revolucionaram a política e o activismo político. O melhor e mais conhecido exemplo é o Huffington Post, que se transformou num baluarte da esquerda americana na Internet. Mas a revolução não pára e esta semana, dois sites conservadores, deram um novo passo rumo ao futuro da Internet e do activismo político. Apesar de nem sempre pelas melhores razões, é um sinal que o poder político tem de aprender a lidar com este novo fenómeno.


Começo pelo caso que considero negativo. Um site conservador, bastante popular nos Estados Unidos, o BigGovernment.com, de Andrew Breitbart, publicou no seu site um vídeo, onde uma funcionária do Departamento de Agricultura tecia considerações racistas sobre agricultores brancos.  O Secretário da Agricultura, Tom Vilsak, com receio de levar com uma catadupa de criticas nos media, especialmente nos programas de comentário da Fox News, demitiu a funcionária imediatamente. Mas as declarações tinham sido retiradas do contexto em que foram proferidas. Ninguém se deu ao trabalho de investigar e se de facto a funcionária tinha falado em termos racistas. A começar pela Administração, que demitiu a senhora sem querer saber da verdade. E também do administrador do site, que se desculpou dizendo que tinha recebido as declarações como as publicou. Mas isto demonstra o receio que os governantes americanos têm deste tipo de sites, que não são propriamente meios jornalísticos, mas têm capacidade de investigação própria, capazes de morder os calcanhares ao poder politico.


A outra história surgiu também de um site conservador, de Tucker Carlson, o The Daily Caller. Um grupo de jornalistas, activistas e professores universitários de esquerda manteve ao longo de vários anos uma mailing list, a Journalist, onde teciam considerações sobre a vida política americana. O problema desta lista é que participavam jornalistas de órgãos como a Time, The Economist, Washington Post ou Newsweek. E foram publicadas diversas opiniões que envergonham a profissão de jornalista. Por exemplo, quando Sarah Palin foi escolhida por John McCain, alguns dos jornalistas discutiam formas de a criticar publicamente, acertando uma estratégia deliberada para a “abater” na praça pública. Outras das conversas publicadas visavam afastar os holofotes dos media da polémica que afectou a campanha de Barack Obama por causa do Reverendo Jeremiah Wright. Se fossem apenas activistas e professores universitários a empreender tal estratégia, mal nenhum haveria. Mas o problema é que surgiram jornalistas no meio da conversa, que cobriam a campanha presidencial. Presumo que esta confusão não irá terminar tão cedo.


Estes dois exemplos recentes demonstram uma coisa, que há vários anos é uma realidade, mas que tem vindo a ganhar novos contornos: a investigação jornalística já não depende apenas dos media tradicionais. E a investigação da oposição está a passar dos políticos directamente para este tipo de sites. Sendo que estes últimos são mais eficazes, pois ao lançarem este tipo de histórias mexem imediatamente com o poder político, tendo uma grande ressonância na opinião pública.

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21
Jul 10
publicado por Nuno Gouveia, às 15:36link do post | comentar | ver comentários (3)

 

No dia em que foi publicada mais uma sondagem negativa para Barack Obama, regresso ao tema das presidenciais de 2012. Existe neste momento uma euforia quase generalizada entre os republicanos que Obama é um novo Jimmy Carter. E por isso, poderá ser facilmente derrotado. Se é apenas estratégico ou real, isso é outra coisa. Mas na verdade na opinião publicada conservadora têm surgido vários indícios disso, apontado para as fragilidades actuais do Presidente.


