03
Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 15:37link do post | comentar

Apesar de manter a convicção que Chris Christie não será candidato, continuam a chegar notícias que está seriamente a ponderar a hipótese de avançar. Como o Rui Calafate apontou aqui, neste momento uma equipa de assessores de Christie está a estudar as hipóteses de construir uma máquina eleitoral capaz de suportar a campanha do governador de New Jersey. Caso decida mesmo entrar na corrida, Christie irá contar com o poderoso apoio do establishment republicano, incluindo a máquina política e financeira que tem dominado o Partido nos últimos 20 anos. Além disso, poderá contar também com o apoio de alguns sectores do tea party, que o vêem como o político capaz de derrotar Barack Obama e mudar o rumo da história dos Estados Unidos. Mas não se pense que tudo será fácil. Uma entrada tardia na corrida será sempre difícil para Christie, e tendo apenas dois anos de governador, a sua inexperiência seria um factor importante. Além do mais, muito do agora entusiasmo que gera poderá sucumbir depois de ver as suas posições políticas (não esquecer que é um republicano da costa leste) questionadas pela base conservadora. Nunca se sabe o que poderá emergir numa campanha presidencial. 

 

Jay Cost refere na Weekly Standard (a revista de Bill Kristol tem sido o motor desta campanha para levar Christie a candidatar-se) similitudes entre o actual cenário e o que sucedeu há 100 anos, quando pela última vez um governador de New Jersey chegou à Casa Branca. Woodrow WIlson era um democrata infiltrado em território republicano, com apenas dois anos no cargo. Será que a história pode repetir-se? 


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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