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Abr 11
publicado por Nuno Gouveia, às 19:21link do post | comentar

A política americana é fascinante e não raras vezes emergem durante as campanhas presidenciais nomes que marcam uma geração. Por aqueles lados não se tem medo de arriscar. Tim Pawlenty tem sido, de longe, o melhor candidato republicano até ao momento. O Rui Calafate, sempre muito atento à realidade política do outro lado do Atlântico, também já reparou nele. Hoje Pawlenty anunciou a contratação do seu director de campanha, Nick Ayers, de apenas 28 anos, um dos jovens talentos do Partido Republicano. Nos últimos anos foi director executivo da Associação Nacional de Governadores Republicanos, trabalhando na coordenação das grandes vitórias alcançadas em 2009 e 2010. Será também um dos mais jovens directores de campanha da história da política americana, e nos últimos tempos, segundo relatos da imprensa, já tinha sido "namorado" por outros potenciais candidatos. Posso estar enganado, mas esta contratação acerta em cheio naquilo que Pawlenty necessita: talento, juventude e energia. A política precisa de sangue novo e contacto com as novas gerações. E não chega utilizá-los como bandeiras eleitorais como tantas vezes se observa; é preciso dar-lhes poder de decisão e capacidade para influenciar decisivamente o rumo dos acontecimentos. Foi isso que Pawlenty fez com esta contratação. 

 

Do que tenho observado, Pawlenty é um sério candidato à melhor campanha do próximo ciclo eleitoral. Mesmo que não consiga vencer as primárias. Ainda está nos últimos lugares das sondagens, mas o seu potencial de crescimento é enorme, pois é ainda um desconhecido do grande público. Ainda não tem o carisma que é necessário para vencer umas primárias, mas uma campanha de sucesso pode mudar isso. O seu staff tem vindo a engrossar com antigos colaboradores das campanhas presidenciais de John McCain e George W. Bush, e é cada vez mais uma opção viável para os que pensam a estratégia presidencial do GOP. Ao contrário do que seria de esperar, não teve receio em entregar a direcção da sua campanha a um jovem. 


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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