08
Set 11
publicado por Nuno Gouveia, às 22:15link do post | comentar

 

Barack Obama dirige-se esta noite ao Congresso, numa tentativa de recuperar a popularidade perdida nos últimos meses. O objectivo é claro: lançar um plano de combate ao desemprego que o ajude a manter o seu emprego depois de 2012. Nesta quinto discurso da sua presidência perante as duas câmaras do Congresso, Obama tentará apelar ao eleitorado independente que entretanto o abandonou, encostando os republicanos às cordas. Com mais de 14 milhões de desempregados, Obama enfrenta grandes dificuldades para 2012. Nenhum Presidente na história recente venceu a reeleição com uma taxa de desemprego tão elevada, por isso Obama sabe bem os riscos que corre. 

 

Segundo o que já é conhecido, Obama irá apresentar o "American Jobs Act" ao Congresso, que consiste num programa de descida de impostos (agrado dos republicanos), investimento em obras públicas (agrado dos democratas e sindicatos), mais ajudas aos desempregados e mais dinheiro para os Estados. Especula-se que o plano será pelo menos no valor de 300 mil milhões de dólares, e que não aumentará o défice, ou seja, irá propor cortes no orçamento neste valor para compensar. Nas próximas semanas a luta no congresso irá centrar-se sobre este plano, e veremos se Obama terá a capacidade para o aprovar. Apesar deste não apresentar grande novidade, estrategicamente falando, não vejo como os republicanos o poderão reprovar, pois darão uma janela de oportunidade para serem acusados de impedirem o combate ao desemprego. Mas nunca se sabe se John Boehner terá os votos necessários para tal. 


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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