30
Mar 10
Por Nuno Gouveia, às 15:50 | comentar | ver comentários (12)

Há muito que a política norte-americana é fértil em inovações na área tecnológica. Esta até nem é uma grande novidade, mas Tim Pawlenty, governador do Minnesota e apontado como candidato republicano à nomeação de 2012, vai organizar amanhã um townhall na sua página do Facebook. Pawlenty tem vindo a dar sinais que poderá mesmo avançar para uma candidatura presidencial. Apesar de ser pouco conhecido a nível nacional, tem obtido simpatia em diversos sectores do Partido Republicano, e poderá ser uma nova face a apresentar ao eleitorado em 2012. Neste momento será um darkhorse (candidato com poucas hipóteses), mas apenas está a começar  a sua caminhada.

 

Depois do ciclo eleitoral de 2008, onde Barack Obama esmagou a concorrência com a vantagem online, todos os aspirantes a políticos de sucesso não descuram a utilização da Internet como forma de angariar apoio. Interessante verificar que, ao contrário do que sucede por cá, os políticos americanos não temem enfrentar ambientes que poderão ser hostis, sem controlar o que lhes é perguntado ou a forma como são interpelados. O que só lhes fica bem.


Por José Gomes André, às 12:00 | comentar | ver comentários (8)

Embora seja de esperar uma vitória Republicana nas eleições intercalares, no cenário actual, parece-me improvável (embora não impossível) que o GOP recupere o controlo do Senado. Vejamos: para os Republicanos alcançarem este objectivo necessitariam de ganhar dez lugares aos Democratas (admitindo que os independentes Sanders e Liebermann continuam no caucus "azul" e nenhum outro Senador muda de partido). O que exigiria vencer, para além dos quase garantidos Dakota do Norte, Delaware e Arkansas:

 

1) Indiana e Nevada (o favoritismo é Republicano, mas convém recordar que Obama ganhou em ambos os Estados);

2) Pensilvânia e Colorado (verdadeiros toss-ups por esta altura);

3) três Estados "à escolha" entre Illinois, Wisconsin, Califórnia, Washington e Nova Iorque;

 

Mesmo dando de barato os dois primeiros itens, o ponto 3 representa um obstáculo considerável, pois pressupõe pelo menos três vitórias em Estados claramente dominados pelos Democratas (particularmente nas eleições federais) e onde as sondagens só são favoráveis aos Republicanos quando se apresentam nomes específicos: Mark Kirk (IL), Tommy Thompson (WI), Tom Campbell (CA), Dino Rossi (WA) e George Pataki (NY). O problema é que, deste lote, só Kirk e Campbell já demonstraram interesse na corrida eleitoral (Kirk é o nomeado do GOP no Illinois, Campbell disputará as primárias Republicanas na Califórnia). E sem Thompson, Rossi e Pataki, os Republicanos dificilmente poderão triunfar nos Estados em causa.

 

Por outro lado, importa perceber que os Republicanos também jogam à defesa em alguns casos - particularmente no Missouri, Ohio e New Hampshire, onde se prevêem eleições disputadas. E caso o ambiente nacional se alterar na direcção Democrata, até Estados praticamente garantidos, como a Florida, a Carolina do Norte e o próprio Kentucky podem "estar em jogo"Se resistirem nestes seis Estados, os Republicanos estarão mais perto do objectivo "10 vitórias líquidas", mas parece-me de qualquer forma um cenário improvável.

 


Por Nuno Gouveia, às 00:20 | comentar | ver comentários (5)

 

Uma das eleições mais interessantes do próximo mês de Novembro será na Pensilvânia. Arlen Specter, senador desde 1981, luta pela sobrevivência. Depois de ter sido democrata até 1966, ano em que foi eleito como Procurador de Filadélfia, Specter foi ao longo da sua carreira política uma voz moderada no Partido Republicano. No ano passado, sob ameaça de uma derrota nas primárias republicanas, e com o apoio do de Barack Obama e Harry Reid, mudou de partido, oferecendo a maioria de 60 senadores ao Partido Democrata.

