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Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 15:59link do post | comentar

Como sempre sucede na política americana, as sondagens ocupam imenso espaço na agenda mediática. Mas, como bem tenho avisado, nesta fase pouco representam para a corrida republicana, bem como para as eleições gerais. São um indicador da força dos candidatos no actual momento, juntamente com outros, como a equipa que contrataram, o currículo político ou a angariação de fundos. Diria até que nesta altura, as sondagens são dos indicadores menos relevantes. Basta atender ao facto que ainda há dois meses Donald Trump liderava as sondagens nacionais, ele que nunca ninguém considerou como candidato credível. Daqui a dois dias teremos um facto muito importante para atestar a viabilidade das candidaturas: o dinheiro que os candidatos angariaram neste segundo trimestre. Mas para explicar esta desvalorização das sondagens deixo aqui o link para o post de Jay Cost "Polling Nonsense":

National polling from June 2007 looks just as ridiculous. At that point, Clinton had a 10- to 20-point lead over Obama, which would expand to 30-points (and more) by the fall. By June 2008, when all the primaries and caucuses were finished, the two had basically split the Democratic vote. On the Republican side, Rudy Giuliani had a 10-point or greater lead over John McCain in the national polls, while Mitt Romney and Mike Huckabee were both polling less than 10 percent each. When it was all said and done, McCain won 47 percent of the vote, Romney and Huckabee both won a touch more than 20 percent, and Giuliani…won just 3 percent!

 

So the final 2008 results did not correspond at all to the numbers from the summer of 2007. More broadly, the nomination process as we know it today has produced surprising nominees time and time again since it was first implemented some 39 years ago – George McGovern in 1972, Jimmy Carter in 1976, Bill Clinton in 1992, John Kerry in 2004, and John McCain in 2008. At this point in each cycle, nobody really saw any of these guys taking the top prize.

 


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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