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Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 18:23link do post | comentar

 

This is America’s moment. We should embrace the challenge, not shrink from it, not crawl into an isolationist shell, not wave the white flag of surrender, nor give in to those who assert America’s time has passed. That is utter nonsense. An eloquently justified surrender of world leadership is still surrender.

I will not surrender America’s role in the world. This is very simple: If you do not want America to be the strongest nation on Earth, I am not your President.

You have that President today.

A campanha do próximo ano vai ser dominada essencialmente pelo estado da economia, mas Mitt Romney dedicou este final de semana a falar de política externa e da sua visão para o papel dos Estados Unidos no mundo. Pelo que tive a oportunidade de ler do discurso, Romney apelou a um novo século americano, criticando a Administração Obama por ter cedido a liderança a outros países, e criticou as tendências que isolacionistas que têm sido defendidas por alguns candidatos republicanos. Diria que é uma visão que se enquadra no establishment republicano das últimas décadas, quebrando com algumas opiniões que tinha lido que este novo Partido Republicano seria muito diferente do partido de Reagan. 

 

Foi também divulgada a lista de vinte e dois assessores da campanha de Romney para a política externa e treze grupos de trabalho. A lista foi publicada no Washington Post, com uma breve biografia de cada um. Muitos antigos colaboradores da Administração Bush, nomeadamente com o secretário de Segurança Nacional, Michael Chertoff, Michael Hayden, director da CIA ou Paula Dobriansky, subsecretária de Estado, vários intelectuais inseridos no movimento neoconservador, como Robert Kagan ou Eliot Cohen, que também colaborou com a Administração Bush, os antigos senadores Jim Talent e Norm Coleman e os veteranos da Administração Provisória do Iraque, Daniel Senor e Meghan O´Sullivan, que teve um papel decisivo na estratégia da "surge" no Iraque em 2007. E ainda Nile Gardiner, um analista político inglês que trabalhou com Margaret Tatcher. Além destes nomes mais conhecidos, muita gente de universidades, think thanks conservadores e veteranos da política externa americana. Pelo leque de nomes que Romney conseguiu angariar nestes grupos de assessores, diria que o establishment de política externa do Partido Republicano já fez a sua escolha. Rick Perry terá de trabalhar muito para apresentar uma equipa de assessores com tanta experiência como Romney.


Romney foi um excelente governador em MA e com certeza será um excelente presidente. Devolverá aos USA o lugar que lhe cabe como a segurança da liberdade no planeta.
Gostei da frase "If you do not want America to be the strongest nation on Earth, I am not your President.
You have that President today."
Vá em frente Romney. Espero que vc vença. Quisera eu poder trabalhar para vc.
Mauro a 15 de Outubro de 2011 às 23:01

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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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