01
Set 11
publicado por Nuno Gouveia, às 22:40link do post | comentar

 

Se não houver surpresas*, um destes homens será o adversário de Barack Obama nas presidenciais de 2012. E tudo irá depender da campanha que ambos efectuarem. Mitt Romney tem sido o frontrunner desta corrida, mas nunca conseguiu gerar grande entusiasmo, nomeadamente nos sectores mais conservadores. A entrada de Rick Perry no mês passado gerou um furacão nas sondagens, relegando Romney para segundo lugar e atirando para o lado Michele Bachmann, até então a principal adversária de Romney. 

 

Não penso que a vantagem que Perry conquistou seja decisiva. Até pelo facto que muitos dos que estão entusiasmados com ele, apenas o estão devido a uma imagem criada pelos media, e não o conhecem muito bem. E sofrerá o choque do jornalismo de investigação, que não perderá a oportunidade de revelar factos desconhecidos do grande público. Nem todos saberão que este verdadeiro conservador, como se assume, foi director de campanha de Al Gore no Texas em 1988 e ainda na década de 90 escrevia cartas a apoiar a reforma da saúde falhada de Bill Clinton. Além disso, nas próximas semanas irão realizar-se diversos debates entre os candidatos republicanos (o primeiro já na próxima quarta-feira), e aí veremos se Perry consegue manter esse fulgor. Terei muito tempo para falar aqui dos pontos mais fortes e fracos destes candidatos, mas parece-me que o perfil moderado de Mitt Romney será o mais indicado para defrontar Barack Obama, nomeadamente nos decisivos estados do Midwest. A maior parte das sondagens frente a Obama parecem indicar isto mesmo, mas nesta fase essas valem muito pouco. Uma coisa é verdade: dois partidos republicanos vão defrontar-se neste combate, mas ambos os candidatos apresentam credenciais para ocupar a Casa Branca. Se este fosse um ano normal, Romney teria vantagem. Mas com o Tea Party e um Partido Republicano cada vez mais à direita, é bem provável que seja Perry a enfrentar Obama. 

 

*Nesta fase só vejo duas hipóteses para tal suceder, mas ambas remotas. Uma delas é alguém dos restantes nomes já na corrida conseguir nestes próximos meses crescer de tal modo que seja considerada uma opção credível pelo eleitorado. A outra é que surja alguém na corrida (que não Sarah Palin, pois não acredito que tenha possibilidades de vitória) que consiga unir o establishment e a base conservadora. O único que neste momento parece possível é o governador de New Jersey, Chris Christie. Mas também é improvável que vá a jogo. 


Em destaque
José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
ver perfil
ver posts
Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
ver perfil
ver posts
Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
ver perfil
ver posts
arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


pesquisar neste blog