Num artigo brilhante, Charles Krauthammer coloca água na fervura, e aponta para os pontos fortes do Presidente. Em política nunca se deve menosprezar um adversário. E se ele chamar-se Barack Obama, então isso poderá ser um erro fatal. Colocando de parte as reservas que manifestei perante o campo de  possíveis candidatos republicanos, Obama é o Presidente. E, como tem sido reafirmado por vários analistas, tem conseguido avançar a sua agenda no Congresso. Impopular e que vai contra a vontade da maioria dos americanos. No entanto, tem feito coisas. Não poderá ser acusado de não fazer nada, o que já é uma vantagem. Além disso, Obama mantém uma considerável boa imagem pessoal perante os americanos, apesar da impopularidade das suas politicas. Até 2012 ainda muito irá acontecer, e nesta segunda parte do mandato, depois das Intercalares, a sua postura tenderá a ser diferente: menos ideológica, menos reformista e mais conciliadora. Provavelmente até irá tomar posições que desagradará a sua base de apoio, para ir de encontro aos republicanos e independentes.


Dois anos em politica são uma eternidade. Se as eleições fossem já em Novembro, provavelmente Barack Obama seria derrotado. Mas ainda tem muito tempo para recuperar o seu capital  de confiança perante o povo americano. Foi assim com Ronald Reagan e Bill Clinton, que não estavam em grande forma a meio dos seus primeiros mandatos. Não quero dizer com isto que não será derrotado. Apenas mantenho as minhas reservas. Claro que o estado da economia poderá ser decisivo. A menos que a situação não melhore substancialmente, Obama mantém hipóteses elevadas de reeleição.



19
Jul 10
publicado por Nuno Gouveia, às 23:20link do post | comentar

Nas últimas semanas os dirigentes do Partido Democrata do Congresso e elementos da Casa Branca têm divergido entre si sobre as eleições intercalares. Por um lado, a Administração tem baixado as expectativas, tendo Robert Gibbs admitido mesmo que os Democratas poderiam perder o controlo da Câmara dos Representantes. Os congressistas e senadores, assustados com esta realidade, têm reafirmado a sua crença que vão manter a maioria. Enquanto Barack Obama pensa sobretudo na reeleição em 2012, os democratas de Washington pensam na sua sobrevivência.

 

O cenário não é positivo para os Democratas. Todas as sondagens apontam para um desgaste enorme no apoio dos independentes à agenda democrata, com estes a aproximarem-se da mensagem republicana. Em contraste ao pouco entusiasmo dos Democratas, os Republicanos estão motivados para irem às urnas em Novembro. Em termos financeiros, os Republicanos têm angariado muito mais dinheiro, e isso poderá marcar a diferença. Este panorama poderá transformar as eleições de Novembro num pesadelo para os Democratas. Mas vamos por partes.

 

Os republicanos precisam de conquistar 39 lugares para derrubarem Nancy Pelosi como Speaker da Câmara dos Representantes.  No Real Clear Politics, 24 lugares democratas são apontados como possíveis conquistas republicanas, enquanto apenas perdem três. Dos 35  colocados em situação de empate técnico, apenas dois são actualmente ocupados por republicanos. Isto quer dizer que bastaria manterem esses dois lugares e vencerem 18 dos restantes 33 lugares em situação de empate. No actual ambiente, é bem possível que tal suceda.

 

No Senado, a situação é bem mais complexa para os Republicanos. Nos últimos três meses, a Califórnia, Wisconsin e Washington, anteriormente considerados seguros para os Democratas, transformaram-se em empates técnicos. Mas também perderam a vantagem que tinham na Florida, onde Charlie Crist tem surgido como frontrunner e no Nevada, onde a candidata republicana, que tem actuado de forma medíocre, se tem afundado perante Harry Reid. Para obterem a maioria, precisariam de vencer nove das dez eleições que neste momento estão empatadas. Um situação improvável, mas não impossível.

