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Dez 11
publicado por Nuno Gouveia, às 22:54link do post | comentar

 

A poucos meses de completar nove anos do inicio do guerra do Iraque, os Estados Unidos dão finalmente por terminada a intervenção militar mais polémica desde o Vietnam. Foi um conflito com altos e baixos para os interesses americanos, e nesta hora de retirada é ainda difícil afirmar a forma como esta será avaliada pela história. Esta foi uma guerra extremamente difícil e com um elevado custo para os americanos. Mais quatro mil e quinhentos mortos, cerca de 30 mil feridos e 800 mil milhões de dólares depois, as tropas regressam finalmente a casa. Não entrando na discussão sobre os méritos ou deméritos desta operação, é hoje possível identificar vários erros cometidos nos primeiros anos da guerra, nomeadamente durante o consulado de Paul Bremer (nestes livros encontramos uma descrição fidedigna desses anos conturbados), e verificar que tudo poderia ter sido diferente. Os americanos abandonam Bagdad ainda sem uma democracia consolidada, a paz interna continua presa por arames e nem tudo está bem no país. No entanto, Barack Obama honrou o plano de retirada delineado ainda pela Administração Bush e conta aqui com uma promessa cumprida para apresentar ao povo americano. Ele, que se opôs à surge liderada por David Petraeus, acaba por ser o maior beneficiado, politicamente falando, desse volte face que permitiu aos americanos sair com dignidade do Iraque. Resta saber se Obama terá cometido um erro ao não forçar perante o governo iraquiano a presença militar durante mais algum tempo. Mas isso só o tempo o dirá. 


Agora é que as castanhas vão começar a saltar do lume...

Vereis !
AN a 16 de Dezembro de 2011 às 13:41

No problem. Os contratos de reconstrução estão quase cumpridos, e os de petróleo bem seguros, ergo não precisam de ficar lá por mais tempo...
Moi a 16 de Dezembro de 2011 às 14:50

Nada de pereocupacoes.os americanos nao podem viver sem guerra entao eles vao fabrica mais uma ,so que a vitima ainda nao se sabe
Jose a 16 de Dezembro de 2011 às 15:56

claro, que os americanos queriam pôr o pé no irão, só que o irão não é um alvo fácil, então têm que descobrir um alvo fácil para poderem destruir, construir, e absorver os recursos todos válidos do alvo. aliás eles têm uma mente criativa e demasiado fétida, alvos não faltarão. aliás eles pouco diferem dos gafanhotos. os gafanhotos instalam-se destrioem tudo e absorvem os recursos todos da zona.
anton a 18 de Dezembro de 2011 às 13:26

Tudo ficará na mesma. Os EUA continuaram a comportar-se como os imperialistas que se intrometem em assuntos estrangeiros, numa selectiva preocupação pelos direitos humanos. Os mesmos direitos que os EUA violam em prisões de homens acorrentados de pé e mãos, gente sem acesso a cuidados de saúde por falta de dinheiro, tortura e prisões sem fundamento em Guantanamo, Pena de Morte, inocentes assassinados em guerras por Petróleo e em defesa do Dólar. Continuaram a armar rebeldes que não conhecem e a fomentar guerras civis, as mais baixas de todas. Continuaram a armarem-se em vitimas do 11 de Setembro, que eles mesmo fizeram, ao armar Bin Laden na sua ânsia imperialista, que partilhavam com os parceiros soviéticos, na luta pelo domínio mundial. Continuarão a esconder-se por trás do seu gang que dá pelo nome de NATO. Ajudarão Israel, um país de cariz nacional-socialista, escondido por de trás de uma religião a qual envergonham dia após dia, em território que não é deles, com campos de concentração a que dão o nome simpático de colonato, continuando a justificar os crimes, com os crime de outros, o qual a grande maioria deles nem viveu, porque claro, um Estado fantoche no Médio Oriente, dá sempre jeito. E no Iraque, mais uma vez, atacaram quando o Dólar poderia deixar de ser a moeda padrão usada por Saddam no Petróleo, atacaram quando perceberam que precisavam dos seus poços de petróleo. Destruíram infraestruturas, mataram inocentes, plantaram uma guerra civil, deixaram aí um governo fantoche, como os tanto gostam, e depois de se apoderarem de toda a riqueza, saem. Farão juras falsas, nunca mais quererão saber do país que destruíram, tal como no Afeganistão no final dos anos 80! Um dia, felizmente, cairá como Roma porque nenhum Império é eterno! Só é pena os inocentes que serão afectados nessa guerra. Entretanto teremos de lidar com quem fala dos EUA como heróis, de uma democracia no qual o Demo pouco importa!
Dom Ricardo Corleone a 16 de Dezembro de 2011 às 19:57

Se faz favor senhor teja calado, que é assim que eles gostam.
Emanuel Alves a 18 de Dezembro de 2011 às 18:06

É de facto lamentavel ainda ler comentarios de dinossaurios com a mania da perseguição americana. Estes fulanos que compram, gozam, interiormente regozijam de um sem numero de mordomias americanas e que nunca vieram aos USA (e se vieram não dizem), ignorando os principios de educação que regem este país mas que eles nunca receberam, (sendo fruto de uma educação medíocre dada por professores que não conseguiram arranjar outro emprego), vêm agora arrotar postas de pescada sobre um país exemplar, que lhes permitiu não estarem a falar hoje alemão ou árabe. A ignorancia é atrevida!
George Scosta a 18 de Dezembro de 2011 às 23:05