 

Como se pode ver nesta reportagem da CNN, a reeleição para Specter é uma grande incógnita. Em princípio, e segundo todas as sondagens conhecidas, deverá conseguir vencer as primárias democratas contra o congressista Joe Sestak. Mas contra o favorito republicano, o antigo congressista Pat Toomey, o cenário é bem diferente. A maioria das sondagens atribui favoritivismo a Toomey, e o contexto muito desfavorável aos democratas poderá indicar que, como esta peça da CNN diz, Specter poderá estar mesmo no fim da linha.


29
Mar 10
Por Nuno Gouveia, às 16:36 | comentar | ver comentários (6)

Ao contrário do que previam alguns analistas, Barack Obama não obteve uma melhoria substancial na sua popularidade depois de aprovada a reforma da saúde. Segundo a Gallup, Obama mantém os mesmos níveis anteriores, com uma taxa de 46 por cento de aprovação. Apesar da lei impopular, alguns analistas previam que tivesse um "salto" significativo depois de cumprir uma das suas principais promessas de campanha. Se nas próximas semanas o cenário se mantiver, o cenário negro para Novembro previsto até aqui não se alterará. A única salvação para os democratas será mesmo uma melhoria substancial na economia. Algo que está distante de suceder.


27
Mar 10
Por José Gomes André, às 15:53 | comentar | ver comentários (2)

Depois de um dia muito feliz, continuo a receber notícias cuja simpatia me desarma. Ontem, foi o Pedro Correia a fazer-me esta "maldade". E hoje, foi a vez do Professor João Carlos Espada escrever no jornal "i" um artigo sobre James Madison, que toma como ponto de partida a minha tese de Doutoramento. O meu muito obrigado aos dois.


25
Mar 10
Por Nuno Gouveia, às 16:00 | comentar | ver comentários (10)

O José Gomes André defende amanhã, sexta-feira, pelas 10h30, a sua tese de Doutoramento "Razão e Liberdade. A Filosofia Política de James Madison". Terá lugar na Reitoria da Universidade de Lisboa, na Sala de Doutoramentos.


22
Mar 10
Por Nuno Gouveia, às 15:49 | comentar | ver comentários (10)

Barack Obama e a esmagadora maioria democrata no Congresso aprovaram a reforma da saúde. Apesar da maioria dos americanos estarem contra este aumento brutal do papel do Estado Federal, os democratas apenas cumpriram o que prometeram nas campanhas eleitorais recentes. Mas com a reforma a entrar apenas em vigor em 2014, a batalha apenas terá começado agora.

 

Em Novembro próximo haverá eleições intercalares, e serão, talvez mais do que nunca, um verdadeiro ensaio para as próximas presidenciais. O influente colunista conservador Bill Kristol já deu o mote para os republicanos, defendendo que a revogação desta lei deverá ser o cavalo de batalha do Partido Republicano para os próximos ciclos eleitorais. John McCain disse que os republicanos vão conseguir revogar esta lei. Na história da política americana não é comum que uma reforma desta envergadura seja revertida. E mesmo que os republicanos alcancem a maioria nas duas câmaras em Novembro, contarão sempre com o veto de Barack Obama. Por isso, as presidenciais de 2012 serão fundamentais nesta batalha. Apenas com uma maioria no Congresso e uma Casa Branca republicana poderão impedir que esta lei entre em vigor em 2014. Para terem sucesso, precisarão de um candidato vencedor para 2012, algo que neste momento parece muito difícil de alcançar, apesar das fragilidades de Barack Obama.

 

Os democratas começam também agora a batalha pela conquista da opinião pública, até ao momento adversa. Se conseguirem convencer os americanos que esta lei é positiva, e transformarem esse apoio em votos em Novembro de 2010 e 2012, poderão mesmo fazer história. A grande batalha será, mais uma vez na história americana, no campo da economia. Precisam rapidamente de minorar os efeitos da crise e iniciar um período de crescimento económico que minimize a reforma da saúde. Se os americanos tiverem os bolsos cheios, coisa que actualmente não sucede, esta reforma da saúde poderá ser considerada até pelos críticos como um mal menor, e com isso, darem o aval a mais este avanço do Estado Federal. Mas neste momento, e apesar do enorme sucesso obtido pelos Democratas ontem à noite, o cenário continua negro.


