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Jul 11
publicado por Nuno Gouveia, às 00:06link do post | comentar

 

Em 1776 nenhum dos signatários da Declaração da Independência pensaria que estaria a fundar o país mais próspero e desenvolvido que a humanidade já conheceu. Muitos dos Pais Fundadores nem sequer acreditariam que o país sobrevivesse muitos anos, quanto mais tornarem-se na superpotência que é hoje. Mas certamente os alicerces poderosos que imprimiram na fundação do Estado Federal e a genialidade dos que deram origem à revolução americana contribuíram para a emergência de um país que se foi fortificando e unindo em torno de um ideal de liberdade. Ao lado da sapiência de Thomas Jefferson, Alexander Hamilton, John Adams, Benjamim Franklin, John Jay, James Madison e tantos outros, também um conjunto de acontecimentos dramáticos ou episódios onde a fortuna imperou, ajudou o país a crescer e a fortalecer-se. Na sua história são vários os episódios em que o país esteve perto do abismo. Mas conseguiu sempre ultrapassar as dificuldades e emergir mais forte. Três momentos, ainda nos primeiros 100 anos do país, ajudaram a definir aquilo que os Estados Unidos são hoje.

 

O primeiro, e talvez o mais importante, foi a própria guerra da revolução contra o Império Britânico. Com um exército composto por populares mal treinados, desorganizados e sem experiência militar, George Washington várias vezes esteve perto da derrota total. Aliás, terão sido mais as derrotas do que as vitórias para as tropas das treze colónias, que estiveram muitas vezes sem munições e mantimentos. Além das divergências que sempre persistiram durante estes duros anos dentro do campo independentista. George Washington, segundo os seus próprios biógrafos, não foi um grande estratega militar. Mas emergiu como o verdadeiro líder que o jovem país necessitava para derrotar os bem preparados exércitos do Rei Jorge III. 

 

Apenas umas décadas depois, uma nova guerra contra Inglaterra, entre 1812 e 1815. A União esteve novamente em causa, com a capital Washington a ser invadida e incendiada pelos britânicos. Esta foi uma guerra patriótica, onde o sentimento nacionalista e o orgulho americano emergiu sob a liderança de James Madison. Pela segunda vez, a nação emergente derrotara a maior potência mundial da altura, finalizando assim o período fundacional dos Estados Unidos da América.

 

Em 1860, num país profundamente dividido pelo alargamento da escravatura aos novos territórios do Oeste, o Norte e Midwest elegem Abraham Lincoln, do recente Partido Republicano, que tinha sido fundado por activistas anti-escravatura. Apesar de prometer manter o status-quo nos Estados do Sul, que tinham votado no esclavagista John Breckenridge, isso não chegou para salvar o país da tragédia. E pela última vez, a União esteve em perigo de ser destruída, numa brutal guerra civil provocada pela secessão dos estados do Sul, que criaram os Estados Confederados da América. Em nenhum outro período da história americanos lutaram contra americanos, mas salvou-se a alma do país, terminando finalmente com a escravatura em todo o território. Não por acaso, ainda hoje Abraham Lincoln é considerado pela maioria dos historiadores e pelos próprios americanos como o Presidente mais importante de todos.


De facto um grande país, a grande super potência, com virtudes e defeitos.
este mês tem dois grandes acontecimentos a nível mundial o dia 4 independência dos EUA e o dia 14 uma das datas mais importantes da história mundial senão mesmo a mais importante o dia da tomada da bastilha.
André a 5 de Julho de 2011 às 12:09

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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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