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Dez 11
publicado por Nuno Gouveia, às 17:37link do post | comentar

 

Era inevitável. Depois da subida de Ron Paul nas sondagens no Iowa, a atenção mediática virou-se para ele. E por enquanto, ainda são poucos os adversários que o têm atacado. Mitt Romney simplesmente ignora-o (dá-lhe muito jeito esta subida de Paul), Rick Perry e Newt Gingrich têm dedicado mais tempo a Romney e apenas Bachmann e Santorum têm falado mais de Ron Paul. Mas os media começaram agora um escrutínio ao passado de Ron Paul, nomeadamente sobre umas infames newsletters racistas enviadas na década de 90 em nome do candidato libertário. O assunto não é novo, mas agora que Paul tem hipótese de vencer os caucuses do Iowa, é esperado que temas destes, bem como posições mais afastadas do mainstream sejam exploradas pelos media. E na verdade, como diz Charles Krauthammer neste comentário, Ron Paul não tem reagido bem a este escrutínio público. Durante uma entrevista na CNN com Gloria Borger, Paul cometeu o "pecado" de deixar a comentadora a falar sozinha. Mas esta questão será suficiente para o abater no Iowa? Com a máquina que tem no terreno, e com a divisão do eleitorado tradicional do Partido Republicano por vários candidatos, Paul pode mesmo conseguir vencer com pouco mais de 20 por cento. E aí sim, os ataques à sua campanha começariam a sério, vindos de todos os lados. Até lá, acredito que Paul irá conseguir sobreviver. 

 

Algumas notícias negativas para a campanha de Ron Paul:


In ad for newsletter, Ron Paul forecast "race war", Reuters;

TNR Exclusive: A Collection of Ron Paul’s Most Incendiary Newsletters, The New Republic;

The Company Ron Paul Keeps, Weekly Standard;

Mark Steyn on Ron Paul’s worldview: ‘Sheer stupid, half-witted parochialism, Daily Caller.


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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