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Jul 11
publicado por Nuno Gouveia, às 17:45link do post | comentar

A data final para o acordo é 2 de Agosto. Se até lá o Partido Republicano (Câmara dos Representantes) e o Partido Democrata (Senado e Casa Branca) não chegaram a um entendimento, os Estados Unidos ficarão sem possibilidades de continuarem a endividar-se, podendo o país entrar numa crise de não pagamento da dívida. Será que tal vai suceder? Essa é a pergunta que tem sido colocada pelos media, criando um grande clima de incerteza sobre a economia americana. No entanto, tudo é mais claro longe dos holofotes da imprensa.

 

Acredito que estão condenados a entender-se. O que estamos a assistir é um esgrimir de argumentos violento na praça pública, onde ambos os partidos tentam retirar o máximo proveito da situação. Por um lado, os republicanos só admitem cortar na despesa federal para autorizar o aumento do limite do endividamento. Por outro, os democratas não admitem reduzir o défice sem um aumento de impostos, especialmente para as classes mais ricas. Os republicanos dizem que isso nesta altura seria catastrófico para a economia. Entretanto, Barack Obama tenta um entendimento directo com os republicanos, através de John Boehner. Mais do que propriamente discutir-se o défice ou o endividamento, o que está aqui em disputa são os argumentos das bases dos partidos. Uns e outros não querem perder: os democratas não desejam cortes nos programas federais como o Medicare, Medicaid ou Segurança Social, e os republicanos não querem mais impostos. Mas até dia 2 de Agosto teremos um acordo. Provavelmente com cortes nas despesas e um aumento de impostos. E veremos quem poderá cantar vitória. No fundo, e infelizmente para os americanos, tudo se resume a um grande jogo político. Não esquecer que no próximo ano temos eleições, e todos tentam conquistar a taça. 

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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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