 

Regresso à divisão entre a Casa Branca e os Democratas do Congresso. Aos primeiros interessa sobretudo baixar as expectativas. Foi isso que Gibbs fez. Porque as eleições intercalares vão ser consideradas sobretudo um referendo à Administração Obama. Um cenário em que os republicanos obtenham grandes avanços, mas não consigam ganhar nenhuma das Câmaras, seria transformado numa vitória para Barack Obama. O jogo das expectativas é importante, e mesmo que os republicanos ganhem 38 lugares na Câmara dos Representantes e 8 lugares no Senado, isso poderá ser vendido ao povo americano como uma vitória de Obama. Pelo contrário, para os políticos que vão a votos em Novembro, não interessa agora discutir uma possível vitória dos republicanos. O entusiasmo já não é grande, e o pior que podia acontecer aos democratas, é instalar-se o pessimismo nas suas hostes. Mas há muito nervosismo.


publicado por Nuno Gouveia, às 15:28link do post | comentar | ver comentários (3)

O mais exótico candidato deste ciclo cleitoral, o democrata Alvin Greene da Carolina do Sul, fez ontem a sua primeira aparição pública em campanha. E, mais uma vez, conseguiu surpreender. Um dos seus objectivos é livrar o país dos comunistas e terroristas.


17
Jul 10
publicado por Nuno Gouveia, às 23:17link do post | comentar

Foram esta semana encontrados destroços de um barco do século XVIIi no Ground Zero em Nova Iorque.


publicado por Nuno Gouveia, às 16:50link do post | comentar | ver comentários (4)

Aconselho a leitura deste artigo no Político sobre as primárias republicanas, onde são explicados os últimos passos dos diversos potenciais candidatos. Neste momento acredito que Mitt Romney e Tim Pawlenty já tenham decidido avançar. Os restantes veremos.


15
Jul 10
publicado por Nuno Gouveia, às 22:24link do post | comentar | ver comentários (2)

Mantenho a convicção que dificilmente Barack Obama poderá ser derrotado em 2012. Mas começam a surgir sinais que, pelo menos, poderá ter dificuldades em ser reeleito. Dos Presidentes que conquistaram a reeleição, e se olharmos para os últimos 60 anos, apenas George W. Bush teve dificuldades em ganhar. Todos os outros, como Eisenhower, Johnson, Nixon, Reagan e Clinton foram facilmente reeleitos. Mas os ventos não estão favoráveis para Obama.


Hoje foi publicada uma sondagem da Public Policy Polling, uma empresa próxima do Partido Democrata, que diz que Obama perderia para Romney (3%), Huckabee (2%) e Gingrich (1%) e empataria com Palin. Estes dados são preocupantes para Obama, numa altura em que a sua popularidade anda na ordem dos 40s%, e em que grande parte dos independentes tende a apoiar políticos republicanos. As eleições intercalares de Novembro poderão ser um barómetro para o estado da Administração Obama. As previsões apontam para grandes conquistas do Partido Republicano na Câmara dos Representantes, no Senado e nos lugares de Governadores. Se o GOP obter a maioria de uma das câmaras e grande parte dos governos estaduais, poderão estar criadas as condições para uma onda republicana para 2012. Mas mesmo que tal suceda, mantenho-me céptico sobre uma derrota de Obama.


Em caso de derrota severa em Novembro, isso não significa que Obama vai perder. Afinal em 1994 Bill Clinton também sofreu nas urnas e acabou por bater facilmente Bob Dole em 1996. Obviamente isso implica que Obama retire consequências directas desse resultado, e efectue mudanças nas politicas da Administração. Tal como Clinton fez. Mas nos Estados Unidos normalmente não são os governantes que perdem eleições. É preciso que as oposições demonstrem capacidade para as vencer. Foi assim com Reagan em 1980 e Bill Cinton em 1992. Não basta esperar que o poder lhes caia no colo. E daí o meu cepticismo.

