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Out 11
publicado por Nuno Gouveia, às 11:27link do post | comentar

 

Na disputa presidencial de 2008, uma das principais críticas que os republicanos disparavam contra Barack Obama é que este seria prejudicial à luta contra o terrorismo. Os republicanos temiam que Obama fosse abrandar o combate ao extremismo islâmico. Mas a um ano dos americanos irem novamente às urnas, este será, quase de certeza, uma não tema durante a campanha. Ao endurecer o programa de Drones Predators e os assassinatos selectivos contra a Al-Qaeda, os Estados Unidos têm vindo a eliminar um a um os seus líderes. A morte de Bin Lade foi o apogeu, mas os americanos não dão sinal de abrandar. Como disse Mark Halperin na Time, os Estados Unidos têm enviado um sinal poderoso aos seus inimigos:  there's nowhere to run and nowhere to hide. Ontem foi conhecido que um ataque de Drones matou Anwar al-Awlaki no Iémen, um líder da Al-Qaeda que nasceu nos Estados Unidos e que esteve por trás de diversos atentados terroristas. Mais um a juntar à longa lista de sucessos alcançados pelas forças militares americanas nos últimos três anos. 

 

Este sucesso na guerra contra o terrorismo, que muitos duvidariam no inicio do seu mandato, apagou por completo as críticas dos republicanos. Aliás, se há aspecto em que Obama tem sido elogiado pelos seus adversários é precisamente pela forma como a Administração tem combatido a Al-Qaeda. Se a segurança nacional e política externa tem sido um bónus para os republicanos em todas as recentes eleições presidenciais, em 2012 esse não será e o caso. E o mérito é todo de Barack Obama, que tem sabido lidar muito bem com a ameaça terrorista. 


http://fiel-inimigo.blogspot.com/2011/10/another-one-bytes-dust.html
RioD'oiro a 1 de Outubro de 2011 às 13:02

Obrigado :)
Abraço.
Nuno Gouveia a 1 de Outubro de 2011 às 16:54

Há aqui algo que complica um pouco a coisa - é que ele era um cidadão dos EUA, o que levanta muitas questões delicadas (p.ex., se é legitimo mandar matar cidadãos norte-americanos no estrangeiro, porque não também nos EUA? E daí até a "esquadróes da morte" não vai um grande salto).
Miguel Madeira a 4 de Outubro de 2011 às 02:27

Pelo que li, todos os assessores juristas do Presidente disseram que era legal mandar matar o Awlaki. Não tenho conhecimentos sobre o sistema judicial americano para avaliar se tal é verdade ou não. Mas não acredito que isto possa vir a ser um problema político para a Administração Obama, pois ambos os partidos apoiaram esta decisão de forma esmagadora.
Nuno Gouveia a 4 de Outubro de 2011 às 02:44

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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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