Por José Gomes André, às 14:45 | comentar

Vou estar hoje no jornal das 16h, na RTPN, para falar um pouco sobre a aprovação da reforma da saúde nos EUA. Nos próximos dias, conto deixar aqui no "Era uma vez na América" algumas observações sobre este importantíssimo pacote legislativo e a leitura política que o mesmo justifica. Stay tuned.


Por José Gomes André, às 02:52 | comentar | ver comentários (1)

Dia histórico nos Estados Unidos: depois de semanas de discussão - e de um fim-de-semana particularmente activo - a Câmara dos Representantes votou favoravelmente o plano de reforma de saúde proposto pela Administração Obama e reformulado pelo Congresso. Todos os Republicanos votaram contra, mas a liderança Democrata (e neste aspecto há que tirar o chapéu a Nancy Pelosi) conseguiu evitar uma excessiva cisão no seu partido, garantindo assim os votos necessários: apesar de 34 Democratas terem votado desfavoravelmente, o projecto-lei passou com 219 votos a favor e 212 contra. Para que esta reforma ansiada pelo Partido Democrata venha a ser posta em prática, resta agora apenas que o Presidente Obama promulgue o referido projecto-lei - o que deve suceder nos próximos dias.

 


18
Mar 10
Por Nuno Gouveia, às 14:58 | comentar | ver comentários (5)

O José Gomes André fala aqui em baixo na ligeira  retoma democrata. Eu continuo a achar que a situação continua muito favorável para os republicanos. Veja-se por exemplo as sondagens publicadas hoje na Califórnia. O favorito republicano Tom Campbell aparece com uma vantagem de 1 ponto sobre a senadora democrata Barbara Boxer, e Carly Fiorina está apenas 1 ponto atrás. Na Pennsylvania, uma sondagem publicada ontem dá uma vantagem de 9 pontos ao republicano Pat Toomey sobre Arlen Specter. E no Wisconsin, considerado até há poucas semanas um lugar seguro para os democratas, foi publicada esta semana uma sondagem que coloca o possível candidato republicano Tommy Thompson com mais 12 pontos que o actual senador democrata Russ Feingold. 


Têm sido publicadas sondagens que colocam muitos senadores democratas em perigo, e sabe-se que senadores incumbentes com níveis de popularidade abaixo dos 50 por cento em anos eleitorais correm muitos riscos de serem derrotados, até pela dinâmica da própria corrida eleitoral. Como tenho vindo a defender, e dada a grande desvantagem que existe no senado (41-59) é improvável os republicanos venham a conquistar a maioria. Mas não é de todo impossível, especialmente se a impopular reforma do sistema de saúde vier a ser aprovada nas duas câmaras. 


Por José Gomes André, às 01:51 | comentar

Embora sem abalar a convicção geral de comentadores e analistas que os Republicanos são favoritos nas eleições intercalares de Novembro, dados recentes mostram que talvez os Democratas escapem a uma verdadeira hecatombe. Depois de um período em que os candidatos "azuis" desceram a pique nas sondagens, os últimos estudos de opinião mostram um quadro de recuperação moderada.

 

Particularmente relevantes são os casos do Colorado (onde uma sondagem da PPP mostra os dois eventuais candidatos Democratas em vantagem), Califórnia (com Barbara Boxer a bater vários adversários possíveis), o Connecticut (onde Richard Blumenthal tem a eleição praticamente assegurada) e a Pensilvânia (onde uma das duas sondagens efectuadas em Março coloca Arlen Specter na frente).

 

Em todo o caso, estes são quatro Estados com senadores Democratas, pelo que se tratam apenas de cargos potencialmente mantidos e não conquistados. O facto de estarem em disputa mostra, essencialmente, que em 2010 são os Democratas a jogar à defesa, e não os Republicanos, como sucedeu nas últimas duas eleições para o Congresso.

