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Mai 11
publicado por Nuno Gouveia, às 22:48link do post | comentar

 

Aconselho a leitura deste excelente ensaio do Bernardo Pires de Lima na Notícias Sábado. Mas não acredito que o sucesso desta operação vá facilitar muito a reeleição de Obama. Com o estado da economia, o debate irá centrar-se sobretudo aí. Ajuda a construir uma narrativa de sucesso desta Presidência, mas na hora de votar, serão os assuntos económicos a pesar na balança dos eleitores moderados e que decidem as eleições. Lembremo-nos da popularidade estratosférica do Pai Bush por esta altura do seu mandato por causa da Guerra do Golfo. Quem o deitou abaixou foi precisamente a economia. Por outro lado, e apesar do folclore que tem rodeado estas primárias republicanas, não deverá ser um dos "radicais, excêntricos e até patéticos" (concordo inteiramente com a descrição do Bernardo) a vencer. Estejamos atentos aos governadores credíveis na corrida: Romney, Pawlenty e provavelmente Daniels e Huntsman. Se por acaso um candidato do folclore (Palin, Bachmann ou Trump) vencesse as primárias, então o assunto para Obama poderia ficar resolvido. 


Também não acredito que a morte de Bin Laden tenha um grande poder nas eleições, mas vai impedir um ataque do partido republicano aos democratas na segurança e defesa, para além de que na mente norte-americana Saddam em 91 é bem diferente de Bin Laden em 2011.
Publius a 8 de Maio de 2011 às 20:08

Esse é um excelente ponto. Com o grande sucesso da operação Bin Laden, fica muito mais difícil atacar Obama na frente da segurança e defesa. Mas continuo a achar que será novamente a economia a salvar ou a condenar Obama. A menos que lhe apareça pela frente um candidato fraco que lhe facilite o trabalho.

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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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