04
Jan 11
publicado por Nuno Gouveia, às 15:11link do post | comentar

Os republicanos passam a partir deste mês a partilhar o poder em Washington. John Boehner já traçou o primeiro voto do ano: a revogação da lei da saúde está agendada para dia 12 de Janeiro. Não duvidando do sucesso imediato da iniciativa legislativa republicana, esta tende sobretudo a marcar a agenda política para o novo ciclo. Sabendo que esta revogação nunca passará no Senado dominado por democratas, os republicanos dão assim inicio à campanha presidencial de 2012. O debate irá estender-se ao longo dos próximos dois anos, pois a única hipótese viável de tal revogação suceder será os republicanos conquistarem a Casa Branca, bem como a maioria no Senado.

 

O outro sinal que tem vindo do lado republicano é que este Congresso irá activamente investigar a Casa Branca. O novo líder do Comité responsável, Darrel Issa, tem vindo a dar entrevistas sobre os seus potenciais alvos das audições: corrupção no Afeganistão, Wikileaks e papel das agências do governo, são algumas da áreas que a nova Câmara dos Representantes poderá investigar. E será aqui que os republicanos poderão causar maiores dificuldades à Administração Obama.

 

Serão dois anos muito interessantes para seguir em Washington, e por ora, as conversações bipartidárias estão em segundo plano. Mas ainda neste primeiro trimestre deverá começar a negociação do plano financeiro protagonizado por Paul Ryan, o congressista republicano do Wisconsin, para sanear as contas públicas americanas. Com cortes previstos em quase todos os sectores da Administração Pública, o Roadmap de Ryan será um teste à verdadeira motivação dos políticos de ambos os partidos para controlarem o défice estrutural dos Estados Unidos.



Em destaque
José Gomes André

Investigador de Filosofia Política, redigiu tese de doutoramento sobre James Madison. Autor de "Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: um Roteiro" (Esfera do Caos, 2008). Escreve também no Delito de Opinião.
ver perfil
ver posts
Nuno Gouveia

Autor de uma tese de mestrado sobre as eleições presidenciais americanas de 2008. Escreve também no 31 da Armada e Cachimbo de Magritte.
ver perfil
ver posts
Alexandre Burmester

Define-se como um "ávido seguidor amador" da política americana, que acompanha há mais de 40 anos. As suas habilitações académicas situam-se na área da Língua e Literatura Inglesas e foi quadro de uma multinacional canadiana
ver perfil
ver posts
arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


pesquisar neste blog