 


17
Mar 10
Por Nuno Gouveia, às 14:29 | comentar | ver comentários (2)

Barack Obama vai visitar Portugal durante o mês de Novembro, nos dias 19 e 20, para participar na cimeira da Nato, que se realiza em Lisboa. Nessa visita, o presidente americano deverá ter encontros com Cavaco Silva e José Sócrates. 

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16
Mar 10
Por Nuno Gouveia, às 00:08 | comentar

Esta próxima semana é crucial para a reforma da saúde, pois prevê-se que haja uma votação na Câmara dos Representantes até ao fim da semana.  Os congressistas Chris Van Holen, do Partido Democrata e Eric Cantor, do Partido Republicano, estiveram ontem na Fox News a discutir este assunto. 

 


15
Mar 10
Por José Gomes André, às 15:50 | comentar | ver comentários (7)

É já amanhã (terça-feira), no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, às 10h. Com António Sousa Lara, Victor Cajarabille e Luís Costa Ribas. Terei o prazer de participar com uma breve exposição sobre os feitos de Obama na política interna, procurando explicar e enquadrar os (relativos) falhanços em vários domínios, particularmente na reforma da saúde. Mais informações, aqui.


13
Mar 10
Por José Gomes André, às 01:53 | comentar | ver comentários (3)

Um dos dados estruturais que permitem antever um resultado negativo para o Partido Democrata em Novembro reside no domínio alargado que este usufrui no Congresso. Depois de um período de maior influência Republicana, os Democratas encetaram recuperações notáveis em 2006 e 2008. Na Câmara dos Representantes conquistaram 53 lugares em duas eleições (21 em 2006, 32 em 2008). E no Senado, passaram de 45 membros (em 2004) para 51 (2006) e, em 2008, para uma bancada muito alargada (que chegou a ser de 60 membros e é agora de 59, depois da derrota no Massachusetts). 

 

Em sentido inverso, os Republicanos estão num dos pontos mais baixos da sua representação política federal em muitos anos. Na verdade, a sua bancada actual na Câmara dos Representantes é a mais diminuta desde 1992; e no Senado só encontramos situação tão calamitosa (41 membros) há mais de três décadas.

 

Em suma, os Democratas atingiram com as vitórias claras de 2006 e 2008 um tal domínio no Congresso, que poderíamos designá-lo de "máximo valor possível", especialmente num quadro bipolarizado que caracteriza a política americana. Da mesma forma, os Republicanos partem de uma situação tão frágil que se torna quase inevitável que recuperem vários lugares em ambas as câmaras. Naturalmente, a dimensão desta recuperação será determinante para avaliar a importância da sua vitória, mas esta torna-se também explicável - desde já - pela desproporcionalidade de forças que se verifica actualmente no Congresso.

 


10
Mar 10
Por Nuno Gouveia, às 11:44 | comentar | ver comentários (2)

Robert Gibbs tinha apontado o dia 18 de Março como data limite para aprovar a lei da saúde, mas ontem o líder da maioria democrata da Câmara dos Representantes (CR), Steny Hoyer, veio a público dizer que essa não é uma data para levar a sério. Na verdade, nas últimas semanas assistimos a avanços e recuos, o que denota uma evidência: os democratas neste momento não têm os votos necessários para aprovar a lei na CR, pois vários dos democratas que votaram favoravelmente a primeira lei recuaram.

 

E a discussão promete continuar nas próximas semanas, com os democratas desesperadamente à procura dos votos necessários para passar a lei através do processo de reconciliação nas duas câmaras. Um longo processo, que pode marcar decisivamente os primeiros dois anos do mandato de Barack Obama. E de forma muito negativa. A acompanhar. 


Por Nuno Gouveia, às 01:40 | comentar

 

Números impressionantes desta sondagem da PPP, que dá uma vantagem de mais de 30 pontos a Marco Rúbio sobre Charlie Crist nas primárias republicanas da Florida. Estas primárias realizam-se apenas em Agosto e até lá muito pode acontecer. Mas não deixa de ser surpreendente a ascensão de Rúbio e a queda de Crist.  


