22
Jun 11
publicado por Nuno Gouveia, às 10:23link do post | comentar

O Senado confirmou ontem Leon Panetta como Secretário da Defesa, assumindo o cargo a partir de 30 de Junho. A votação unânime não deixa margem para dúvidas do apoio que recebeu dos dois partidos. O ainda director da CIA não vai ter vida fácil. Com as intervenções na Líbia, Iraque e Afeganistão, e a situação militar complicada no Paquistão e Yemen, este é provavelmente o cargo mais complicado da Administração Obama. Daí a importância deste apoio que recebeu no Senado. 

 

Panetta vai substituir Robert Gates, no cargo nos últimos quatro anos e meio. Apesar de tudo, penso que a história será favorável ao antigo colaborador das Administrações Reagan, H. Bush, W. Bush e Obama. Quando assumiu o cargo em 2006, a guerra no Iraque estava perdida e o Pentágono sofria uma grave crise de credibilidade. Durante os anos seguintes contribuiu para recuperar a credibilidade perdida, ajudou a implementar uma "surge" com sucesso no Iraque, salvando a face da Administração Bush, e ainda terminou o mandato com o sucesso da morte de Osama Bin Laden. No Afeganistão, a situação é mais complexa, mas conseguiu gerir bem a relação entre os militares e o poder civil, juntamente com a liderança de David Petraeus no terreno. O inicio da retirada anunciado ontem por Obama pode ser bom sinal para os próximos anos. Nos últimos meses foi lançando sérios avisos sobre a capacidade limitada dos Estados Unidos em se envolverem em novos conflitos, como aconteceu recentemente na Líbia. Particularmente, gostei do aviso que deixou aos parceiros da NATO este mês, quando alertou que esta organização poderá tornar-se relevante se não for levada mais a sério pelos países europeus. 


Em destaque
José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
ver perfil
ver posts
Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
ver perfil
ver posts
Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
ver perfil
ver posts
arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


pesquisar neste blog