"Os americanos abandonam Bagdad ainda sem uma democracia consolidada...": essa frase é reveladora da mesma ideologia que levou à invasão (sem contar as questões económicas); levar a "democracia" aos diversos povos é muito parecido com o que os portugueses faziam com as "descobertas": levar a fé cristã ao paganismo. Desde quando a nossa "democracia ocidental" é essencial, verdadeira e necessária para os outros povos e outras culturas? A visão eurocêntrica do mundo tem de mudar. O mundo é multicultural e é assim que tem de ser olhado e percebido.
Jocks a 16 de Dezembro de 2011 às 21:36

É evidente que é disparate.Só devia sair quando se acabasse o petróleo no Iraque..Aí já seria compreensivel.
xarape a 17 de Dezembro de 2011 às 00:31

Tenho a dizer que concordo com a posição do presidente Obama, independentemente daquilo que os políticos republicanos digam. Tenho também a dizer que os EUA têm agora dois problemas muito mais graves do que o Iraque ou o Afeganistão, esses problemas chamam-se de Irão e Paquistão. Se o primeiro ´provocado pelo estado de Israel ou pelos próprios EUA não sei, mas sei que será um problema para a diplomacia com um dos mais importantes países árabes; relativamente ao Paquistão, acredito que será mais facilmente resolvido do que o Irão, mas que ainda assim poderá sofrer uma intervenção militar.
Infelizmente, o mundo ocidentalnecessita imperativamente de guerras para saír das crises, ou pelo menos, foi o que fizemos no último século, com um grande exemplo, 1929 deu azo à II Guerra Mundial, obviamente não foi provocada pelos EUA, mas sim por um estado totalitário a saír da crise, Alemanha.
Gostava ainda de saudar alguém que escreveu um comentário antes de mim e disse que não podemos impor a democracia ocidental ao resto do mundo. Ele tem razão ao dizer isto e até mesmo os governantes absolutistas podem desenvolver um país, veja-se o caso do Butão em que o próprio rei, contra vontade da população mudou o regime de monarquia absoluta para democracia. Ainda assim, grande parte dos estados, principalmente árabes (com a Sharia), não conseguem fazer esta transição e não respeitam os direitos das pessoas e das mulheres, assim, concordo com a atuação ocidental na Libía, partiu de uma revolta interna para um conflito de rebeldes apoiados pelo estrangeiro. Esperemos que eles consigam consolidar a democracia e resistir ao tão falado imperialismo americano. Só assim o mundo pode mudar.
Tó Zé a 17 de Dezembro de 2011 às 08:49

Ao Povo Iraquiano.
Quando os americanos saírem, coisa que duvido, fechem todas as portas. Não se esqueçam da porta das traseiras, que é por lá que os americanos entram.
Carlos Caio a 17 de Dezembro de 2011 às 11:00

Totalmente de acordo, 1)Sair do Iraque;2) Entrar no Irão e no Paquistão.3)E assim consolidam as democracias.
Por fim resistem ao imperialismo americano.
Este To Zé é pessoa esclarecida e independente. Pessoa a consultar para se perceber tudo.
Livra ...
xarape a 17 de Dezembro de 2011 às 16:38

GOSTARIA QUE FIZESSEM O FAVOR DE ME EXPLICAR DUAS COISAS (SÓ). QUEM É QUE COLOCOU NO PODER O REGIME DERRUBADO COM ESTA GUERRA? ONDE É QUE PARAM AS TAIS ARMAS SECRETAS DO IRAQUE?
Fernando Miguel a 17 de Dezembro de 2011 às 16:38

Boa tarde,

Desde já envio aqui a minha opinião a respeito destes 10 anos de guerra no Iraque...

Primeiro que tudo, penso que agora, após isto ter terminado, se houvesse coragem nesta sociedade, o presidente George W.Bush deveria ser julgado no TPI pelos vários crimes de guerra que cometeu direta e indiretamente no Iraque...

Segundo, graças a esta guerra, foram gastos quase 1T de dólares desnecessariamente dos contribuintes americanos, que bem poderiam ter sido investidos, por exemplo, no caso do próprio país (EUA), em áreas como educação, saúde e melhoramento de infraestruturas. Ao longo dos últimos anos, os EUA perderam a sua competitividade em várias áreas, sobretudo para os países emergentes da Ásia (China?)

Terceiro, devido a estes gastos, juntamente com a crise do subprime no setor imobiliário no final da última década, penso que houve uma atitude de negligência que criou as bases para a crise económica e social a que hoje em dia assistimos.

Finalmente, e falando de uma outra guerra (a do Afeganistão), a única vitória "moral" que existe neste acontecimento é o facto de a administração Obama ter conseguido localizar e matar Bin Laden, mas penso que poderiam ter sido gasto muito menos recursos ao longo destes anos contratando-se uma equipa especializada para essa operação, e não uma intervenção militar tão complexa como aquela a que temos assistido.

Cumprimentos
D.B a 17 de Dezembro de 2011 às 17:32

já tardam. nem lá deveriam ter entrado
nico a 17 de Dezembro de 2011 às 19:05

Obama está mentindo, as tropas que estavam estacionadas no Iraque estão sendo transferidas para as fronteiras Sírias. Isto para além de terem contratado mais de cem mil mercenários, na sua maioria veteranos dos exércitos americano e britânico, para continuarem a rapina no Iraque e manterem os níveis de destruição e de guerra civil. Durante quase nove anos não construíram uma única escola primária ou um único centro clínico , apenas construíram bases militares e saquearam os museus à vista de todos. Sabe-se que existe um grande número de Marines que estão protegendo as escavações arqueológicas secretas na área da Babilónia antiga. Eles permanecerão ali por mais de cem anos.
kimbozeiro a 18 de Dezembro de 2011 às 10:38

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Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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