07
Mar 10
Por Nuno Gouveia, às 01:17 | comentar

Uma boa chamada de atenção do Bernardo Pires de Lima. O Iraque domingo vai a votos, e o assunto que tem andado quase ausente da agenda política. Por exemplo, estive a percorrer alguns sites americanos e não abundam as referências às importantes eleições de domingo. Como diz o Bernardo, as melhorias significativas no terreno contribuíram para o seu afastamento da arena mediática, e a situação militar no Afeganistão concentra agora a atenção da política externa norte-americana. Mas se é verdade que a estabilização ocorrida no pós surge do General Petreaus é uma realidade, os riscos são muitos e a estabilidade do regime democrático no Iraque é ainda uma miragem. 

 

Sobre este assunto aconselho a leitura de The American Blanket, do Bernardo Pires de Lima e An opportunity for Iraqis to rewrite their history, de Alan Philps. Aconselho também o artigo de Ayad Allawi. Em Can Iraq’s fragile democracy survive this test?, o antigo Primeiro-ministro iraquiano aponta os sérios riscos que o Iraque atravessa neste momento, apesar de mostrar-se extremamente grato ao papel desempenhado pela Coligação Anglo-Americana na libertação do Iraque da ditadura de Sadam Hussein. 


04
Mar 10
Por José Gomes André, às 02:11 | comentar | ver comentários (1)

 

Como todos os grandes conflitos bélicos, a Guerra Civil Americana está repleta de episódios memoráveis. Um dos meus preferidos refere-se ao encontro dos Generais Grant e Lee, em Appomattox (em Abril de 1865), para discutirem os termos da rendição sulista. Ulysses Grant, o líder do exército nortista, era conhecido pela sua brutalidade e pelo modo temerário com que enfrentara os rebeldes. Robert Lee, o grande General sulista, era igualmente uma lenda. Brilhante estratega, obtivera triunfos impensáveis com um número inferior de forças. Sóbrio no trato, recordava o aristocrata virginiano, frugal, mas simultaneamente conspícuo e educado.


A cena é inesquecível. Grant chega atrasado ao mais importante encontro da sua vida. Apresenta-se com uma camisa de cor esbatida e desabotoada, calças corroídas pela guerra e um par de botas vulgar, escondendo-lhe a lama a cor natural. Não trazia esporas, nem espada, nem revólver. O uniforme confundia-se com o de um soldado raso.


Lee esperava-o a um canto da sala. Vestira o seu melhor fato, um uniforme cinzento irrepreensível, perfeitamente engomado, onde se distinguiam as estrelas reluzentes que lhe designavam a alta patente. Trouxera consigo uma espada notável, que se alongava junto ao corpo. O punho, adornado com belas jóias, aguardava o toque aveludado das experientes mãos do general, cobertas com novíssimas luvas esverdeadas. As botas, impecavelmente limpas, possuíam esporas com grandes rosetas.


Apesar de triunfante – e perante o mais célebre inimigo – Grant manifesta uma excepcional deferência para com Lee, que obtém generosas concessões na negociação dos termos de capitulação. Os soldados sulistas não serão acusados de traição e poderão regressar a casa montando os seus cavalos. Seriam imediatamente fornecidos mantimentos àqueles que ainda se encontravam nas linhas de combate. E três dias mais tarde, ao deporem as armas, os soldados revoltosos receberiam ainda honras militares.


Juro que consigo ouvir o general Grant, sussurrando na direcção de Lee: “peço desculpa por tudo isto”. Afinal, a dignidade não é exclusiva dos vencedores.

 


03
Mar 10
Por Nuno Gouveia, às 13:35 | comentar

Sem supresa, o actual governador do Texas, o republicano Rick Perry, venceu ontem as primárias, batendo senadora Kay Bayley Hutchinson e a candidata apoiada pelo Tea Party, Debra Medina. Na eleição geral, vai defrontar o antigo mayor democrata de Houston, Bill White.


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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