30
Mar 11
publicado por Nuno Gouveia, às 16:16link do post | comentar

No dia 30 de Março de 1981 Ronald Reagan sofreu uma tentativa de assassinato que, por pouco, não lhe tirou a vida. Foi em Washington DC, quando John Hinckley Jr. atirou a matar contra o Presidente. O episódio ficou registado para a eternidade. 

 

Num acto de invulgar coragem, conforme podemos observar neste video, dois agentes da equipa de protecção colocaram-se à frente de Reagan. Hinckley disparou seis tiros, tendo ferido ainda mais duas pessoas, o próprio Reagan e o Press Secretary, James Brady. Felizmente, todos sobreviveram. Incrivelmente ninguém, nem o próprio, repararam que o Presidente tinha sido atingido por uma bala. Apesar de sentir dores, ainda entrou no hospital pelo próprio pé, e apenas aí os médicos descobriram que tinha sido ferido no peito. Devido à prontidão da equipa médica, a vida do Presidente foi salva. Numa das suas "tiradas" lendárias, já na mesa de operações mas ainda consciente, Reagan disse aos médicos "I hope you are all republicans".

 

Por fim, duas notas. Os motivos de John Hinckley JR não foram políticos. Numa carta encontrada posteriormente, que não chegou a ser enviada, Hinckley confessava que este acto destinava-se a "impressionar" Jodie Foster, uma actriz por quem vivia obcecado. Foi ilibado por insanidade, mas ainda hoje está internado num hospital psiquiátrico. Este ano foi notícia por tentar a sua libertação. Por fim, Ronald Reagan foi o primeiro Presidente a sobreviver a um tiro numa tentativa de assassinato. Quatro foram assassinados: Abraham Lincoln, James Garfield, William McKinley e John F. Kennedy. 


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José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
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Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
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Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
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