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Abr 11
Por Nuno Gouveia, às 10:30 | comentar

Há uns meses, um lunático chamado Terry Jones anunciou que ia queimar o livro do Corão, como forma de protesto contra o terrorismo islâmico. Agora, sem aviso, o Pastor da Florida queimou mesmo o livro sagrado do Islão. Num mundo globalizado onde a informação circula rapidamente, esta situação foi explorada pelos Talibans para lançar o caos no Afeganistão. Nestes últimos dias, acções de manifestantes, infiltradas por membros do antigo regime afegão, provocaram a morte de várias pessoas, entre eles, vinte funcionários das Nações Unidas em Mazar-i- Sharif. Os responsáveis militares no Afeganistão temem, e com razão, que este tipo de acções complique ainda mais a situação no terreno. E ninguém ficará surpreendido se mais violência irromper noutros países árabes. 

 

Isto demonstra duas situações complementares. Por um lado, o poder que um "maluco" pode ter no mundo. Mas também a intolerância que existe em certas partes do mundo islâmico. Já tínhamos tido uma evidência disso aquando do episódio dos cartoons dinamarqueses, com a violência que explodiu no mundo muçulmano. Vivendo nós (o mundo ocidental) em regime de liberdade de expressão, é inconcebível que exista poder na lei para impedir este tipo de situações. Se no caso dos cartoons, não vi mesmo nada de mal (afinal de contas, todos dias vemos caricaturas do género sobre outras religiões, nomeadamente sobre a cristã), neste caso, a acção é irresponsável e errada. No entanto, o lunático terá o direito de o fazer. É triste, perigoso e até mesmo demente, mas temos de nos preparar para este tipo de situações no futuro. 


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Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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