 

Não vejo no Partido Republicano, neste momento e apesar dos estudos de opinião, candidatos ganhadores. Está certo que os republicanos aparecem todos à frente de Obama, mas neste momento o Presidente é o alvo de toda a oposição, o que não se passa com republicanos. E destes candidatos, o único que talvez não gere muitos anticorpos na sociedade americana é Mitt Romney. Gingrich (figura que aprecio) tem muitos ódios, Huckabee está muito relacionado com a direita religiosa e Palin teria sempre muitas dificuldades em ultrapassar uma longa campanha de quase 2 anos. A melhor hipótese para o Partido Republicano é que um destes frontrunners se credibilize como figura aglutinadora da direita contra Obama (e acho que Romney é o mais bem colocado) ou que surja um novo valor que consiga apresentar-se como um sinal de esperança para o povo americano. Candidatos? Tim Pawlenty, Bobby Jindal, Mitch Daniels ou até John Thune. Haverá outros certamente. Mas também duvido que o GOP escolha o melhor candidato para derrotar Obama. Ao contrário de ciclos eleitorais anteriores, actualmente uma primária republicana é um concurso para eleger o candidato mais puro em termos ideológicos. E isso pode ser contraproducente em termos eleitorais. Veja-se os casos do Kentucky e Nevada, onde as escolhas das primárias republicanas colocam em causa vitórias que seriam quase certas com outro tipo de candidatos. Mas depois de Novembro voltarei ao tema.


publicado por Nuno Gouveia, às 01:42link do post | comentar

Ainda sobre o derrame no Golfo do México. Do Político


13
Jul 10
publicado por Nuno Gouveia, às 02:28link do post | comentar

Foi dessa forma que Bill Kristol definiu o recém criado "Emergency Committee for Israel", que reúne diversas personalidades da direita americana, com o próprio Kristol, Rachel Adams e Gary Bauer a lideraram a organização (ler notícia de Ben Smith). Em ano eleitoral, este grupo já anunciou que irá interferir em várias eleições, nomeadamente onde existirem candidatos que eles consideram "hostis" a Israel. O  primeiro alvo do grupo foi o democrata Joe Sestak, candidato ao senado na Pennsylvania.


12
Jul 10
publicado por Nuno Gouveia, às 22:30link do post | comentar | ver comentários (2)

Warren Harding foi o 29º Presidente dos Estados Unidos e um dos mais controversos de toda a história americana. Envolvido em diversos escândalos de corrupção, acabou por morrer de ataque de coração em 1923, três anos depois de ter sido eleito. O seu sucessor foi Calvin Coolidge, que viria a ser reeleito em 1924.


Hoje foi notícia que a sua Administração vai ser o tema de fundo de um filme, que se irá chamar "Unscrupulous". O argumento ainda não está escrito, mas irá basear-se no livro de 1980 de Charles L. Mee, "The Ohio Gang".


06
Jul 10
publicado por Nuno Gouveia, às 15:57link do post | comentar | ver comentários (2)

Em Novembro a América vai a votos. Além da totalidade da Câmara dos Representantes e de 1/3 do Senado, vão ser eleitos 37 novos governadores. E também aqui as perspectivas são bastante animadoras para o Partido Republicano. Um estudo da Universidade do Minnesota indica que neste momento os republicanos lideram em 28 estados, podendo ter a maior vitória de sempre se conseguirem vencer 30 estados, ultrapassando o recorde de 29 vitórias de 1920. Muitas destas eleições têm um significado meramente estadual, podendo facilmente ser desligadas da realidade nacional. Como no Vermont - um dos estados mais à esquerda da União que tem sido governado por um republicano - mas estas perspectivas para o Partido Republicano podem indicar que pode estar à vista uma landslide republicano em Novembro. A seguir com atenção.


05
Jul 10
publicado por José Gomes André, às 01:31link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Com tanto calor, quase nos esquecíamos deste dia único na história americana. O vídeo fala por si, mas no 4 de Julho, sempre me apetece dizer: "Long live the USA"!


01
Jul 10
publicado por Nuno Gouveia, às 23:48link do post | comentar

As empresas de sondagens movimentam milhões de dólares todos os anos. São um dos negócios mais lucrativos do mercado da política nos Estados Unidos. E, como em todos os negócios, há sempre desonestidade em algumas empresas. Já tinha lido qualquer coisa sobre o assunto, mas o Pedro Magalhães dá aqui umas luzes sobre um esquema duvidoso em que uma empresa de sondagens (Research 2000) foi apanhada. A ler.

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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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